Nome Técnico: CURSO APRIMORAMENTO COMO EXECUTAR INSTALAÇÃO, PARAMETRIZAÇÃO E ENSAIOS DE RELÉS – NÍVEL 03/03
Referência: 191202
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Qual Objetivo do Curso Instalação de Relés?
O Curso Instalação de Relés tem como objetivo principal capacitar profissionais para realizar, com excelência técnica, a instalação física, parametrização avançada e execução de ensaios funcionais em relés de proteção utilizados em sistemas elétricos de baixa, média e alta tensão.
Além disso, o Curso Instalação de Relés habilita o participante a interpretar registros de eventos, aplicar normas como IEC 60255 e IEC 61850, e emitir relatórios técnicos com validade jurídica, incluindo emissão de ART e análise de conformidade com a NR 10.
O que são relés?
Relés de proteção são dispositivos inteligentes que monitoram, detectam e atuam automaticamente em situações de falha elétrica, com a finalidade de proteger equipamentos, integridade humana e garantir a continuidade operacional.
Além disso, o relé mede grandezas elétricas (corrente, tensão, frequência, ângulo de fase), compara com limites pré-ajustados e, ao identificar desvios críticos, aciona comandos de abertura para disjuntores, alarmes ou lógicas de contingência. Portanto, os relés digitais modernos incorporam funções de:
Proteção (ANSI functions);
Medição e supervisão;
Comunicação industrial (IEC 61850, Modbus TCP, DNP3);
Lógicas programáveis com entradas/saídas digitais e analógicas.
Nos sistemas modernos, os relés digitais (IEDs) agregam funcionalidades de medição, supervisão, lógica programável e comunicação via protocolos industriais (IEC 61850, Modbus, DNP3), sendo assim, elementos críticos em subestações, plantas industriais e redes automatizadas.

Aplicação de relés multifuncionais e lógica programável para controle elétrico automatizado em ambientes industriais e sistemas de irrigação com CLPs.
Curso Instalação de Relés: Quais Tipos de relés?
Os relés digitais e multifuncionais são os mais utilizados atualmente, por sua flexibilidade, precisão e capacidade de comunicação com sistemas SCADA e RTACs.
| Tipo de Relé | Características Principais |
|---|---|
| Eletromecânico | Acionamento por bobina e contatos físicos |
| Analógico | Baseado em circuitos eletrônicos analógicos |
| Digital (Numerical) | Processamento por microcontroladores |
| Multifuncional | Integra diversas proteções em um único equipamento |
| Direcional / Diferencial | Usa vetores de corrente e tensão para proteção refinada |
Quais ensaios são aplicados para validar o funcionamento das proteções configuradas em campo?
Os ensaios garantem que o relé responda corretamente às grandezas anômalas previstas na parametrização. São aplicados ensaios funcionais e dinâmicos conforme IEC 60255-121, IEC 61850-10 e práticas de comissionamento:
50/51 (sobrecorrente instantânea e temporizada): Corrente injetada progressivamente, análise da curva tempo x corrente.
87 (proteção diferencial): Correntes desbalanceadas nas entradas do relé para simular curto interno.
67 (proteção direcional): Injeção de corrente com variação de ângulo em relação à tensão.
27/59 (sub/sobretensão): Simulação de falha em transformador, falta de fase, ou surto.
81 (sub/sobrefrequência): Injeção com rampa de frequência para simular instabilidade de rede.
50BF (falha de disjuntor): Geração de condição onde o relé deve identificar a falha e transferir o comando.
79 (religamento): Avaliação de ciclos, temporização e bloqueios por falta persistente.
Todos os resultados devem ser documentados em laudos técnicos, com evidência em gráficos, tempo real, tempo de atuação e registros COMTRADE.
Qual a metodologia aplicada nos testes de relés com injetores trifásicos durante os ensaios funcionais?
A metodologia segue rigorosamente a IEC 60255. Portanto, os ensaios são conduzidos com injetores como Omicron CMC, ISA DRTS ou Megger SMRT, utilizando:
Cargas simuladas e tensões trifásicas ou monofásicas ajustáveis;
Sincronização de canais e injeção de eventos dinâmicos ou estáticos;
Medição precisa do tempo de atuação (trip time) e comparação com a curva ajustada;
Análise gráfica da resposta do relé e geração automatizada de relatórios com evidências técnicas.
Além disso, essa metodologia valida não apenas o funcionamento lógico, mas também a capacidade de operação do relé em condições reais de sistema.

Montagem e reaperto de conexões em painel elétrico com relés de proteção, etapa essencial antes da parametrização e comissionamento conforme NR 10 e normas técnicas.
Quais critérios definem a coordenação entre relés de sobrecorrente, diferencial e direcional?
A coordenação entre funções de proteção visa garantir seletividade, confiabilidade e mínima interrupção de fornecimento. Dessa forma, os critérios incluem:
Curvas padronizadas (IEC 60255-151): Curvas Normal Inversa (NI), Muito Inversa (VI), Extremamente Inversa (EI);
Seletividade temporal: Intervalo entre a atuação do relé principal e do backup;
Coerência de zona: Relé diferencial em zona restrita, direcional assim com base vetorial;
Tempo mínimo de não-atuação (time grading margin): Usualmente 0,3 a 0,5 s para assim evitar simultaneidade;
Estudo de coordenação: Realizado em software (ETAP, DIgSILENT PowerFactory).
Portanto, relés mal coordenados resultam em desligamentos indevidos em barras inteiras, transformadores não afetados ou linhas de interligação.
Quais cuidados devem ser tomados na alteração de ajustes via software e painel HMI?
Qualquer alteração de parâmetros em campo exige controle de versão, plano de reversão e validação funcional. Portanto, abaixo, os cuidados imprescindíveis:
Backups com hash de integridade e data/hora de emissão;
Validação de permissões (usuário administrador x operador);
Comparação automática (diff) entre arquivos de ajustes;
Teste em bancada ou ambiente simulado, com logs ativados;
Bloqueio físico ou via senha para alterações não autorizadas.
Falhas nesta etapa podem provocar descoordenação de proteção, bloqueio do relé, ou sendo assim, pior: inibição da atuação em caso de falha real.

Execução de testes de continuidade e polaridade em painéis elétricos com relés de proteção, conforme requisitos da NBR 14039 e NR 10.
Quais erros comuns na instalação de relés e como evitá-los?
| Erro Técnico | Consequência Grave | Prevenção Técnica Recomendada |
|---|---|---|
| Polaridade incorreta de TCs e TPs | Atuação invertida ou não atuação | Ensaio de malha, verificação de diagramas e etiquetas |
| Aterramento indevido ou ausente | EMI, falsos disparos, risco de choque | Projeto de aterramento funcional e teste de continuidade |
| Roteamento inadequado de cabos | Indução mútua, ruído de sinal | Uso de cabos blindados, dutos isolados e aterramento em ambos os lados |
| Falta de supervisão e watchdog | Relé aparentemente “ativo” sem operar | Programação de autotestes internos e watchdogs com alarme |
Qual importância da Parametrização de relés?
A parametrização é o que transforma um relé em um agente ativo de proteção inteligente. Dessa forma, sem ela, o equipamento não reconhece os limites operacionais da instalação nem distingue falha real de evento transitório.
Sendo assim, ela deve considerar:
Características nominais e limites térmicos do sistema protegido;
Sequência lógica das proteções (principal, backup, supervisão);
Tempo de atuação seletivo com base em curvas normalizadas;
Cenários simulados de falha para ajustes finos.
Portanto, parametrizar corretamente é garantir que o relé entenda a realidade elétrica da instalação, responda com precisão, registre o evento e comunique-se com o sistema SCADA ou o operador de subestação.
Clique no Link: Critérios para Emissão de Certificados conforme as Normas
Veja Também:
Laudo de Medição de Continuidade Elétrica
Atestado Instalações Elétricas Anexo K Corpo de Bombeiros
Relatório de Manutenção Eletricidade NR 10
Certificado de conclusão
Curso Instalação de Relés
CURSO APRIMORAMENTO COMO EXECUTAR INSTALAÇÃO, PARAMETRIZAÇÃO E ENSAIOS DE RELÉS – NÍVEL 03/03
Carga Horária Total: 40 Horas
Módulo 1 – Filosofia de Proteção e Arquitetura de Sistemas (6h)
Princípios de seletividade, sensibilidade, confiabilidade e rapidez.
Coordenação entre proteções primárias e secundárias.
Topologias típicas de proteção em sistemas industriais e concessionárias.
Introdução ao conceito de RTAC (Remote Terminal Automation Controller) e sua função integrada.
Módulo 2 – Funções de Proteção Aplicadas e Lógicas (8h)
Funções ANSI: 50/51, 50N/51N, 87, 27/59, 46, 67, 81, 21, 79.
Implementação de lógicas programáveis internas (SELogic, Logipac, IEC 61131).
Geração e manipulação de blocos lógicos para intertravamentos e permissões.
Casos de falhas reais e simulações.
Módulo 3 – Configuração e Parametrização de Relés Multimarcas (12h)
Estudo aplicado dos principais fabricantes:
SEL (Schweitzer Engineering Laboratories)
Schneider Electric (Easergy, Micom)
ABB (REL, REF, RET series)
SIEMENS (Siprotec)
ELECTRON, GE Multilin e similares
Instalação de software, conexão e comunicação via cabo serial, USB ou rede Ethernet.
Manipulação e comparação de arquivos de configuração.
Parametrização via painel HMI e via software.
Carregamento, leitura e gravação de arquivos de ajustes.
Módulo 4 – Testes, Ensaios e Interpretação de Resultados (10h)
Execução de testes manuais e automáticos com injetores (Omicron, ISA, Megger).
Simulação de falhas: sobrecorrente, subtensão, falta à terra, diferencial.
Leitura de medições em tempo real, análise de log de eventos e oscilografias (COMTRADE).
Ajustes finos conforme tempo de atuação e corrente nominal.
Geração e interpretação de relatórios de ensaio com evidências técnicas.
Módulo 5 – Documentação Técnica e Relatórios (4h)
Levantamento de dados, características técnicas e organização de parâmetros.
Geração de relatórios estruturados: modelo técnico + ART.
Rastreabilidade dos dados de teste e ajustes parametrizados.
NOTA:
Ressaltamos que o Conteúdo Programático Geral do Curso ou Treinamento poderá ser alterado, atualizado, acrescentando ou excluindo itens conforme necessário pela nossa Equipe Multidisciplinar.
É facultado à nossa Equipe Multidisciplinar atualizar, adequar, alterar e/ou excluir itens, bem como a inserção ou exclusão de Normas, Leis, Decretos ou parâmetros técnicos que julgarem aplicáveis, estando relacionados ou não, ficando a Contratante responsável por efetuar os devidos atendimentos no que dispõem as Legislações pertinentes.
Curso Instalação de Relés



