Nome Técnico: EXECUÇÃO DE INSPEÇÃO TÉCNICA, TESTES, ENSAIOS E AVALIAÇÃO QUANTITATIVA EM EQUIPAMENTO DE SOLDAGEM A ARCO – EQUIPAMENTO DE APLICAÇÃO LIMITADA NBR IEC 60974-6, ELABORAÇÃO DE RELATÓRIO TÉCNICO COM A EMISSÃO DA ART
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Qual Objetivo do Laudo Equipamento Soldagem a Arco?
O Que é Soldagem a Arco?
A soldagem a arco elétrico é um processo de união de metais no qual o calor necessário para a fusão das peças gera-se por um arco elétrico estabelecido entre um eletrodo e o material base. Portanto, esse arco, ao ionizar o ar ou o gás de proteção ao seu redor, atinge temperaturas elevadíssimas, frequentemente superiores a 5.000 °C, suficientes para fundir os metais e formar uma junta soldada.
Em termos técnicos, trata-se de um processo termoelétrico, no qual a fonte de energia elétrica pode ser corrente contínua (CC) ou alternada (CA), controlada por uma fonte de soldagem específica. Além disso, a soldagem a arco pode-se realizar com ou sem gás de proteção, com eletrodos consumíveis ou não, e utiliza-se amplamente na indústria por sua eficiência, versatilidade e capacidade de soldar diversos metais como aço carbono, inoxidável, alumínio, entre outros.

Aplicação de eletrodo revestido em estrutura metálica com emissão de partículas incandescentes — soldagem a arco com controle manual.
Quais são os Tipos de Equipamentos de Soldagem Avaliados?
Os principais tipos de equipamentos de soldagem a arco avaliados em inspeções técnicas podem ser classificados com base na tecnologia aplicada, tipo de processo e complexidade da aplicação. Sendo assim, a seguir, os grupos mais relevantes:
Transformadores Convencionais:
Equipamentos robustos, operam em corrente alternada, com foco na estabilidade do arco e segurança elétrica.
Fontes Inversoras (Inverter):
Leves e precisas, utilizam eletrônica de potência, exigem avaliação de circuitos e controles digitais.
Soldagem MIG/MAG (GMAW):
Equipamentos com arame contínuo e gás de proteção, demandam verificação de alimentação, tensão e sincronismo.
Soldagem TIG (GTAW):
Uso de eletrodo de tungstênio e gás inerte; requer análise de HF, controle de corrente e refrigeração.
Eletrodo Revestido (SMAW):
Ampla aplicação industrial; inspeção inclui ignição, ciclo de trabalho e robustez dos componentes.
Fontes Multiprocesso:
Operam em diversos modos (MMA, MIG, TIG), exigem testes funcionais completos e segurança na comutação.
Equipamentos Automatizados/Robotizados:
Integram-se a sistemas CNC ou robôs, com foco em precisão, controle e normas complementares.
Cada tipo exige ensaios específicos, alinhados à norma ABNT NBR IEC 60974 (partes 1, 5, 6) conforme o caso, com foco em segurança elétrica, desempenho funcional e conformidade normativa.
Como Deve Ser Construído o Dispositivo de Controle Térmico?
Conforme a ABNT NBR IEC 60974-6 – Equipamentos de soldagem a arco – Parte 6: Equipamentos de aplicação limitada, o dispositivo de controle térmico deve ser construído com foco na proteção automática do equipamento contra sobreaquecimento, garantindo a integridade funcional dos componentes internos e a segurança do operador. Portanto, o dispositivo de controle térmico em equipamentos de soldagem a arco de aplicação limitada deve:
Detectar o superaquecimento por meio de sensores fixados em componentes críticos (ex: transformador, retificador);
Atuar automaticamente ao atingir a temperatura limite, desligando ou limitando a saída de corrente, sem possibilidade de ajuste pelo usuário;
Sinalizar visualmente a falha térmica (ex: LED no painel);
Restabelecer a operação somente após o resfriamento, podendo ser automático ou exigir reset manual;
Projetar com isolação adequada, proteção contra curto-circuito e durabilidade, passando assim por ensaios funcionais obrigatórios.
Por que Realizar o Ensaio de Aplicação de Carga?
Realizar o ensaio de aplicação de carga em equipamentos de soldagem a arco é fundamental para verificar o desempenho real da máquina sob condições operacionais, avaliando sua capacidade de fornecer corrente e tensão dentro dos parâmetros nominais, de forma estável e segura. Dessa forma, este ensaio é indispensável para validar a eficiência energética, a confiabilidade do controle eletrônico e a conformidade com normas como a ABNT NBR IEC 60974-1 e 60974-6.
Razões para Executar o Ensaio de Aplicação de Carga:
Comprovar o desempenho elétrico:
Confirma se a fonte de soldagem entrega a corrente e tensão conforme especificado na placa de identificação.
Verificar a estabilidade do arco:
Avalia se o arco elétrico se mantém estável durante a soldagem com carga real, mas, sem oscilação ou falhas.
Detectar falhas sob estresse térmico:
Expõe eventuais falhas térmicas ou elétricas latentes que não aparecem em testes sem carga (open circuit).
Analisar o duty cycle efetivo:
Confirma se o equipamento opera dentro do ciclo de trabalho declarado, mas, sem disparar proteção térmica indevidamente.
Validar o sistema de controle eletrônico:
Testa o comportamento dos sistemas de controle (inversores, PWM, sensores). Dessa forma, sob variação de carga real.
Atender exigências normativas e contratuais:
É requisito em inspeções técnicas com emissão de ART e em auditorias de conformidade com NR 12, NR 10 e normas da IEC.
Portanto, ensaio de aplicação de carga não é opcional, é essencial para garantir a confiabilidade, a segurança e a conformidade técnica do equipamento de soldagem, sendo um dos pontos críticos em laudos técnicos, inspeções de recebimento e validações pós-manutenção.

Execução de soldagem MIG/MAG em ambiente fabril: arco estabilizado, corrente regulada e foco na integridade da junta metálica.
Como Deve ser Feita a Medição da Corrente de Toque em Condição de Falha?
A medição da corrente de toque em condição de falha, conforme a ABNT NBR IEC 60974-1 ou 60974-6, deve ser realizada com o equipamento energizado e em operação normal, simulando uma falha entre partes metálicas acessíveis e a saída ativa. Além disso, utiliza-se um resistor de 2.000 Ω, representando a resistência do corpo humano, conectado entre esses pontos. Dessa forma, mede-se a tensão sobre o resistor e calcula-se a corrente (I = V/2000). O valor obtido não deve ultrapassar 10 mA RMS, limite de segurança estabelecido pela norma. Portanto, esse ensaio é obrigatório para verificação da proteção contra choques elétricos em caso de falha de isolação e um profissional habilitado deve conduzir esse ensaio, com emissão de ART e registro detalhado dos resultados.
Quando Realizar o Laudo Equipamento Soldagem a Arco?
O Laudo Técnico de Equipamento de Soldagem a Arco deve ser realizado sempre que houver necessidade de comprovar a conformidade, segurança ou desempenho operacional do equipamento, especialmente em contextos que envolvam exigências legais, auditorias, manutenção crítica ou liberação para uso industrial. A seguir, os momentos mais indicados:
Antes da entrada em operação (comissionamento);
Após manutenções corretivas ou substituição de componentes críticos;
Periodicamente, conforme plano de manutenção preventiva ou exigência contratual;
Para fins de regularização junto ao SESMT, CREA ou em auditorias externas (ex: ISO, NR);
Antes da venda, locação ou transferência de propriedade do equipamento;
Após acidentes, falhas graves ou suspeitas de não conformidade.
Qual Importância do Laudo Equipamento Soldagem a Arco?
Laudo Equipamento Soldagem a Arco
EXECUÇÃO DE INSPEÇÃO TÉCNICA, TESTES, ENSAIOS E AVALIAÇÃO QUANTITATIVA EM EQUIPAMENTO DE SOLDAGEM A ARCO – EQUIPAMENTO DE APLICAÇÃO LIMITADA NBR IEC 60974-6, ELABORAÇÃO DE RELATÓRIO TÉCNICO COM A EMISSÃO DA ART
OBJETIVO:
Realizar inspeção técnica detalhada, aplicação de testes funcionais e ensaios elétricos/mecânicos, com avaliação quantitativa de desempenho, segurança e conformidade normativa de equipamentos de soldagem a arco classificados como equipamentos de aplicação limitada, conforme definições e requisitos estabelecidos na ABNT NBR IEC 60974-6. O serviço tem como finalidade subsidiar a emissão de ART e o fornecimento de relatório técnico conclusivo.
NORMAS DE REFERÊNCIA
ABNT NBR IEC 60974-6 – Equipamentos de soldagem a arco – Parte 6: Equipamentos de aplicação limitada
ABNT NBR IEC 60974-1 – Parte geral – Requisitos básicos de segurança
NR 10 – Segurança em instalações e serviços em eletricidade
NR 12 – Segurança no trabalho em máquinas e equipamentos
NR 13 e NR 18 (quando aplicável ao contexto de uso do equipamento)
Requisitos do fabricante e boas práticas de engenharia elétrica aplicada à soldagem
ATIVIDADES EXECUTADAS
Inspeção Visual e Funcional
Verificação da integridade física do equipamento (estrutura, conectores, cabos, ventilação, painéis, etiquetas de identificação);
Avaliação do estado dos dispositivos de comando, sinalização e proteção;
Análise de sinais de superaquecimento, corrosão, mau contato ou modificações indevidas.
Testes Funcionais Operacionais
Ligamento controlado do equipamento em tensão nominal;
Simulação de operação com parâmetros usuais de soldagem;
Verificação da estabilidade do arco e resposta do sistema sob carga simulada.
Ensaios Elétricos e de Segurança
Medição da tensão em vazio e sob carga resistiva;
Medição da corrente de saída (ajuste fino e máximo);
Medição da corrente de toque em condição de falha, conforme IEC 60974-1 e 60974-6;
Teste de continuidade do condutor de proteção (aterramento);
Verificação da isolação elétrica dos circuitos de potência.
Avaliação Quantitativa de Desempenho
Comparação dos valores medidos com as especificações de placa e limites normativos;
Verificação do duty cycle (ciclo de trabalho) conforme indicado pelo fabricante;
Determinação da conformidade com requisitos de proteção térmica e atuação de dispositivos automáticos.
Documentação Técnica e ART
Registro fotográfico (quando aplicável);
Consolidação dos resultados dos testes e medições em relatório técnico padronizado;
Emissão da ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) por profissional habilitado, nos termos do CREA.
PRODUTOS ENTREGUES
Relatório Técnico Conclusivo com:
Descrição do equipamento;
Normas aplicáveis;
Metodologia dos ensaios;
Resultados obtidos;
Parecer técnico final quanto à condição de uso e conformidade;
ART vinculada ao serviço executado.
TESTES, ENSAIOS E AVALIAÇÃO QUANTITATIVA QUANDO PERTINENTES E CONTRATADOS:
A execução de inspeção técnica em equipamento de soldagem a arco com aplicação limitada, conforme a NBR IEC 60974-6, envolve sim testes, ensaios e avaliações quantitativas, especialmente se o objetivo final é emitir um relatório técnico com ART (Anotação de Responsabilidade Técnica). Vamos aos pontos objetivos:
Testes e Ensaios Aplicáveis:
Verificação funcional (testes operacionais):
Testes práticos com carga resistiva ou simulação de carga;
Avaliação da estabilidade do arco;
Verificação dos controles (corrente, tensão, duty cycle).
Ensaios elétricos:
Medição de tensão em vazio e em carga;
Verificação da corrente nominal;
Teste de isolação elétrica (megômetro);
Teste de continuidade de aterramento (resistência de aterramento).
Ensaios mecânicos/visuais:
Inspeção dos terminais, bornes, conectores;
Verificação de integridade de carcaça e dissipadores;
Avaliação do sistema de refrigeração (se houver);
Estado de cabos e conexões.
Ensaios de segurança:
Conformidade com requisitos de proteção contra choques (dupla isolação, aterramento);
Verificação de dispositivos de proteção térmica, sobrecorrente, etc.
Avaliação Quantitativa:
A avaliação não pode ser apenas qualitativa (“parece estar ok”). Deve conter:
Medições em ampères e volts, confrontando com os valores de placa;
Avaliação de rendimento (fator de trabalho);
Comparativo com os parâmetros da NBR IEC 60974-6, que define os requisitos específicos para equipamentos de aplicação limitada (como inversores pequenos ou fontes simplificadas).
IMPORTANTE:
A NBR IEC 60974-6 trata de equipamentos de aplicação limitada, portanto não exige o mesmo nível de ensaios da parte 1, mas ainda impõe requisitos normativos claros — principalmente se o relatório técnico for usado para liberação de uso em ambientes industriais ou atendendo a requisitos da NR 12 ou NR 10.
Conclusão:
Sim, são aplicáveis testes, ensaios e avaliações quantitativas;
Devem constar no relatório técnico com valores medidos, resultados e análise crítica;
A ART só deve ser emitida com base em critérios técnicos objetivos, conforme as exigências normativas e da boa prática de engenharia.
NOTA:
É facultado à nossa Equipe Multidisciplinar Atualizar, adequar, alterar e/ou excluir itens, conforme inspeção e sempre que for necessário, bem como efetuar a exclusão ou inserção de Normas, Leis, Decretos ou parâmetros técnicos que julgarem aplicáveis, estando relacionados ou não no Escopo Normativo ficando a Contratante responsável por efetuar os devidos atendimentos no que dispõem as Legislações pertinentes.
Laudo Equipamento Soldagem a Arco



