Nome Técnico: EXECUÇÃO DE INSPEÇÃO TÉCNICA, ENSAIOS E TESTE DE ESTANQUEIDADE – ELABORAÇÃO DO RELATÓRIO TÉCNICO COM A EMISSÃO DA ART
Referência: 804
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Laudo Estanqueidade com ART
O Laudo de Estanqueidade com emissão de ART – Anotação de Responsabilidade Técnica tem como objetivo comprovar, por meio de inspeção técnica, ensaios e testes específicos, a integridade e a vedação de sistemas que operam com fluidos, gases ou líquidos sob pressão. Esse procedimento técnico busca identificar a presença de vazamentos, falhas de vedação, degradação de componentes ou qualquer condição que possa comprometer a segurança operacional, a eficiência do sistema e a conformidade com normas técnicas aplicáveis.
Durante a execução da inspeção, o profissional legalmente habilitado realiza avaliações visuais, testes de pressão, ensaios de estanqueidade e análise técnica dos componentes do sistema, verificando conexões, válvulas, tubulações, reservatórios e demais elementos que compõem a instalação. A emissão do relatório técnico com ART formaliza a responsabilidade técnica sobre os resultados obtidos, garantindo rastreabilidade, validade legal do documento e suporte técnico para auditorias, fiscalizações, processos de manutenção e gestão de riscos operacionais.
Quando o ensaio de estanqueidade se torna obrigatório em instalações industriais?
O ensaio de estanqueidade torna-se obrigatório em instalações industriais sempre que existe a necessidade de comprovar a integridade e a vedação de sistemas que transportam ou armazenam gases, líquidos inflamáveis, combustíveis ou fluidos sob pressão. Na prática, o teste deve ocorrer após instalação inicial, modificações estruturais, substituição de componentes, intervenções de manutenção ou sempre que houver suspeita de vazamento, pois qualquer perda de estanqueidade pode gerar riscos operacionais, ambientais e ocupacionais significativos.
Além disso, diversas normas técnicas e regulamentos de segurança exigem a verificação da estanqueidade como etapa de validação da segurança do sistema antes da liberação para operação. Em sistemas que utilizam gases combustíveis, GLP, gases medicinais, tubulações industriais ou reservatórios pressurizados, por exemplo, o teste deve confirmar que conexões, válvulas, soldas, flanges e tubulações mantêm vedação adequada. Nessas situações, o profissional legalmente habilitado executa os ensaios, analisa os resultados técnicos e registra as conclusões por meio de relatório técnico acompanhado da ART – Anotação de Responsabilidade Técnica, assegurando rastreabilidade e validade legal do procedimento.
Por que confiar apenas na inspeção visual não garante a integridade de um sistema pressurizado?
Confiar apenas na inspeção visual não garante a integridade de um sistema pressurizado porque muitos defeitos que comprometem a vedação e a segurança operacional não se manifestam de forma visível. Microvazamentos, falhas em juntas, degradação de vedantes, porosidades em soldas, fissuras microscópicas e perdas graduais de pressão podem ocorrer internamente ou em pontos de difícil acesso, sem apresentar sinais externos imediatos. Assim, a avaliação visual identifica anomalias aparentes, como corrosão, deformações ou danos mecânicos, mas não consegue comprovar se o sistema realmente mantém sua capacidade de retenção de fluido sob pressão.
Por esse motivo, os ensaios e testes de estanqueidade assumem papel fundamental na verificação da integridade do sistema. Métodos como testes de pressão, monitoramento de queda de pressão, aplicação de soluções detectoras ou outros procedimentos técnicos permitem identificar vazamentos que a inspeção visual não detecta. A execução desses testes, associada à análise técnica de tubulações, válvulas, conexões e reservatórios, fornece evidências objetivas sobre o desempenho do sistema pressurizado. Quando um profissional legalmente habilitado conduz esse processo e registra os resultados em relatório técnico com emissão de ART – Anotação de Responsabilidade Técnica, a organização obtém rastreabilidade técnica, respaldo normativo e maior segurança para operação e manutenção das instalações.

Painel de testes equipado com manômetros calibrados para monitoramento da pressão em múltiplos pontos de verificação durante ensaio de estanqueidade hidrostática e pneumática.
Quando a empresa deve apresentar o Laudo de Estanqueidade?
A empresa deve apresentar o Laudo de Estanqueidade sempre que houver necessidade de comprovar tecnicamente a integridade e a vedação de sistemas que operam com gases, líquidos ou fluidos pressurizados, especialmente em situações que envolvam segurança operacional, conformidade normativa ou exigências de auditoria e fiscalização. Esse documento costuma ser solicitado após instalação de novos sistemas, alterações em tubulações ou equipamentos, substituição de componentes, intervenções de manutenção ou antes da entrada em operação de instalações que conduzem ou armazenam fluidos.
Além disso, o laudo pode ser exigido durante processos de licenciamento, auditorias técnicas, inspeções de órgãos fiscalizadores, seguradoras ou programas internos de gestão de integridade de ativos. Nesses casos, a empresa precisa demonstrar que as instalações mantêm condições adequadas de vedação e segurança. O relatório técnico, acompanhado da ART – Anotação de Responsabilidade Técnica, formaliza a responsabilidade do profissional habilitado que executou os ensaios e registrou os resultados, garantindo validade técnica, rastreabilidade e respaldo documental para a organização.
Qual é o impacto de um vazamento invisível na segurança dos trabalhadores e do ambiente industrial?
Um vazamento invisível representa um risco significativo para a segurança dos trabalhadores e para a integridade do ambiente industrial, pois pode permanecer ativo por longos períodos sem ser percebido durante a rotina operacional. Vazamentos de gases, vapores inflamáveis, substâncias tóxicas ou fluidos pressurizados podem gerar atmosferas perigosas, aumentar o risco de incêndios e explosões, comprometer a qualidade do ar e expor trabalhadores a agentes nocivos sem que haja sinais imediatos perceptíveis. Em muitos casos, pequenas perdas de estanqueidade evoluem gradualmente até atingir níveis críticos, criando cenários de alto potencial de acidente.
Além do risco direto à saúde e à segurança ocupacional, vazamentos não detectados podem provocar impactos ambientais, perdas de produto, redução da eficiência operacional e danos estruturais em equipamentos e instalações. Esses efeitos comprometem a confiabilidade do sistema e podem gerar paradas de produção, custos de manutenção elevados e responsabilização técnica da empresa. Por essa razão, a execução de inspeções técnicas, ensaios e testes de estanqueidade, acompanhados de relatório técnico com emissão de ART – Anotação de Responsabilidade Técnica, constitui uma medida essencial para identificar falhas de vedação, prevenir acidentes e assegurar que as instalações industriais operem dentro de condições seguras e em conformidade com requisitos técnicos e normativos.
Veja também: Curso Como Fazer Teste de Estanqueidade – NR-34
Laudo de Estanqueidade com ART
EXECUÇÃO DE INSPEÇÃO TÉCNICA, ENSAIOS E TESTE DE ESTANQUEIDADE – ELABORAÇÃO DO RELATÓRIO TÉCNICO COM A EMISSÃO DA ART
1. Levantamento técnico inicial do sistema;
Identificação do tipo de instalação e do sistema avaliado;
Identificação do fluido transportado ou armazenado;
Verificação da pressão de operação do sistema;
Identificação dos componentes existentes (tubulações, válvulas, reservatórios, conexões);
Levantamento do histórico de manutenção e intervenções técnicas.
2. Verificação do enquadramento normativo;
Identificação das Normas Regulamentadoras aplicáveis;
Identificação das normas técnicas da ABNT relacionadas ao sistema;
Verificação de requisitos legais e regulatórios aplicáveis à instalação;
Avaliação das exigências de inspeção e ensaios previstas em normas técnicas.
3. Análise documental da instalação;
Avaliação de projetos técnicos da instalação;
Análise de memoriais descritivos e especificações técnicas;
Verificação de prontuários técnicos e registros de manutenção;
Análise de certificados de equipamentos e componentes;
Avaliação de relatórios de inspeções anteriores.
4. Planejamento técnico do ensaio;
Definição do método de ensaio de estanqueidade;
Definição da pressão de teste aplicável ao sistema;
Definição do tempo de estabilização e duração do ensaio;
Definição dos instrumentos de medição a serem utilizados;
Estabelecimento dos critérios técnicos de aceitação.
5. Registro da responsabilidade técnica;
Identificação do profissional legalmente habilitado;
Registro da ART – Anotação de Responsabilidade Técnica;
Vinculação da ART à atividade de inspeção e ensaio;
Formalização da responsabilidade técnica pelo serviço executado.
6. Preparação e isolamento do sistema;
Isolamento do trecho a ser ensaiado;
Instalação de dispositivos de bloqueio e vedação;
Remoção de interferências externas ao sistema;
Preparação da área para execução segura do ensaio.
7. Execução da inspeção visual preliminar;
Verificação de integridade das tubulações;
Inspeção de válvulas, conexões e flanges;
Avaliação de soldas e juntas mecânicas;
Identificação de sinais de corrosão ou desgaste;
Identificação de deformações ou danos estruturais.
8. Verificação dos instrumentos de medição;
Conferência de manômetros e sensores de pressão;
Verificação da calibração dos instrumentos;
Avaliação da adequação dos equipamentos ao ensaio;
Preparação dos dispositivos de monitoramento.
9. Preparação do sistema para o ensaio;
Instalação de instrumentos de medição e monitoramento;
Instalação de tampões e bloqueios necessários;
Verificação da estanqueidade preliminar do sistema;
Preparação das condições operacionais do teste;
10. Execução do ensaio de estanqueidade;
Aplicação de pressão de teste no sistema;
Monitoramento do comportamento da pressão;
Observação de possíveis vazamentos;
Aplicação de métodos de detecção de vazamentos;
11. Monitoramento do comportamento do sistema;
Registro da pressão inicial do ensaio;
Registro da pressão final após período de estabilização;
Registro do tempo de execução do teste;
Registro das condições operacionais durante o ensaio;
12. Identificação de vazamentos ou falhas de vedação;
Verificação de conexões e juntas;
Verificação de válvulas e flanges;
Verificação de soldas e pontos de vedação;
Identificação de microvazamentos ou perdas de pressão;
13. Análise técnica dos resultados obtidos;
Comparação dos resultados com critérios técnicos aplicáveis;
Avaliação da integridade e vedação do sistema;
Identificação de não conformidades técnicas;
Determinação da condição de segurança operacional;
14. Elaboração do relatório técnico;
Descrição da metodologia aplicada;
Registro dos parâmetros técnicos do ensaio;
Inclusão de registros fotográficos e evidências técnicas;
Apresentação da análise técnica dos resultados;
Apresentação das conclusões da inspeção;
15. Emissão da ART e formalização do laudo;
Vinculação do relatório técnico à ART emitida;
Formalização da responsabilidade técnica do profissional;
Registro da rastreabilidade técnica do serviço executado;
Disponibilização do laudo para auditorias, fiscalizações e gestão de integridade do sistema.
Verificações quando for pertinentes:
Manual de Instrução de Operação da Máquina ou Equipamento;
Plano de Inspeção e Manutenção da Máquina ou Equipamento seguindo a NR 12;
Relatório Técnico com ART da Máquina ou Equipamento conforme NR 12;
END (Ensaios Não Destrutivos) conforme NR 12;
APR (Análise Preliminar de Risco);
Disposições Finais:
Registro fotográfico;
Registro das Evidências;
Conclusão do PLH;
Proposta de melhorias corretivas;
Emissão da A.R.T. (Anotação de Responsabilidade Técnica) e/ou C.R.T. (Certificação de Responsabilidade Técnica).
Laudo de Estanqueidade com ART




