Nome Técnico: EXECUÇÃO DE ENSAIO DE ESCLEROMETRIA – CONCRETO ENDURECIDO – AVALIAÇÃO DA DUREZA SUPERFICIAL NBR 7584, ELABORAÇÃO DO RELATÓRIO TÉCNICO COM EMISSÃO DA ART
Referência: 165476
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Ensaio de Esclerometria
O objetivo do ensaio de esclerometria, conforme estabelecido pela NBR 7584, é avaliar de forma não destrutiva a dureza superficial do concreto endurecido e, a partir disso, estimar indiretamente a sua resistência à compressão. Esse procedimento busca oferecer uma análise rápida, prática e confiável sobre a qualidade do concreto utilizado em elementos estruturais, sem comprometer sua integridade. A técnica fornece informações fundamentais para inspeções, diagnósticos, auditorias e perícias, permitindo identificar possíveis anomalias, variações de resistência e até a necessidade de reforços ou ensaios complementares.
Mais do que apenas medir índices de reflexão, a esclerometria tem como finalidade servir de ferramenta estratégica para engenheiros e peritos na tomada de decisão sobre manutenção, retrofit e segurança estrutural.
O que é o ensaio de esclerometria em concreto endurecido?
O ensaio de esclerometria é um método não destrutivo que avalia a dureza superficial de elementos de concreto endurecido por meio de um equipamento chamado esclerômetro de reflexão. Esse equipamento, popularmente conhecido como martelo de Schmidt, mede o índice de reflexão após impactos controlados na superfície da estrutura.
A grande contribuição da técnica é permitir uma estimativa indireta da resistência à compressão do concreto, parâmetro essencial para avaliar a integridade estrutural. Por ser prático, rápido e de baixo custo, tornou-se referência em diagnósticos estruturais, especialmente quando se deseja minimizar intervenções destrutivas em obras.
Como a preparação da superfície influencia o ensaio de esclerometria?
A qualidade da superfície do concreto é determinante para a confiabilidade dos resultados obtidos pelo esclerômetro de reflexão. Uma superfície irregular, úmida ou recoberta por materiais estranhos pode comprometer o índice de reflexão e induzir diagnósticos equivocados.
Limpeza: A remoção de poeira, tinta, nata de cimento e argamassa solta é fundamental para assegurar impacto direto.
Regularização: Em casos de irregularidades, utiliza-se lixa ou esmeril para obter um plano uniforme.
Umidade: Superfícies úmidas reduzem os índices de reflexão, devendo ser anotado em relatório.
Revestimentos: O ensaio deve ser aplicado diretamente no concreto, sem interferência de reboco ou pintura.
Quando o ensaio de esclerometria deve ser realizado?
A esclerometria deve ser aplicada em momentos críticos do ciclo de vida de uma estrutura de concreto. Durante o recebimento da obra, auxilia na verificação da conformidade com o projeto. Em programas de manutenção preventiva, atua no monitoramento periódico do desempenho estrutural. Já em situações emergenciais, como após incêndios, sobrecargas ou manifestações patológicas, serve para verificar se o concreto manteve sua resistência superficial mínima.
A aplicação também se justifica em projetos de retrofit, onde é necessário avaliar a qualidade do concreto antes de definir reforços. Dessa forma, o ensaio assume papel estratégico, funcionando tanto como diagnóstico inicial quanto como complemento em análises mais aprofundadas.
Quais cuidados devem ser adotados na escolha dos pontos de ensaio?
A representatividade da amostragem é chave para que os resultados reflitam a realidade da estrutura como um todo. Selecionar mal os pontos pode gerar dados enviesados e comprometer a análise global do concreto.
Distribuição: Pontos devem ser espalhados por diferentes regiões da estrutura, cobrindo áreas críticas.
Evitar bordas: Leituras próximas a cantos e bordas podem sofrer interferência de tensões residuais.
Condições visuais: Priorizar superfícies sem fissuras, falhas de concretagem ou segregações.
Acessibilidade: Garantir locais que permitam aplicação correta do esclerômetro, sem inclinações anormais.
Qual a importância de considerar fatores que influenciam o ensaio?
A confiabilidade dos resultados depende diretamente da análise de fatores que afetam a leitura. Entre os principais estão: tipo de cimento, idade do concreto, carbonatação, tipo de agregado, umidade da superfície e rugosidade. Cada um desses elementos pode alterar significativamente o índice de reflexão.
Um exemplo prático é a carbonatação, que endurece a camada superficial do concreto e tende a superestimar a resistência. Por isso, o ensaio de esclerometria deve ser interpretado sempre dentro de um contexto técnico e normativo, considerando suas limitações.
Quais fatores ambientais impactam o resultado do ensaio?
O ensaio de esclerometria não depende apenas da qualidade do concreto, mas também das condições externas no momento da aplicação. Temperatura, umidade e exposição ao ambiente afetam diretamente os índices medidos.
Temperatura: Concretos expostos a altas temperaturas podem apresentar endurecimento superficial.
Umidade relativa: Influencia na leitura, especialmente em superfícies encharcadas ou muito secas.
Exposição solar: Pode causar variação térmica local e afetar a dureza superficial.
Ambientes agressivos: Locais sujeitos a cloretos, sulfatos ou intempéries tendem a apresentar carbonatação acelerada.
Qual a relação entre ensaio de esclerometria e segurança estrutural?
A esclerometria atua como uma barreira preventiva no controle da qualidade das estruturas de concreto. Embora não forneça a resistência absoluta, seus resultados oferecem uma visão clara sobre a condição superficial e indícios da performance geral da estrutura.
Dessa forma, contribui diretamente para a segurança estrutural e operacional, reduzindo a probabilidade de falhas inesperadas. Aliada à emissão da ART e ao relatório técnico, garante respaldo jurídico e técnico, reforçando a confiabilidade dos diagnósticos.
Ensaio de Esclerometria
EXECUÇÃO DE ENSAIO DE ESCLEROMETRIA – CONCRETO ENDURECIDO – AVALIAÇÃO DA DUREZA SUPERFICIAL NBR 7584, ELABORAÇÃO DO RELATÓRIO TÉCNICO COM EMISSÃO DA ART
INSPEÇÕES E VERIFICAÇÕES PRELIMINARES
Inspeções visuais iniciais dos elementos estruturais para detecção de fissuras, falhas superficiais ou heterogeneidades.
Verificação da esbeltez dos elementos de concreto e condições gerais de acessibilidade.
Conferência da calibração, condições de funcionamento e certificação do esclerômetro de reflexão.
Avaliação das condições ambientais (umidade, temperatura, exposição) e do estado da superfície de concreto.
APARELHAGEM E FERRAMENTAS
Esclerômetro de reflexão devidamente calibrado (tipo Schmidt ou equivalente).
Ferramentas auxiliares: escova de aço, lixadeiras para regularização superficial, régua metálica, trena e esquadro.
Equipamentos de marcação para tagueamento dos pontos de impacto.
Registro fotográfico digital para documentação das etapas.
EXECUÇÃO DO ENSAIO
Definição e demarcação da área de ensaio, observando pontos representativos da estrutura.
Aplicação do esclerômetro em superfícies planas, secas, limpas e sem revestimento.
Realização de mínimo de 12 impactos por ponto de ensaio, com descarte automático de valores anômalos.
Registro sistemático das leituras (índices de reflexão).
Verificação periódica do equipamento durante a execução para evitar desvio de resultados.
INFLUÊNCIAS E CONDIÇÕES TÉCNICAS
Tipo de cimento: variações de composição podem afetar a correlação entre índice de reflexão e resistência.
Tipo de agregado: agregados graúdos de maior dureza impactam a resposta superficial.
Idade do concreto: concreto mais antigo pode apresentar maior dureza superficial pela carbonatação.
Carbonatação: efeito direto na resistência superficial, devendo ser registrado.
Umidade da superfície: concreto úmido tende a reduzir os índices obtidos.
Acabamento da superfície: rugosidade, desgaste e pintura podem alterar leituras.
Operação do esclerômetro: posição, pressão e ângulo de aplicação devem seguir rigorosamente o procedimento da NBR 7584.
AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS
Avaliação quantitativa: cálculo dos valores médios de índice de reflexão e conversão em resistência estimada à compressão.
Avaliação qualitativa: interpretação crítica sobre dispersão dos resultados, anomalias observadas e limitações do método.
Cálculos complementares para correlação estatística dos resultados obtidos.
Comparação com valores normativos e de projeto, quando disponíveis.
RELATÓRIO TÉCNICO
Identificação da obra, cliente, elementos estruturais avaliados e data do ensaio.
Metodologia aplicada conforme NBR 7584 e demais documentos de referência.
Resultados tabulados, gráficos comparativos e registros fotográficos.
Discussão técnica sobre a confiabilidade e limitações dos valores obtidos.
Recomendações técnicas, incluindo necessidade de ensaios complementares.
Registro das evidências, assinatura dos profissionais responsáveis e anexos.
DISPOSIÇÕES FINAIS
Registro fotográfico completo e caderno de campo do ensaio.
Identificação dos engenheiros/peritos responsáveis com registro profissional.
Proposta de melhorias corretivas quando identificadas deficiências ou inconsistências.
Inclusão, quando aplicável, do Certificado de Calibração do esclerômetro utilizado.
Elaboração final do Relatório Técnico com emissão da ART (e/ou CRT, quando exigido contratualmente).
Ensaio de Esclerometria



