Nome Técnico: CURSO APRIMORAMENTO COMO EXECUTAR INSPEÇÃO TERMOGRÁFICA NÍVEL I E II, ELABORAÇÃO DE RELATÓRIO TÉCNICO
Referência: 59089
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Curso de Termografia Nível I e II
O Curso de Termografia Nível I e II tem como objetivo qualificar profissionais para realizar inspeções termográficas com precisão, utilizando câmeras infravermelhas em sistemas elétricos, mecânicos e estruturais. O participante aprenderá desde os fundamentos da radiação térmica até a interpretação de imagens térmicas, correção de emissividade, ajuste de foco e distância, seguindo normas assim como NBR 15424, ASTM E1934, ISO 9712, NR 10 e NR 12.
Além disso, ao final do Curso de Termografia Nível I e II o aluno estará apto a elaborar relatórios técnicos com base em análises térmicas reais, incluindo emissão de ART, identificação de falhas e recomendações técnicas. Portanto, a formação permite atuação segura e eficaz em manutenção preditiva, perícias e auditorias, com domínio sobre as variáveis que impactam a confiabilidade das medições térmicas.

Inspeção termográfica em janelas com foco em perdas térmicas, falhas em vedação e identificação de infiltrações. Recurso aplicado em construções sustentáveis, auditorias de eficiência energética e avaliações técnicas de desempenho térmico.
Diferença entre Termografia Nível I e Nível II na prática
Para escolher adequadamente o tipo de capacitação em termografia, é essencial compreender as diferenças práticas entre os níveis de qualificação. Sendo assim, o Nível I forma o profissional executor, voltado à coleta de imagens térmicas e reconhecimento básico de anomalias. Portanto, já o Nível II aprofunda a análise técnica, permitindo diagnósticos fundamentados, correções de variáveis críticas (como emissividade e refletância) e emissão de relatórios com validade legal e ART.
Dessa forma, a tabela abaixo compara os dois níveis de forma objetiva, evidenciando a evolução de competências, responsabilidades e autonomia técnica entre eles:
| Aspecto | Nível I | Nível II |
|---|---|---|
| Foco principal | Coleta e reconhecimento térmico | Diagnóstico e análise crítica |
| Interpretação | Qualitativa | Qualitativa + Quantitativa |
| Autonomia | Limitada, sob supervisão | Plena, com emissão de ART |
| Documentação | Relatório simples | Relatório técnico formal |
| Responsabilidade técnica | Auxiliar de inspeção | Inspetor com competência legal |
Enquanto o Nível I forma operadores de câmera, o Nível II forma analistas e responsáveis técnicos capazes de emitir diagnósticos com base em dados térmicos consistentes, articulando fundamentos físicos com a experiência de campo.
Para que serve um relatório técnico termográfico com ART?
Serve para comprovar tecnicamente a condição térmica de equipamentos ou instalações e documentar os achados da inspeção com validade legal e rastreabilidade. Portanto, quando elaborado por profissional qualificado, o relatório:
Pode embasar decisões de manutenção corretiva;
É exigido em perícias judiciais ou apólices de seguro;
Atende exigências de auditorias técnicas e normas assim como a NBR 15424;
Protege legalmente o contratante e o responsável técnico por meio da ART.
Sendo assim, sem relatório técnico, a inspeção não passa de uma fotografia informal. Com ART, ela se torna prova técnica com valor legal e normativo.

Inspeção termográfica em infraestrutura hidráulica e predial, com foco na detecção de vazamentos ocultos, perdas térmicas e falhas de isolamento. A imagem demonstra o uso profissional de câmera infravermelha de alta resolução, essencial para diagnósticos não destrutivos conforme diretrizes da NBR 15424.
Como interpretar padrões térmicos em sistemas elétricos e mecânicos?
A interpretação de padrões térmicos exige mais do que observar imagens coloridas, ela demanda leitura crítica e contextualizada. Portanto, em sistemas elétricos e mecânicos, cada variação térmica carrega uma causa técnica que precisa ser compreendida, correlacionada e confirmada com base em critérios objetivos.
Abaixo, estão os principais elementos que devem ser considerados durante a análise:
A diferença térmica entre pontos similares (ΔT);
A geometria do equipamento e direção do fluxo de calor;
O tipo de falha esperada: aperto frouxo, sobrecarga, desequilíbrio, atrito, lubrificação inadequada;
A leitura histórica (tendência térmica ao longo do tempo).
Uma análise técnica não se resume a identificar pontos quentes. Dessa forma, é necessário entender o contexto operacional, o material envolvido, o regime de carga e os fatores externos. A interpretação equivocada gera decisões erradas ou pior: inércia diante de uma falha iminente.
O que é a Termografia Infravermelha e qual seu princípio de funcionamento?
A termografia é um ensaio não destrutivo baseado na captação da radiação infravermelha emitida por corpos com temperatura acima do zero absoluto. O equipamento registra essa radiação e a transforma em uma imagem térmica (termograma), permitindo assim, visualizar diferenças de temperatura em superfícies sem contato físico.
Além disso, o princípio é fundamentado nas leis da radiação térmica principalmente as de Planck, Stefan-Boltzmann e Wien. Essas leis explicam como a energia térmica se comporta, se propaga e é detectada por sensores IR. É uma técnica altamente sensível a variações térmicas e essencial para diagnósticos precoces de falhas em sistemas operacionais.
Principais erros cometidos por profissionais não qualificados
A eficácia de uma inspeção termográfica depende diretamente da qualificação de quem opera e interpreta. Profissionais sem formação técnica adequada tendem a cometer erros que comprometem não apenas o diagnóstico, mas também a segurança e a confiabilidade do processo.
Veja a seguir os deslizes mais comuns cometidos por operadores não qualificados:
Ignorar o fator emissividade e realizar leituras distorcidas;
Usar paleta de cores inadequada para disfarçar a falha real;
Não compreender a diferença entre reflexo, convecção e radiação real;
Deixar de registrar condições ambientais no momento da inspeção;
Realizar inspeção sem critério técnico, comprometendo o diagnóstico;
Esses erros ocorrem por desconhecimento técnico ou ausência de formação sólida em Nível I e II. A câmera não pensa. Ela apenas mostra. Quem interpreta precisa dominar os fundamentos.

Aplicação da termografia infravermelha em sistemas elétricos para detectar aquecimento anormal em disjuntores, conexões e componentes críticos.
Curso de Termografia Nível I e II: Como a termografia contribui para a manutenção preditiva nas indústrias?
A termografia antecipa falhas invisíveis aos olhos e evita paradas não programadas, danos catastróficos e acidentes. Ela permite identificar sobreaquecimentos em conexões, rolamentos, fusíveis, disjuntores e outros componentes antes que haja falha funcional.
Além disso, reduz custos com trocas desnecessárias e permite priorizar intervenções conforme o grau de severidade térmica. Em planos de confiabilidade (RCM), é um dos pilares mais estratégicos da manutenção inteligente.
Clique no Link: Critérios para Emissão de Certificados conforme as Normas
Treinamento Livre Profissionalizante Noções Básicas (Não substitui Formação Acadêmica ou Ensino Técnico)Certificado de conclusão
Curso de Termografia Nível I e II
CURSO APRIMORAMENTO COMO EXECUTAR INSPEÇÃO TERMOGRÁFICA NÍVEL I E II, ELABORAÇÃO DE RELATÓRIO TÉCNICO
Carga Horária: 40 Horas
MÓDULO 1 – FUNDAMENTOS DA TERMOGRAFIA INFRAVERMELHA (05 Horas)
Termos, definições e objetivos do ensaio termográfico
Princípios físicos da termografia infravermelha
Natureza, condução e transferência de calor
Leis aplicáveis à radiação térmica:
Lei de Newton
Lei de Fourier
Lei de Planck
Lei de Wien
Lei de Stefan-Boltzmann
Propriedades da radiação térmica
Radiação, radiometria e diferença para radioatividade
Definição espacial, perspectiva visual e térmica
Interação da radiação com materiais e superfícies
MÓDULO 2 – EQUIPAMENTOS E OPERAÇÃO (06 Horas)
Equipamentos e acessórios infravermelhos
Critérios de seleção e operação dos equipamentos
Desempenho de câmeras IR e ajustes operacionais
Emissividade e efeitos da distância na medição
Níveis de escala, paletas térmicas, filtros e lentes
Processamento e fluxo da informação captada
Erros comuns e como evitá-los
Técnicas de foco, contraste e calibração básica
Softwares de análise e relatórios
MÓDULO 3 – INSPEÇÃO TERMOGRÁFICA NÍVEL I E II (08 Horas)
(ABORDAGEM OPERACIONAL E ANALÍTICA)
Técnicas de inspeção: qualitativa vs. quantitativa
Reconhecimento de padrões térmicos e anomalias
Reflexões, convecções e leituras falsas
Aplicações práticas:
Instalações elétricas energizadas
Equipamentos mecânicos rotativos
Sistemas de vapor, refrigeração e isolamento térmico
Componentes em fornalhas, tubulações e válvulas
Inspeções prediais e detecção de umidade
Limitações do ensaio termográfico
Itens de segurança na inspeção: NR 10, EPIs e riscos
MÓDULO 4 – ELABORAÇÃO DE RELATÓRIO TÉCNICO TERMOGRÁFICO (05 Horas)
Requisitos mínimos de um relatório técnico eficaz
Documentos e evidências obrigatórias
Estrutura:
Introdução e justificativa técnica
Equipamentos utilizados
Condições de inspeção
Resultados e imagens tratadas
Análise crítica e recomendações
Emissão da ART (Anotação de Responsabilidade Técnica)
Rastreabilidade, legalidade e padronização (base: NBR 15424)
MÓDULO 5 – SEGURANÇA, ERGONOMIA E GESTÃO DE RISCO APLICADA (06 Horas)
Conscientização da tarefa e prevenção de acidentes
Segurança em máquinas e equipamentos (NR 12 + complementos)
Noções de primeiros socorros e combate a incêndio
APR – Análise Preliminar de Risco
PGR – Plano de Gerenciamento de Riscos
Ergonomia aplicada à operação de equipamentos IR
Análise de Posto de Trabalho
Comunicação operacional e percepção de riscos
Comportamento humano, hábito e “cegueira situacional”
Fator medo e gestão mental sob tensão técnica
Noções sobre árvore de causas e falhas (investigação simplificada)
MÓDULO 6 – APLICAÇÕES AVANÇADAS (QUANDO FOR O CASO) (06 Horas)
Ensaios e inspeções complementares em máquinas:
Manual do fabricante
Plano de manutenção com checklist
Tagueamento e retrofit
Testes de carga e END conforme NR 12
Ensaios elétricos complementares conforme NR 10
Ensaios em sistemas especiais (painéis críticos, hospitalares, data centers)
MÓDULO 7 – PRÁTICA, AVALIAÇÃO E CERTIFICAÇÃO (04 Horas)
Exercícios práticos (Quando contratado) supervisionados com câmeras IR
Interpretação de imagens em campo e emissão de laudos
Estudo de caso com falhas reais diagnosticadas
Registro e evidência técnica das inspeções
Avaliação teórica e prática individual
Certificado de participação com validação técnica e emissão de ART
O QUE É TERMOGRAFIA NÍVEL I E NÍVEL II?
Termografia Nível I
É a formação técnica inicial voltada a profissionais que irão executar inspeções termográficas básicas, utilizando câmeras infravermelhas para detecção de anomalias térmicas aparentes em equipamentos elétricos, mecânicos, sistemas prediais e industriais.
O profissional Nível I é treinado para:
Operar câmeras termográficas de forma segura;
Coletar imagens térmicas com qualidade técnica;
Identificar padrões térmicos anormais visuais (hotspots, gradientes, etc.);
Compreender emissividade e os principais fatores de erro (reflexões, distância, umidade);
Executar inspeções com base em procedimentos predefinidos, sob supervisão de um profissional mais experiente, quando exigido pela norma.
Termografia Nível II
É o nível avançado, voltado para profissionais que já dominam os fundamentos e desejam executar análises técnicas aprofundadas, com capacidade de diagnosticar falhas, interpretar dados quantitativos e emitir relatórios técnicos com valor legal.
O profissional Nível II é capacitado para:
Realizar análise crítica e preditiva das imagens coletadas;
Corrigir e compensar erros de medição (distância, emissividade, refletância, etc.);
Aplicar modelos físicos e termodinâmicos no diagnóstico térmico;
Planejar rotas de inspeção com base em criticidade e histórico operacional;
Assumir responsabilidade técnica por inspeções e diagnósticos.
NOTA:
Ressaltamos que o Conteúdo Programático Normativo Geral do Curso ou Treinamento poderá ser alterado, atualizado, acrescentando ou excluindo itens conforme necessário pela nossa Equipe Multidisciplinar. É facultado à nossa Equipe Multidisciplinar atualizar, adequar, alterar e/ou excluir itens, bem como a inserção ou exclusão de Normas, Leis, Decretos ou parâmetros técnicos que julgarem aplicáveis, estando relacionados ou não, ficando a Contratante responsável por efetuar os devidos atendimentos no que dispõem as Legislações pertinentes.
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