Nome Técnico: ELABORAÇÃO DO PPR – PROGRAMA DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA
Referência: 10257
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PPR – Programa de Proteção Respiratória
O PPR – Programa de Proteção Respiratória tem como objetivo assegurar que trabalhadores expostos a contaminantes químicos, biológicos ou atmosferas com deficiência de oxigênio utilizem respiradores adequados e eficazes, prevenindo agravos à saúde e protegendo a vida em situações críticas. Sendo assim, ele estabelece critérios para seleção, uso, manutenção e ensaio de vedação dos respiradores, garantindo que a proteção seja real e comprovada.
Além de proteger diretamente o trabalhador, o PPR atende aos requisitos legais e normativos da Instrução Normativa SSST/MTb nº 1/94, das NRs e de normas técnicas nacionais e internacionais. Dessa forma, promove conformidade regulatória, cria registros rastreáveis, fortalece a gestão ocupacional e consolida um sistema de melhoria contínua em segurança respiratória.

Respirador e óculos de proteção usados em conjunto para vedação eficaz em ambiente com fumos metálicos e agentes químicos.
PPR – Programa de Proteção Respiratória e sua finalidade
O PPR é um programa estruturado para garantir a proteção respiratória dos trabalhadores expostos a agentes nocivos. Ele tem como finalidade assegurar que os respiradores forneçam proteção real, por meio de critérios técnicos de seleção, ensaios de vedação e treinamento.
O programa não se limita ao fornecimento de EPIs, mas cria uma política de gestão contínua, com registros, auditorias e revisão periódica, integrando saúde ocupacional, segurança e conformidade legal.
Fatores que influenciam a escolha do respirador
A escolha do respirador não é aleatória, mas resultado de uma análise técnica que considera risco, ambiente e operação. Cada fator interfere diretamente na eficácia do equipamento e no conforto do trabalhador. Dessa forma, quanto mais precisa for essa avaliação, maior será a proteção e a aderência às normas de segurança. Abaixo, fatores que influenciam a escolha do respirador:
Tipo e concentração do contaminante;
Tempo de exposição;
Características do ambiente (temperatura, ventilação, pressão);
Necessidade de mobilidade ou comunicação.
Esses fatores definem o respirador mais adequado para cada situação.
Quando o PPR deve ser implementado?
O PPR deve ser implementado sempre que a avaliação de riscos indicar exposição a contaminantes que não possam ser eliminados ou controlados por medidas de engenharia e administrativas.
Sua aplicação é obrigatória em setores como mineração, indústria química, petroquímica, construção civil e qualquer atividade em que haja risco respiratório significativo ou atmosferas IPVS.

Trabalhador em atividade com poeira intensa utilizando respirador semifacial, garantindo proteção contra partículas nocivas.
Onde exige-se o PPR – Programa de Proteção Respiratória?
O PPR – Programa de Proteção Respiratória torna-se indispensável em setores onde a exposição a poeiras, fumos, gases e vapores é inevitável. Portanto, nesses ambientes, a simples falha na seleção ou uso do respirador pode comprometer de forma grave a saúde e até a vida do trabalhador.
Onde o PPR é mais exigido:
Mineração – alta exposição a poeiras minerais assim como sílica, com risco de silicose.
Indústria química e petroquímica – contato frequente com vapores tóxicos, gases inflamáveis e solventes.
Construção civil – ambientes com poeiras de cimento, amianto e outros particulados nocivos.
Operações de soldagem e pintura industrial – geração de fumos metálicos e vapores orgânicos altamente tóxicos.
Espaços confinados – risco crítico de deficiência de oxigênio e atmosferas IPVS (Imediatamente Perigosas à Vida e à Saúde).
Esses setores concentram riscos invisíveis, mas extremamente agressivos ao sistema respiratório, tornando o PPR não apenas obrigatório, mas vital para a preservação da saúde ocupacional.
Para que servem os ensaios de vedação?
Servem para verificar se o respirador realmente se ajusta ao rosto do trabalhador.
| Tipo de Ensaio | Exemplo de Método | Aplicação |
|---|---|---|
| Qualitativo | Sacarina, Bitrex, óleo de banana | Percepção sensorial |
| Quantitativo | Controle de pressão negativa (CNP) | Medição instrumental |
Qual a relação entre PPR e saúde ocupacional?
O PPR se integra ao PCMSO (NR-07), exigindo avaliação clínica e questionário médico. Esse vínculo garante que apenas trabalhadores aptos utilizem respiradores de forma segura.

Uso de máscara de proteção integral com filtro químico em ambiente degradado, ilustrando cenários de alta toxicidade e risco respiratório crítico.
Importância da revisão periódica do PPR – Programa de Proteção Respiratória
A revisão do Programa de Proteção Respiratória (PPR) é fundamental porque garante que o programa permaneça eficaz, atualizado e alinhado às mudanças do ambiente de trabalho. Portanto, sem essa revisão periódica, há risco de que procedimentos fiquem defasados, respiradores sejam utilizados de forma incorreta e medidas de proteção se tornem ineficientes diante de novos contaminantes ou processos produtivos.
Além disso, a revisão serve como mecanismo de melhoria contínua, permitindo corrigir falhas identificadas em auditorias, inspeções ou incidentes. Dessa forma, também assegura conformidade com a IN SSST/MTb nº 1/94, NRs relacionadas (06, 07, 09, 15) e normas técnicas da ABNT, além de integrar boas práticas internacionais como a OSHA 1910.134. Sendo assim, revisar o PPR significa proteger a saúde dos trabalhadores de forma dinâmica e confiável, reduzindo passivos legais e fortalecendo a cultura de segurança ocupacional.
PPR – Programa de Proteção Respiratória
ELABORAÇÃO DO PPR – PROGRAMA DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA
OBJETIVO
O Programa de Proteção Respiratória (PPR) deve ser estruturado em conformidade com a Instrução Normativa SSST/MTb nº 1/94, complementada pelas recomendações técnicas da Fundacentro – Programa de Proteção Respiratória (Recomendações, Seleção e Uso de Respiradores) e normas correlatas da ABNT NBR, ISO e diretrizes internacionais (NIOSH/OSHA). O escopo abrange elaboração, execução, administração, manutenção e revisão contínua, de forma a assegurar eficácia técnica, legalidade e rastreabilidade documental.
ESTRUTURA NORMATIVA DO PPR
Política e abrangência: Definição da política da empresa para proteção respiratória, indicando setores, atividades, trabalhadores expostos e critérios de inclusão.
Administrador do programa: Nomeação formal do responsável técnico habilitado, com atribuições de gestão, supervisão, treinamento e auditoria.
Regras e responsabilidades: Definição de papéis entre empregador, CIPA, SESMT e trabalhadores.
AVALIAÇÃO DE RISCOS RESPIRATÓRIOS
Identificação de contaminantes: Agentes químicos, biológicos, poeiras, fumos metálicos e gases tóxicos.
Deficiência de oxigênio: Classificação de atmosferas IPVS (Imediatamente Perigosa à Vida e à Saúde).
Atmosferas especiais: Espaços confinados, ambientes de baixa ou alta temperatura, operações de jateamento.
Efeitos à saúde: Reconhecimento dos impactos agudos e crônicos dos contaminantes respiratórios.
SELEÇÃO E USO DE RESPIRADORES
Critérios normativos: Seleção baseada em limites de tolerância, fator de proteção atribuído (FPA) e fatores ambientais.
Classificação de respiradores:
Purificadores de ar (filtros mecânicos, químicos, combinados).
Respiradores de adução de ar (linha de ar comprimido, máscaras autônomas).
Limitações de uso: Situações proibitivas, pressão negativa, ambientes com risco de fogo e explosão.
Política da barba e vedação facial: Conformidade obrigatória para eficácia.
PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS ESCRITOS
Uso rotineiro: Normas para colocação, ajuste, comunicação verbal e monitoramento durante a jornada.
Uso em emergências: Instruções para resgate, fuga e atendimento a acidentes químicos.
Operações críticas: Regras específicas para jateamento, soldagem, pintura industrial e espaços confinados.
ENSAIO DE VEDAÇÃO (FIT TEST)
Tipos de ensaio:
Qualitativos: Acetato de isoamila (óleo de banana), sacarina, Bitrex, fumaça irritante.
Quantitativos: Método CNP (Controle de Pressão Negativa), geração de aerossóis, contagem de partículas.
Requisitos e periodicidade: Realização inicial, sempre que houver troca de modelo de respirador ou alteração facial significativa.
Registros: Arquivamento dos resultados, garantindo rastreabilidade.
MANUTENÇÃO, LIMPEZA E GUARDA
Limpeza e higienização: Procedimentos de rotina após uso.
Inspeção: Verificação de vedação, válvulas, filtros e conexões.
Substituição e reparo: Somente com peças originais e por pessoal autorizado.
Armazenamento: Locais higienizados, protegidos contra contaminantes e deformações.
QUALIDADE DO AR RESPIRÁVEL
Máscaras autônomas e linha de ar comprimido: Monitoramento da pureza e pressão do ar.
Ponto de orvalho: Definição técnica para evitar condensação e congelamento.
Oxigênio: Uso proibido em respiradores de adução de ar comprimido.
Compressores e cilindros: Inspeção, manutenção preventiva e ensaios periódicos.
AVALIAÇÃO MÉDICA E APTIDÃO
Exames clínicos e complementares: Avaliação física e psicológica dos trabalhadores.
Questionário médico: Aplicação padronizada antes da liberação para uso de respiradores.
Revisões periódicas: Acompanhamento ocupacional com base na NR-07 (PCMSO).
REGISTROS, REVISÕES E AUDITORIA
Documentação obrigatória: Registros de treinamentos, ensaios de vedação, inspeções e exames médicos.
Revisão periódica do programa: Anual ou em caso de mudanças de processo, incidentes ou novas tecnologias.
Auditoria interna: Avaliação de conformidade normativa e eficácia do PPR.
PPR – Programa de Proteção Respiratória



