Nome Técnico: EXECUÇÃO DE INSPEÇÃO TÉCNICA, TESTES, ENSAIOS E AVALIAÇÃO QUANTITATIVA ESTRUTURAL DE PONTE ROLANTE, ELABORAÇÃO DO RELATÓRIO TÉCNICO COM EMISSÃO DA ART
Referência: 62694
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Laudo Estrutural de Ponte Rolante
O objetivo do Laudo Estrutural de Ponte Rolante é realizar inspeção técnica estrutural minuciosa em ponte rolante, com base em critérios normativos, evidências visuais e, quando necessário, aplicação de ensaios não destrutivos e medições quantitativas. A finalidade é avaliar a integridade estrutural, a funcionalidade dos sistemas de içamento, a conformidade com normas técnicas vigentes e a segurança das operações de movimentação de cargas.
Além disso, a inspeção culmina na elaboração de relatório técnico profissional, que documenta todas as condições identificadas conformidades, anomalias, falhas e recomendações e é acompanhada da emissão de ART (Anotação de Responsabilidade Técnica), garantindo assim respaldo legal e técnico ao serviço executado.

Verificação técnica do gancho e amarração, parte essencial do laudo estrutural com base na NBR 14683.
O que é Ponte Rolante?
A ponte rolante é um equipamento de movimentação de cargas pesadas, composto por vigas e trilhos elevados, que permite o içamento e o transporte horizontal de materiais com segurança e precisão. Presente em galpões industriais, ela opera por meio de um trole motorizado que se desloca sobre trilhos, elevando e posicionando objetos conforme a demanda da operação.
Por movimentar cargas suspensas, é considerada equipamento crítico, exigindo inspeções técnicas, laudo estrutural com emissão de ART e manutenção conforme as normas NR 11, NR 12, NBR 8400 e NBR 7187.
Quando é necessário realizar a inspeção técnica e estrutural da ponte rolante?
De forma geral, a periodicidade mínima recomendada para a inspeção técnica estrutural é anual, conforme preveem normas assim como a NR 12 e diretrizes da NBR 7187. No entanto, inspeções extraordinárias devem ocorrer:
Após colisões, tombamentos, falhas operacionais ou acidentes;
Em caso de modificações estruturais ou troca de componentes críticos;
Antes da compra ou venda de equipamentos usados;
Quando houver indícios de fadiga, trincas ou ruídos anormais durante a operação.
Onde a ponte rolante deve ser inspecionada? Há restrições para ambiente ou tipo de instalação?
A inspeção deve ocorrer in loco, diretamente nas instalações onde a ponte está instalada, considerando o ambiente de operação: interno, externo, corrosivo, com agentes químicos, térmicos ou riscos adicionais. Ambientes agressivos, assim como galpões industriais com umidade elevada, vapores ou produtos corrosivos, exigem critérios mais rigorosos de avaliação.
Além disso, a ponte deve estar desligada e com acesso seguro a seus pontos críticos. Portanto, é importante que as condições operacionais reais sejam simuladas, sempre que possível, para avaliação funcional em carga e movimentação.
Diferença entre uma ponte rolante monoviga e duplaviga
Monoviga: mais leve, menor capacidade, e acesso mais simples; exige atenção a deformações e apoio do trole.
Duplaviga: maior alcance e carga admissível, mas exige inspeção mais detalhada em travessas, eixos e soldas estruturais.
A inspeção varia em critério, abrangência e tipo de ensaio necessário conforme o modelo. Laudos genéricos sem essa diferenciação perdem valor técnico.

Inspeção estrutural externa em ponte pórtico com dupla linha de içamento e cabine elevada.
Como a documentação técnica influencia na aprovação do laudo?
A presença do manual do fabricante, histórico de laudos anteriores, registros de manutenção corretiva e preventiva e prontuário da ponte são fatores que influenciam diretamente na análise.
A ausência desses documentos não impede o laudo, mas obriga o engenheiro a ampliar os critérios técnicos e de ensaio, o que pode gerar apontamentos críticos ou restringir a validade do parecer.
Como identificar se uma ponte rolante apresenta risco estrutural iminente?
Ponte rolante com risco estrutural dá sinais antes do colapso. Identificá-los a tempo evita acidentes, paradas de produção e passivos legais. Portanto, a inspeção técnica e o laudo com ART são essenciais quando esses sinais aparecem. Sendo assim, os principais sinais que indicam risco estrutural iminente e exigem intervenção técnica urgente:
Deformações visíveis nas vigas ou trilhos;
Trincas em soldas, especialmente próximas a pontos de ancoragem;
Desalinhamento nos eixos de translação;
Flecha excessiva durante o içamento de carga;
Vibrações ou ruídos anormais.
Dessa forma, ignorar esses sinais é permitir que uma falha previsível se transforme em acidente. O laudo atua como instrumento de previsão e prevenção.
Para que serve a verificação do centro de gravidade da carga e por que isso impacta na ponte rolante?
O centro de gravidade influencia diretamente na distribuição das tensões sobre a estrutura da ponte rolante. Portanto, cargas com CG descentralizado podem gerar momentos torçores nos trilhos e vigas, acelerando o desgaste e comprometendo a estabilidade.
Verificar e corrigir a posição da carga é um ato técnico que evita sobrecarga localizada, reduz manutenção e protege operadores.

Ponte rolante operando em ambiente fabril com layout complexo, essa inspeção exige análise estrutural e funcional detalhada.
Por que a emissão da ART é indispensável no laudo estrutural de ponte rolante?
A ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) valida legalmente o serviço executado, vinculando o engenheiro responsável ao conteúdo do laudo. Sem ela, o documento perde valor jurídico e técnico, e não cumpre o que exigem normas como NR 1, NR 11 e NR 12.
Mais que um protocolo burocrático, a ART protege tanto o contratante quanto o profissional contra ações futuras e legitima a veracidade técnica do diagnóstico.
Risco de operar uma ponte rolante sem laudo estrutural atualizado
Operar uma ponte rolante sem laudo estrutural atualizado é ignorar deliberadamente os sinais críticos de segurança e expor a operação a um colapso previsível. Dessa forma, equipamentos de içamento com carga suspensa exigem diagnóstico técnico periódico para garantir que a estrutura, os mecanismos de tração e os sistemas de segurança estejam conforme e dentro dos limites normativos e operacionais. Portanto, a negligência nesse ponto transforma a rotina em risco técnico, jurídico e financeiro.
Abaixo, os principais impactos de manter o equipamento em operação sem a devida avaliação técnica documentada:
Ausência de diagnóstico de falhas estruturais ocultas (trincas, deformações, corrosão interna)
Inobservância da NR 11, NR 12 e ISO 45001, caracterizando infração normativa
Anulação de coberturas de seguros e garantias contratuais
Em caso de acidente, a ausência do laudo implica em responsabilidade direta do empregador, podendo gerar interdição, multas, ações civis e penais.
Sendo assim, o custo de um laudo é irrisório comparado ao prejuízo de um colapso.
Veja também: Troller para ponte rolante | Ensaios prova carga estática
Laudo Estrutural de Ponte Rolante
EXECUÇÃO DE INSPEÇÃO TÉCNICA, TESTES, ENSAIOS E AVALIAÇÃO QUANTITATIVA ESTRUTURAL DE PONTE ROLANTE, ELABORAÇÃO DO RELATÓRIO TÉCNICO COM EMISSÃO DA ART
OBJETIVO
Executar inspeção técnica estrutural completa de ponte rolante, considerando sua classe, modelo, carga nominal e condições operacionais reais, com elaboração de relatório técnico fundamentado e emissão de ART (Anotação de Responsabilidade Técnica), conforme exigências normativas e recomendações do fabricante. O foco é garantir a integridade estrutural, a segurança do transporte de cargas e a conformidade legal da operação.
ABRANGÊNCIA DA INSPEÇÃO
O escopo inclui análise estrutural, verificação de componentes, dispositivos de segurança e avaliação funcional, sendo aplicadas técnicas visuais e ensaios não destrutivos conforme necessidade, com foco em:
Normas de segurança aplicáveis a guindastes e pontes rolantes
Avaliação do porte das instalações e interferência com o entorno
Histórico técnico do equipamento e seus laudos anteriores
Procedimentos ocupacionais e aptidão dos operadores
ITENS INSPECIONADOS E METODOLOGIA
Análise Estrutural e Funcional
Identificação do tipo de ponte rolante, modelo e suas características técnicas
Análise do centro de gravidade das cargas e estabilidade estrutural
Verificação das juntas, soldas e conexões estruturais
Aplicação de ensaio por líquido penetrante e/ou ultrassom em regiões críticas
Identificação de descontinuidades, trincas, deformações e peças sujeitas a rompimento
Verificação de Cabos, Cintas e Correntes
Verificação da capacidade de carga e critérios de descarte
Avaliação dos tipos de cabos de aço (estropos) utilizados
Inspeção de acessórios de amarração e dispositivos de sustentação
Checagem da amarração correta das cargas e uso de cintas apropriadas
Componentes de Segurança
Avaliação dos sistemas de içamento e movimentação
Verificação de buzinas, alarmes sonoros e dispositivos de parada de emergência
Conferência dos manuais técnicos e planos de manutenção preventiva
Análise da documentação técnica, validade dos laudos e vistorias anteriores
Checagem de corrimãos, proteções e sinalizações em plataformas de acesso
Avaliação do Ambiente e Condições de Operação
Controle de emissão de gases tóxicos em ambientes pouco ventilados
Verificação de interferências ambientais e limites permissíveis de exposição
Análise do local de instalação e da interface com outros equipamentos/máquinas
ELABORAÇÃO DO RELATÓRIO TÉCNICO
O relatório técnico conterá:
Descrição completa do equipamento e suas especificações
Registro fotográfico com identificação técnica de falhas e inconformidades
Tabela de não conformidades com análise qualitativa e quantitativa
Parecer técnico com recomendações corretivas e preventivas
Assinatura técnica digital e emissão da ART vinculada ao serviço
PROFISSIONAL RESPONSÁVEL
Engenheiro mecânico ou estrutural legalmente habilitado, com experiência comprovada na inspeção de equipamentos de movimentação de cargas, e registro no CREA ativo, conforme exigência da legislação vigente.
TESTES, ENSAIOS E AVALIAÇÃO QUANTITATIVA QUANDO PERTINENTES E CONTRATADOS:
A realização de testes, ensaios e avaliações quantitativas durante a inspeção técnica estrutural de ponte rolante é plenamente aplicável, especialmente quando o objetivo é garantir segurança operacional, integridade estrutural e conformidade normativa com emissão de ART.
Ensaio de Líquido Penetrante (LP)
Finalidade: Detecção de trincas superficiais, fissuras e descontinuidades em soldas, ganchos, suportes e braços estruturais.
Base normativa: ABNT NBR 12142
Ensaio por Ultrassom (UT)
Finalidade: Avaliação da integridade interna de componentes estruturais (ex: vigas caixão, placas soldadas, ganchos forjados)
Base normativa: ABNT NBR 6118 e normas técnicas específicas do UT
Verificação Dimensional e de Desgaste
Finalidade: Comparar medidas reais com as tolerâncias admissíveis em manual do fabricante ou NBR 7187
Aplicação: Rodas, trilhos, pinos, buchas e conexões estruturais
Método: Uso de paquímetro, trena a laser, gabaritos e medição de folgas
Medição de Flechas (Deflexão de Vigas)
Finalidade: Verificar deformação excessiva da viga principal sob condição de carga nominal ou simulada
Base normativa: ABNT NBR 8400 – tolerância de flecha geralmente ≤ L/750
Método: Nível óptico, régua de referência e medição comparativa
Ensaio de Carga Estática ou Dinâmica (quando aplicável)
Finalidade: Testar a capacidade de sustentação do sistema de içamento sob condições controladas
Carga: 100% a 125% da carga nominal, conforme NR 11
Requisitos: Presença de engenheiro responsável e plano de teste aprovado
Análise de Tensão Residual (em estruturas críticas)
Finalidade: Avaliar tensões acumuladas em zonas de solda ou áreas deformadas que podem indicar risco estrutural futuro
Método: Medição por extensômetros, difração de raio-x ou método da perfuração
Avaliação Quantitativa do Desgaste de Cabos, Correntes e Estropos
Parâmetros avaliados:
Número de fios rompidos por trecho
Redução de diâmetro dos cabos
Corrosão localizada ou generalizada
Grau de abrasão em correntes e cintas
ENTREGA FINAL
Relatório Técnico Conclusivo com fotografias, lista de não conformidades, recomendações e parecer técnico;
ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) registrada por engenheiro legalmente habilitado;
Checklists de verificação e ensaios executados;
Registro fotográfico e assinatura digital com certificação técnica.



