Nome Técnico: EXECUÇÃO DE VISITA TÉCNICA, TESTES ENSAIOS E AVALIAÇÃO QUANTITATIVA PARA AVALIAÇÃO DE RUÍDO OCUPACIONAL – NR 15, ELABORAÇÃO DE RELATÓRIO TÉCNICO COM A EMISSÃO DA ART
Referência: 24033
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Laudo de Ruído Ocupacional
O objetivo do laudo de ruído ocupacional é avaliar e documentar tecnicamente a exposição dos trabalhadores ao agente físico ruído, por meio de medições quantitativas realizadas com equipamentos calibrados e metodologias normativas. Send0 assim, ele busca identificar se os níveis de pressão sonora estão dentro dos limites estabelecidos pela NR 15 e pela NHO-01 da Fundacentro, permitindo a caracterização de insalubridade e a definição de medidas preventivas.
Além disso, o laudo tem como propósito garantir proteção jurídica e segurança ocupacional. Assim, ele subsidia programas como PGR, LTCAT e PCMSO, orienta a adoção de controles coletivos e individuais, embasa a concessão ou não de adicionais de insalubridade e serve como prova técnica em auditorias, fiscalizações e ações trabalhistas.

Controle de ruído ocupacional com base em ART.
O que é o laudo de ruído ocupacional?
O laudo de ruído ocupacional é um documento técnico-científico elaborado por profissional habilitado, fruto de medições quantitativas realizadas com instrumentos calibrados. Portanto, ele tem a função de analisar a exposição dos trabalhadores ao ruído contínuo, intermitente ou de impacto, identificando riscos à saúde auditiva e comparando os resultados com os limites de tolerância definidos pela NR 15 e pela NHO-01 da Fundacentro.
Esse documento não se limita a registrar dados: ele interpreta resultados, aponta não conformidades, sugere medidas corretivas e, principalmente, dá respaldo jurídico e normativo para empresas e trabalhadores. Assim, em caso de fiscalização, perícia ou auditoria, o laudo é a base que comprova se a organização está ou não em conformidade com as normas de segurança e saúde ocupacional.
Quando o laudo de ruído deve ser elaborado?
A periodicidade e o momento da emissão de um laudo de ruído não são aleatórios: eles definem se a gestão da empresa é preventiva ou apenas reativa. As empresas devem solicitar o laudo sempre que alterarem processos, modificarem o layout ou receberem queixas de trabalhadores sobre barulho excessivo. Além disso, legislações específicas e programas ocupacionais exigem sua atualização constante, tornando-o um documento vivo dentro do ciclo de segurança ocupacional.
- Ao implantar ou modificar máquinas, equipamentos e processos.
- Quando há suspeita ou denúncia de exposição acima dos limites da NR 15.
- Durante fiscalizações, perícias ou auditorias trabalhistas.
- Em revisões periódicas do PGR e LTCAT
Diferença entre a medição pontual de ruído e a dosimetria ocupacional
| Critério | Medição Pontual | Dosimetria Ocupacional |
|---|---|---|
| Definição | Medição instantânea do nível de ruído em pontos específicos do ambiente. | Monitoramento contínuo da exposição do trabalhador ao ruído durante a jornada. |
| Objetivo | Mapear áreas críticas e identificar fontes sonoras. | Determinar a dose acumulada de ruído recebida pelo trabalhador. |
| Instrumento Utilizado | Decibelímetro integrador calibrado. | Dosímetro individual, fixado próximo ao ouvido do colaborador. |
| Representatividade | Reflete apenas o momento e o local da medição. | Representa a realidade completa da jornada de trabalho. |
| Aplicabilidade | Ideal para identificar hotspots e planejar controles ambientais. | Essencial para caracterizar insalubridade e cumprir exigências da NR 15. |
Como é feita a medição do ruído?
Profissionais utilizam decibelímetros integradores e dosímetros, ambos devidamente calibrados e certificados, para realizar a medição. Sendo assim, o decibelímetro mede os níveis de pressão sonora em pontos fixos, enquanto o dosímetro acompanha o trabalhador durante sua jornada, registrando a dose real de exposição acumulada. Assim, essa abordagem conjunta garante precisão e representatividade dos resultados.
Além disso, podem ser aplicadas análises de frequência em bandas de oitava, que permitem identificar quais frequências predominam e como elas influenciam no risco auditivo. Esse dado é essencial para a seleção de protetores auriculares adequados e para projetos de controle acústico ambiental.
Quais riscos estão associados ao ruído?
O ruído excessivo é um agente insidioso: além de causar perda auditiva irreversível, compromete a saúde física e mental. Assim, seus efeitos podem ser imediatos, como o desconforto, ou silenciosos e cumulativos, como a PAIR. Por isso, em ambientes críticos, aumenta o risco de acidentes porque reduz a percepção de alarmes, instruções verbais e sinais de emergência.
- Perda auditiva induzida por ruído (PAIR).
- Estresse, insônia, fadiga e distúrbios cardiovasculares.
- Aumento da vulnerabilidade a acidentes.
- Redução da produtividade e concentração.

Monitoramento acústico que garante conformidade legal.
O que diferencia ruído contínuo de ruído de impacto no ambiente ocupacional?
O ruído contínuo é aquele presente de forma constante ou intermitente durante a jornada, como o som de motores e máquinas em operação. Assim, ele é mensurado em dB(A) e avaliado pelo tempo de exposição, sendo um dos principais fatores de risco ocupacional monitorados pela NR 15.
Já o ruído de impacto ocorre de forma abrupta e em picos elevados, como prensas, explosões ou batidas metálicas. Por isso, seu efeito pode ser mais nocivo por causar danos auditivos imediatos, assim, sendo necessário um cuidado especial na sua medição e interpretação técnica.
Laudo de Ruído Ocupacional
Escopo dos Serviços:
EXECUÇÃO DE VISITA TÉCNICA, TESTES ENSAIOS E AVALIAÇÃO QUANTITATIVA PARA AVALIAÇÃO DE RUÍDO OCUPACIONAL – NR 15, ELABORAÇÃO DE RELATÓRIO TÉCNICO COM A EMISSÃO DA ART
OBJETIVO
Realizar visita técnica para avaliação de ruído ocupacional em ambientes laborais, assegurando a mensuração precisa dos níveis de pressão sonora, a análise das condições de exposição dos trabalhadores e a formalização dos resultados por meio de Relatório Técnico acompanhado da ART (Anotação de Responsabilidade Técnica).
ATIVIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS
Planejamento
Coleta preliminar de informações sobre os setores, postos de trabalho e processos produtivos.
Levantamento do layout físico e identificação das possíveis fontes de ruído.
Definição dos critérios de medição e escolha dos equipamentos calibrados a serem utilizados.
Execução da Visita Técnica
Realização de medições de níveis de pressão sonora, considerando:
Posições e tarefas com maior potencial de exposição ocupacional.
Pontos estratégicos de acordo com layout e intensidade das atividades.
Identificação e caracterização das fontes geradoras de ruído.
Registro técnico-fotográfico dos ambientes, postos de trabalho e condições operacionais.
Garantia de rastreabilidade dos dados coletados em conformidade com os padrões técnicos vigentes.
Elaboração do Relatório Técnico
Análise interpretativa dos dados obtidos durante a visita.
Comparação dos resultados com parâmetros legais de tolerância.
Identificação de situações de não conformidade e potenciais riscos à saúde ocupacional.
Recomendações técnicas de mitigação, controle e adequação das condições ambientais.
Inclusão de registros fotográficos, tabelas de medições e evidências técnicas como anexos.
Emissão da ART
Formalização da responsabilidade técnica pelo serviço junto ao Conselho Profissional competente.
Garantia de validade jurídica e respaldo técnico do relatório entregue.
Disponibilização da ART vinculada ao Relatório Técnico como documento final ao contratante.
Cronograma e Prazos
A duração do serviço será definida de acordo com a quantidade de áreas avaliadas, número de colaboradores expostos e complexidade das análises.
O prazo para entrega do Relatório Técnico e da ART será acordado previamente com o contratante, garantindo alinhamento às necessidades operacionais.
Observações Adicionais
O escopo poderá ser ajustado para contemplar demandas específicas ou particularidades do ambiente inspecionado.
O contratante deverá garantir acesso seguro aos locais, disponibilizar documentos prévios e apoiar a logística necessária.
Sempre que aplicável, serão anexados certificados de calibração dos instrumentos utilizados.
Disposições Finais
Emissão de Caderno de Registros Técnicos e Fotográficos.
Consolidação de evidências coletadas e validação da equipe técnica (Engenheiros e Peritos).
Conclusão do PLH (Programa de Limitação de Exposição ao Ruído), quando aplicável.
Proposta de melhorias corretivas e preventivas em consonância com os achados.
Emissão da ART e, quando necessário, da CRT (Certificação de Responsabilidade Técnica).
TESTES, ENSAIOS E AVALIAÇÃO QUANTITATIVA QUANDO PERTINENTES E CONTRATADOS:
Sim, o serviço descrito demanda testes, ensaios e avaliação quantitativa é obrigatória, pois somente a medição objetiva do ruído garante a caracterização correta da exposição ocupacional e a conformidade legal.
PRINCIPAIS ENSAIOS E AVALIAÇÕES APLICÁVEIS
Dosimetria de Ruído Ocupacional
Utilização de dosímetros pessoais de ruído, posicionados próximos ao ouvido do trabalhador durante toda a jornada ou parte representativa dela.
Fornece a dose diária de exposição (em %) e o Nível de Exposição Normalizado – NEN (dB(A)).
Medição de Níveis de Pressão Sonora (NPS)
Utilização de decibelímetros integradores tipo 1 ou 2, devidamente calibrados.
Levantamento de pontos fixos em áreas de trabalho e máquinas, conforme layout.
Registra valores instantâneos e equivalentes (Leq, Lmax, Lmin, Lpeak).
Análise de Frequência (Banda de 1/1 e 1/3 de oitava)
Identificação das faixas de frequência predominantes e sua contribuição para o desconforto ou risco ocupacional.
Essencial para especificação de EPI’s adequados (protetores auriculares) e para projetos de tratamento acústico ambiental.
Cálculo da Dose de Exposição
Processamento dos dados de dosimetria e medições pontuais para comparação com limites da NR 15, Anexo 1 (Atividades e Operações Insalubres – Ruído Contínuo ou Intermitente).
Determinação de tempo máximo permissível de exposição.
Avaliação de Ruído de Impacto
Quando aplicável, utilização de medição com resposta S (slow) e impulsiva, para identificar fontes que geram picos de pressão sonora.
Comparação com os limites de tolerância estabelecidos na NR 15 (Anexo 2).
Ensaios Complementares (quando aplicável)
Calibração pré e pós-medição com calibrador acústico certificado.
Repetição de medições em diferentes turnos para garantir representatividade.
Correlação com fatores ambientais (temperatura, umidade, reverberação do espaço).
Laudo de Ruído Ocupacional



