Nome Técnico: CURSO APRIMORAMENTO MANUTENÇÃO E OPERAÇÃO DE EQUIPAMENTO DE SOLDAGEM A ARCO – EQUIPAMENTO DE APLICAÇÃO LIMITADA NBR IEC 60974-6
Treinamento Profissionalizante Noções Básicas – Referência: 226833
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Qual Objetivo do Curso Manutenção Soldagem a Arco?
O Que é Soldagem a Arco?
Quais Tipos de Equipamentos de Soldagem a Arco?
Os principais tipos de equipamentos de soldagem a arco são classificados de acordo com o processo utilizado, a funcionalidade do equipamento e o nível de automação. A seguir, os mais relevantes:
Transformadores de Solda (Corrente Alternada – CA):
Utilizam energia da rede elétrica e transformam em corrente alternada para geração do arco elétrico. São mais simples, robustos e com custo reduzido, mas oferecem menor controle de qualidade no arco.
Retificadores de Solda (Corrente Contínua – CC):
Convertendo corrente alternada em contínua, proporcionam maior estabilidade do arco e melhor penetração. Dessa forma, são indicados para aplicações que exigem maior qualidade na solda.
Inversores de Solda (Inverter):
Utilizam eletrônica de potência para controlar a corrente de forma precisa, com menor consumo de energia e peso reduzido. Permitem soldagem com diferentes tipos de eletrodos e em processos como TIG e MIG/MAG.
Máquinas MIG/MAG (Metal Inert/Active Gas):
Equipamentos semiautomáticos que utilizam arame contínuo como eletrodo e gás de proteção. São ideais para soldagens em alta produção e soldas de qualidade em metais ferrosos e não ferrosos.
Máquinas TIG (Tungsten Inert Gas):
Utilizam eletrodo de tungstênio não consumível e gás inerte, geralmente argônio. Portanto, permitem alto controle do cordão de solda, sendo aplicadas em materiais nobres e soldagens de alta precisão.
Equipamentos Automatizados ou Robotizados:
Integrados a sistemas de controle numérico ou braços robóticos, são utilizados em linhas industriais com repetitividade e alta precisão, como na indústria automotiva, naval e aeroespacial.
Equipamentos de Aplicação Limitada (conforme NBR IEC 60974-6):
São unidades compactas e móveis, frequentemente utilizadas assim em reparos, manutenção de campo e aplicações pontuais. Possuem características específicas de construção e segurança definidas por norma técnica, exigindo inspeção e manutenção regulares.
Por Que Realizar a Manutenção em Equipamentos de Soldagem?
Realizar a manutenção em equipamentos de soldagem é essencial para garantir a segurança operacional, a qualidade das soldas executadas e a conformidade com normas técnicas e regulamentadoras. Sendo assim, equipamentos em uso contínuo estão sujeitos a desgaste elétrico, térmico e mecânico, o que pode comprometer a estabilidade do arco, a eficiência energética e a integridade dos sistemas de proteção.
Além disso, a manutenção preventiva e corretiva minimiza o risco de falhas críticas, reduz paradas não programadas e prolonga a vida útil do equipamento. Quando realizada por profissional qualificado, assegura que o equipamento opere dentro dos parâmetros estabelecidos pela NBR IEC 60974-6, pela NR 10 (Segurança em Instalações Elétricas) e pela NR 12 (Segurança em Máquinas e Equipamentos), atendendo assim às exigências legais e técnicas do setor industrial.

Operador realiza a ignição do arco elétrico, iniciando a fusão do metal base e do eletrodo. Procedimento exige controle da distância do arco e uso adequado de EPI para evitar acidentes.
Curso Manutenção Soldagem a Arco: Para Que Serve a Soldagem a Arco?
A soldagem a arco serve para unir permanentemente materiais metálicos por meio da fusão localizada, garantindo assim, resistência estrutural, estanqueidade e continuidade elétrica entre as partes. Portanto, sua aplicação é essencial em processos de fabricação, montagem e manutenção industrial.
Além disso, a soldagem a arco permite a construção e reparo de estruturas metálicas, equipamentos, tubulações, caldeiras, chassis, embarcações e componentes diversos, adaptando-se a diferentes espessuras, ligas e posições de trabalho. Dessa forma, por sua eficiência, versatilidade e custo-benefício, ela é amplamente utilizada nos setores metalúrgico, automotivo, naval, aeroespacial, petroquímico, energético e da construção civil.
Quais são os Limites de Temperatura de Acordo com a Classe de Isolação?
Os limites de temperatura de acordo com a classe de isolação seguem padrões internacionais estabelecidos principalmente pela IEC 60085 e também adotados em normas como a NBR IEC 60974-6 (para equipamentos de soldagem). Portanto, cada classe térmica de isolação define assim a temperatura máxima admissível do sistema isolante em operação contínua, visando preservar sua integridade e evitar falhas por degradação térmica.
Segue a tabela com as principais classes de isolação e seus respectivos limites:
| Classe | Temperatura Máxima do Isolamento (°C) | Aplicações Típicas |
|---|---|---|
| Y | 90 °C | Isolamentos em papel, algodão, sem impregnação especial |
| A | 105 °C | Isolantes impregnados com verniz ou resina |
| E | 120 °C | Aplicações com maior resistência térmica que a Classe A |
| B | 130 °C | Isolantes com mica, poliéster ou vidro tratado |
| F | 155 °C | Isolamentos com resinas epóxi ou silicone |
| H | 180 °C | Aplicações industriais severas, motores de alta temperatura |
| N | 200 °C | Equipamentos especiais com isolantes avançados |
| R | 220 °C | Ambientes extremos, motores de tração, aeroespacial |
| S | 240 °C | Alta exigência térmica, isolamentos especiais |
A seleção correta da classe de isolação depende das condições operacionais do equipamento, ambiente de trabalho, ciclo térmico e da necessidade de vida útil prolongada. Portanto, exceder os limites especificados reduz drasticamente a durabilidade do sistema isolante e aumenta o risco de falhas elétricas ou incêndios internos.

O arco elétrico funde o metal base e o eletrodo, gerando junção robusta. É visível a formação de centelhas e o brilho característico da descarga elétrica.
Curso Manutenção Soldagem a Arco: Quando Deve-se Realizar a Manutenção em Equipamentos de Soldagem?
A manutenção em equipamentos de soldagem deve ser realizada de forma programada, preventiva e sempre que houver sinais de falha ou anomalia, conforme critérios técnicos e requisitos normativos. Sendo assim, o momento adequado depende da intensidade de uso, condições ambientais, tipo de equipamento e criticidade do processo.
Veja os principais momentos em que a manutenção deve ser executada:
Manutenção Preventiva (Periódica):
Deve seguir um cronograma baseado nas recomendações do fabricante.
Normalmente realizada mensal, trimestral ou semestralmente, dependendo da frequência de uso.
Inclui inspeções visuais, testes elétricos, verificação de cabos, conectores, ventilação, refrigeração e componentes internos.
Manutenção Corretiva (Sob Demanda):
Realizada imediatamente após falha identificada no equipamento.
Indicada quando há: oscilação no arco, superaquecimento, desligamentos repentinos, falhas nos controles ou cheiro de queimado.
Envolve troca de peças, ajustes internos e reconfiguração de parâmetros elétricos.
Conformidade com Normas:
Quando exigido por inspeções, auditorias internas ou externas.
Para garantir conformidade com NBR IEC 60974-6, NR 10 (segurança elétrica), NR 12 (segurança em máquinas) e documentação técnica com emissão de ART.
Manutenção Após Condições Críticas ou Intervenções:
Após quedas, impactos, exposição à umidade ou entrada de contaminantes.
Seguido de longos períodos de inatividade ou armazenamento inadequado.
Após intervenções de alta intensidade, como soldas contínuas em regime pesado.
Tipos de Manutenção:
Nível 01:
Manutenção Preventiva; Manutenção Corretiva; Manutenção Controlada/Preditiva.
Nível 02:
Manutenção Programada; Manutenção Não-Programada; Manutenção em Campo: Manutenção fora de Campo.
Nível 03:
Manutenção Corretiva planejada; Manutenção Corretiva não planejada; Manutenção Preventiva Sistemática; Manutenção Preventiva Periódica; Manutenção Detectiva “Pró-Ativa”; Manutenção Autônoma, Manutenção Produtiva Total (TPM) e Gestão de Engenharia de Manutenção.
Clique no Link: Critérios para Emissão de Certificados conforme as Normas
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Curso Solda para Sistemas de Refrigeração
Curso Solda por Projeção
Laudo de Cabo Óptico
Certificado de conclusão
Curso Manutenção Soldagem a Arco
CURSO APRIMORAMENTO MANUTENÇÃO E OPERAÇÃO DE EQUIPAMENTO DE SOLDAGEM A ARCO – EQUIPAMENTO DE APLICAÇÃO LIMITADA NBR IEC 60974-6
Carga Horária Total: 40 Horas
Módulo 1 – Fundamentos de Soldagem a Arco (4h)
Princípios do processo de soldagem a arco elétrico
Tipos de arco elétrico e classificação dos processos
Características elétricas da soldagem a arco
Equipamentos de aplicação limitada: definição e uso
Módulo 2 – Equipamentos Conforme NBR IEC 60974-6 (6h)
Estrutura da norma NBR IEC 60974-6
Tipos de equipamentos abrangidos: portáteis, móveis e integrados
Requisitos técnicos de construção, segurança e desempenho
Sistemas de ventilação, refrigeração e controle de potência
Módulo 3 – Instalação e Operação Segura (6h)
Instalação correta dos equipamentos de soldagem
Avaliação do ambiente de trabalho e riscos elétricos
Conexões elétricas e dispositivos de proteção
Procedimentos de operação e parada segura
Módulo 4 – Manutenção Preventiva e Corretiva (8h)
Planejamento da manutenção: cronogramas e registros
Técnicas de inspeção visual, elétrica e funcional
Substituição de componentes: cabos, conectores, terminais, placas
Interpretação de falhas e diagnóstico técnico
Módulo 5 – Ensaios e Verificações (6h)
Ensaios de resistência de isolamento
Ensaios de tensão em vazio e corrente de curto-circuito
Verificações de continuidade elétrica e aterramento
Requisitos de ensaio conforme a NBR IEC 60974-6
Módulo 6 – Conformidade Normativa e Responsabilidade Técnica (4h)
Requisitos de documentação de manutenção
Responsabilidade do operador e do profissional legalmente habilitado
Módulo 7 – Estudo de Casos e Boas Práticas (6h)
Casos de falhas operacionais e acidentes
Ações corretivas adotadas e medidas preventivas
Procedimentos padronizados (POP) e checklists
Discussão e simulação de situações críticas
NOTA:
Ressaltamos que o Conteúdo Programático Normativo Geral do Curso ou Treinamento poderá ser alterado, atualizado, acrescentando ou excluindo itens conforme necessário pela nossa Equipe Multidisciplinar. É facultado à nossa Equipe Multidisciplinar atualizar, adequar, alterar e/ou excluir itens, bem como a inserção ou exclusão de Normas, Leis, Decretos ou parâmetros técnicos que julgarem aplicáveis, estando relacionados ou não, ficando a Contratante responsável por efetuar os devidos atendimentos no que dispõem as Legislações pertinentes.
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