Nome Técnico: CURSO APRIMORAMENTO COMO ELABORAR PROJETO E DIMENSIONAMENTO EM REDE DE GASES MEDICINAIS
Referência: 209849
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Curso Projeto de Gases Medicinais
O objetivo do Curso Projeto de Gases Medicinais é capacitar profissionais de engenharia, manutenção hospitalar e arquitetura técnica a projetar, calcular e especificar sistemas centralizados de gases medicinais com precisão, segurança e conformidade normativa. O conteúdo aborda desde os fundamentos de dimensionamento hidráulico e cálculo de vazão até os requisitos de identificação, alarmes, centrais de suprimento e redundância, garantindo domínio completo das etapas de elaboração de projeto técnico conforme padrões nacionais e internacionais.
Além disso, o curso tem como propósito desenvolver uma visão sistêmica sobre o funcionamento dos sistemas de gases dentro de ambientes hospitalares e laboratoriais, destacando a importância da confiabilidade, da rastreabilidade documental e da responsabilidade técnica no processo de concepção e execução. O profissional formado será capaz de aplicar conceitos de engenharia clínica, segurança ocupacional e gestão de qualidade, atuando de forma autônoma e segura na elaboração de projetos de alta complexidade.

Precisão e segurança em cada conexão garantem a continuidade dos gases medicinais no ambiente hospitalar.
Profissional legalmente habilitado para elaborar e assinar o projeto técnico de uma rede de gases medicinais
O profissional habilitado para elaborar e assinar o projeto técnico de redes de gases medicinais é o engenheiro mecânico ou engenheiro clínico devidamente registrado no CREA (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia), com emissão da ART. Esse registro comprova a capacitação técnica e a responsabilidade legal pela concepção, cálculos, especificações e conformidade do projeto com as normas vigentes. Assim, em instalações hospitalares de maior porte, engenheiros eletricistas, civis e de segurança do trabalho atuam de forma integrada para garantir a compatibilidade entre sistemas e a plena segurança operacional da infraestrutura. Desse modo, essa cooperação assegura que as redes de gases medicinais funcionem em harmonia com as instalações elétricas, estruturais e de proteção coletiva do hospital.
Esse profissional é responsável não apenas pela elaboração dos desenhos e memoriais, mas também pela análise dos riscos envolvidos, verificação de pressões, cálculo de vazão e definição das centrais de suprimento. Ele deve assegurar que o projeto atenda às exigências de qualidade, segurança e funcionalidade determinadas por normas como a ABNT NBR 12188 e pela regulamentação sanitária aplicável, assegurando a operação segura e contínua dos gases medicinais em ambientes hospitalares.
Quando deve ser definido o fator de simultaneidade no dimensionamento da rede e qual é o impacto dessa decisão sobre o desempenho do sistema?
O projetista define o fator de simultaneidade na fase inicial de cálculo e concepção do projeto, pois ele influencia diretamente o dimensionamento das tubulações, válvulas, centrais e pressões de trabalho. Esse parâmetro determina o número de pontos de consumo que podem operar simultaneamente em cada área hospitalar, garantindo o equilíbrio entre eficiência, custo e segurança operacional.
Principais pontos de atenção:
O fator deve ser estabelecido conforme o perfil de uso da área hospitalar, como UTI, centro cirúrgico ou pronto atendimento.
Um valor superestimado eleva custos e sobredimensiona a rede.
Um valor subestimado compromete a pressão, gerando risco de falha em equipamentos críticos.
Deve ser validado com base em tabelas técnicas e experiência de campo, correlacionando o número de leitos e a categoria de serviço.
A definição antecipada evita retrabalhos, ajustando os cálculos de vazão e garantindo a estabilidade operacional do sistema.
Onde devem ser instaladas as centrais de suprimento de oxigênio e vácuo dentro de um hospital e quais fatores técnicos influenciam essa localização?
As centrais de suprimento de oxigênio e vácuo devem ficar instaladas em áreas externas, bem ventiladas e de fácil acesso para manutenção e abastecimento, mantendo as distâncias mínimas de segurança em relação a edificações, fontes de ignição e zonas de circulação de pessoas, assegurando a proteção operacional e o controle de riscos no ambiente hospitalar. Nesse sentido, no caso de tanques criogênicos ou cilindros, o local precisa possuir piso nivelado, drenagem adequada, sinalização de risco e barreiras físicas de proteção, garantindo segurança contra impactos e incêndios. A ventilação natural é obrigatória para evitar acúmulo de gases em caso de vazamento.
Além disso, a localização deve favorecer a eficiência hidráulica e a manutenção da pressão uniforme em toda a rede. As centrais devem ficar próximas ao ponto médio das áreas de consumo, o que reduz perdas de carga e evita trechos excessivamente longos de tubulação, garantindo melhor eficiência hidráulica e estabilidade de pressão em toda a rede. Bem como, o projeto deve assegurar acesso facilitado para transporte de cilindros, inspeção de válvulas e instalação dos sistemas de alarme e monitoramento contínuo, garantindo que o suprimento permaneça ativo mesmo durante substituições ou manutenções preventivas.

O dimensionamento correto assegura pureza, pressão adequada e operação contínua do sistema.
Por que a identificação por cores nas tubulações de gases medicinais é considerada um requisito de segurança e não apenas um padrão visual?
A identificação por cores nas tubulações é uma exigência técnica e de segurança que permite a reconhecimento imediato do tipo de gás transportado, evitando conexões incorretas, acidentes e contaminação cruzada entre sistemas. Esse padrão segue as normas de engenharia hospitalar e permite que profissionais de manutenção, enfermagem e operação identifiquem cada linha com rapidez e precisão, evitando erros de conexão e aumentando a segurança do sistema. Uma falha nessa identificação pode levar à administração incorreta de gases aos pacientes ou até incêndios, especialmente em linhas de oxigênio e ar comprimido.
| Gás Medicinal | Cor de Identificação da Tubulação | Risco Principal em Caso de Erro | Observação Técnica |
|---|---|---|---|
| Oxigênio (O₂) | Verde | Combustão e incêndio por aumento de oxigenação | Requer materiais isentos de óleo e graxa |
| Ar Comprimido Medicinal | Azul Claro | Perda de pressão e falha em equipamentos pneumáticos | Deve ter filtragem e secagem rigorosa |
| Vácuo Clínico | Amarelo | Falha em sistemas de sucção e aspiração cirúrgica | Trabalha sob pressão negativa controlada |
| Óxido Nitroso (N₂O) | Cinza | Risco anestésico e intoxicação se aplicado incorretamente | Usado em anestesia e procedimentos odontológicos |
| Ar Sintético Medicinal | Branco | Desbalanceamento de mistura e redução da pureza do ar | Produzido por mistura controlada de gases |
| Dióxido de Carbono (CO₂) | Preto | Hipercapnia em pacientes e falha em regulagens clínicas | Usado em endoscopia e cirurgias laparoscópicas |
Importância do cálculo correto da vazão por posto de utilização
O cálculo da vazão por posto de utilização é um dos pontos centrais do projeto, pois define a quantidade de gás necessária por equipamento e por procedimento clínico. Ele define a capacidade de atendimento do sistema em cada ponto de consumo e mantém o fluxo estável mesmo durante picos de demanda, garantindo o desempenho contínuo e seguro da rede de gases medicinais.
Aspectos técnicos essenciais:
A vazão deve ser calculada com base no tipo de gás e no equipamento conectado (ventilador pulmonar, aspirador, misturador etc.).
Erros nesse cálculo podem causar quedas bruscas de pressão e comprometer a operação simultânea de múltiplos leitos.
O dimensionamento correto mantém a estabilidade da pressão em toda a rede, mesmo durante picos de uso.
A definição deve considerar perdas de carga, diâmetro das tubulações e distância entre os pontos.
Um projeto com vazões equilibradas reduz falhas, melhora o desempenho energético e prolonga a vida útil dos componentes.
Quem é responsável pela verificação do comissionamento e pela emissão do relatório técnico da instalação de gases medicinais?
O engenheiro habilitado com ART registrada verifica o comissionamento e emite o relatório técnico final, confirmando que todos os sistemas de gases medicinais atendem aos parâmetros normativos e de segurança exigidos. Logo, ele valida o desempenho, a estanqueidade e a conformidade das instalações antes da liberação para uso hospitalar. Esse processo inclui testes de estanqueidade, inspeção visual, medições de pressão e verificação da funcionalidade dos alarmes e válvulas. O objetivo é garantir que o sistema esteja operacional antes da liberação para uso hospitalar e que haja rastreabilidade completa dos ensaios realizados.
| Etapa do Comissionamento | Responsável Técnico | Descrição da Atividade | Documento Emitido |
|---|---|---|---|
| Inspeção visual e verificação de montagem | Engenheiro Mecânico ou Clínico | Conferência de materiais, soldas, rotas e identificações | Relatório de Inspeção Inicial |
| Teste de estanqueidade | Engenheiro de Campo / Técnico credenciado | Aplicação de pressão controlada e verificação de vazamentos | Certificado de Estanqueidade |
| Teste de funcionamento e alarmes | Engenheiro de Automação / Supervisão | Simulação de falhas e resposta dos sistemas de alarme e monitoramento | Relatório de Teste de Operacionalidade |
| Avaliação final e validação | Engenheiro Responsável com ART | Consolidação dos ensaios e liberação do sistema | Relatório Técnico Final e ART de Conformidade |
Portanto, essas etapas garantem a conformidade legal e técnica da instalação, assegurando que o hospital opere com sistemas validados, seguros e em plena conformidade com os requisitos de engenharia e vigilância sanitária.
Curso Projeto de Gases Medicinais: Por que os projetos hospitalares de gases medicinais exigem redundância em fontes de suprimento, mesmo quando o sistema principal é altamente confiável?
A redundância é obrigatória porque nenhum sistema hospitalar pode depender de uma única fonte de suprimento para manter a continuidade de gases essenciais à vida, como oxigênio, ar medicinal e vácuo clínico. Mesmo com equipamentos modernos e tanques criogênicos automatizados, falhas elétricas, vazamentos ou atrasos de reabastecimento podem ocorrer. A fonte reserva mantém o fluxo contínuo de gases medicinais, impedindo qualquer interrupção no fornecimento. Ela garante a estabilidade do sistema durante falhas, manutenções ou esgotamento da fonte principal, preservando a segurança dos pacientes em ventilação mecânica e demais equipamentos vitais.
Além disso, a redundância faz parte dos princípios de segurança operacional e confiabilidade de sistemas críticos, estabelecidos em normas técnicas e sanitárias. Essa estrutura permite que o hospital continue operando mesmo em manutenções corretivas, trocas de válvulas ou falhas momentâneas de pressão. Um projeto sem redundância viola o conceito de disponibilidade contínua, essencial para certificações de qualidade e acreditação hospitalar, e pode resultar em responsabilidade técnica grave em caso de incidentes clínicos.

O equilíbrio entre técnica e segurança é o que mantém o hospital respirando em silêncio.
Qual a importância do Curso Projeto de Gases Medicinais?
A importância do Curso Projeto de Gases Medicinais está em formar profissionais capazes de compreender e aplicar com precisão os princípios de engenharia e segurança envolvidos em sistemas vitais à operação hospitalar. Logo, as redes de gases medicinais sustentam procedimentos clínicos, anestésicos e de terapia intensiva, e exigem domínio técnico rigoroso sobre cálculos de vazão, fator de simultaneidade, escolha de materiais e implantação de centrais de suprimento. Assim, o curso proporciona essa base sólida, permitindo que o profissional atue com segurança, autonomia e responsabilidade legal.
Além disso, o curso desenvolve a visão sistêmica sobre confiabilidade, redundância e continuidade operacional. O participante aprende a interpretar exigências normativas, prevenir falhas de projeto e assegurar o desempenho contínuo dos sistemas, contribuindo diretamente para a segurança de pacientes e para a conformidade das instituições de saúde. Trata-se, portanto, de um aprimoramento essencial para quem busca reconhecimento profissional e excelência técnica em um dos setores mais críticos da infraestrutura hospitalar.
Clique no Link: Critérios para Emissão de Certificados conforme as Normas
Certificado de conclusão
Curso Projeto de Gases Medicinais
CURSO APRIMORAMENTO COMO ELABORAR PROJETO E DIMENSIONAMENTO EM REDE DE GASES MEDICINAIS
Carga Horária: 40 Horas
MÓDULO 1 – Fundamentos e Escopo Técnico (6 Horas)
Finalidade, abrangência e importância das redes de gases medicinais em ambientes hospitalares.
Escopo do projeto segundo requisitos normativos nacionais e internacionais.
Contexto regulatório e responsabilidades técnicas do projetista e executor.
Integração com normas de segurança hospitalar e sistemas prediais críticos.
Identificação dos gases medicinais: oxigênio, ar medicinal, óxido nitroso, dióxido de carbono, vácuo clínico e ar sintético.
Funções essenciais da rede de distribuição e sua relação com a continuidade assistencial.
MÓDULO 2 – Estrutura Regulatória e Responsabilidade Técnica (6 Horas)
Compreensão dos pilares que regem o projeto de redes de gases medicinais no contexto hospitalar e assistencial.
Estrutura hierárquica dos requisitos legais, técnicos e de engenharia aplicáveis a sistemas pressurizados.
Papel e atribuições do responsável técnico na concepção, elaboração e validação do projeto.
Procedimentos para elaboração de memorial descritivo, plantas técnicas e relatórios de conformidade.
Obrigações relacionadas à rastreabilidade documental, emissão de ART e controle de revisões do projeto.
Critérios de qualidade, segurança e desempenho em instalações hospitalares críticas.
Correlação entre boas práticas de engenharia, segurança ocupacional e integridade das instalações.
Conceito de gestão integrada das instalações: interação entre operação hospitalar, engenharia clínica e manutenção.
Fatores humanos e organizacionais que influenciam a confiabilidade das redes de gases medicinais.
Fluxo de validação e aprovação do projeto técnico junto a órgãos competentes.
MÓDULO 3 – Termos, Definições e Requisitos Gerais (4 Horas)
Terminologia técnica aplicada à engenharia de gases medicinais.
Definições de rede primária, secundária, central de suprimento e rede de utilização.
Requisitos construtivos e operacionais mínimos.
Condições ambientais, estruturais e funcionais das áreas assistenciais.
Critérios de compatibilidade eletromecânica e de segurança.
Requisitos de confiabilidade, redundância e continuidade do suprimento.
MÓDULO 4 – Cálculo de Demanda e Dimensionamento (6 Horas)
Conceitos de fator de utilização e simultaneidade por área hospitalar.
Determinação do número de postos por local de utilização.
Cálculo de vazão de projeto por posto de utilização (L/min).
Interpretação de tabelas normativas e curvas de simultaneidade.
Aplicação de fatores de correção e segurança conforme o tipo de instalação.
Exemplos de dimensionamento em diferentes tipologias hospitalares.
MÓDULO 5 – Centrais de Suprimento e Fontes de Alimentação (6 Horas)
Classificação das centrais de suprimento: tanque criogênico, cilindros, SCO (Sistema Concentrador de Oxigênio).
Especificações técnicas para tanque criogênico estacionário e móvel.
Estrutura e requisitos de centrais com cilindros: racks, válvulas redutoras, sistemas de alívio e manômetros.
Suprimento de emergência: critérios de redundância e autonomia mínima.
Centrais de ar comprimido medicinal: dimensionamento de compressores e filtragem.
Centrais de ar sintético medicinal: sistemas com dispositivo especial de mistura.
Centrais de vácuo: bombas, coletores e armadilhas antibacterianas.
MÓDULO 6 – Rede de Distribuição e Componentes (6 Horas)
Estrutura e layout da rede de gases e vácuo clínico.
Tubulações: materiais, conexões, juntas e soldagem.
Válvulas de seção: localização, sinalização e acesso.
Postos de utilização: painéis, válvulas de tomada e reguladores secundários.
Sistemas de alarme e monitoração: alarmes operacionais e de emergência.
Ensaios e comissionamento da instalação (conceito e documentação técnica).
Pintura e identificação das tubulações conforme padrões cromáticos normativos.
MÓDULO 7 – Esquemas, Distâncias e Critérios Dimensionais (6 Horas)
Interpretação de esquemas de instalação de centrais (tanques, cilindros, ar comprimido, vácuo, mistura).
Definição de distâncias mínimas entre fontes e edificações.
Características dimensionais dos tubos da rede de distribuição.
Vão máximo entre suportes e condições de ancoragem.
Cores de identificação de gases e vácuo conforme ABNT e ISO.
Representação gráfica padronizada de fluxogramas e diagramas unifilares.
MÓDULO 8 – Análise Normativa Final e Controle de Qualidade (6 Horas)
Validação documental do projeto técnico e memorial descritivo.
Aplicação de fatores de simultaneidade (%) por área.
Conciliação de número de postos e vazões projetadas com demanda real.
Auditoria técnica do projeto e elaboração do Relatório Técnico com emissão de ART.
Diretrizes de controle de qualidade e rastreabilidade dos materiais utilizados.
Interface com a gestão hospitalar e manutenção preventiva planejada.
Finalização e Certificação:
Exercícios Práticos (quando contratado);
Registro das Evidências;
Avaliação Teórica;
Avaliação Prática (Quando contratada);
Certificado de Participação.
NOTA:
Ressaltamos que o Conteúdo Programático Normativo Geral do Curso ou Treinamento poderá ser alterado, atualizado, acrescentando ou excluindo itens conforme necessário pela nossa Equipe Multidisciplinar. É facultado à nossa Equipe Multidisciplinar atualizar, adequar, alterar e/ou excluir itens, bem como a inserção ou exclusão de Normas, Leis, Decretos ou parâmetros técnicos que julgarem aplicáveis, estando relacionados ou não, ficando a Contratante responsável por efetuar os devidos atendimentos no que dispõem as Legislações pertinentes.
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