Nome Técnico: CURSO APRIMORAMENTO NOÇÕES BÁSICAS E SEGURANÇA NAS ATIVIDADES DE BLASTER
Referência: 143057
Ministramos Cursos e Treinamentos; Realizamos Traduções e Interpretações em Idioma Técnico: Português, Inglês, Espanhol, Mandarim, Alemão, Hindi, Japonês, Árabe e outros consultar.
Curso Formação de Blaster
O curso tem como objetivo desenvolver a capacidade do profissional de interpretar, aplicar e controlar todos os elementos que compõem uma operação de detonação com rigor técnico e segurança absoluta. Dessa maneira, ao aprofundar conceitos como vibração, pressão acústica, sismografia e comportamento dos explosivos, o participante aprende a tomar decisões precisas, evitando improvisos e garantindo conformidade com a NR 19, que rege diretamente as responsabilidades e limites operacionais dessas atividades.
Além disso, o curso fortalece a visão crítica do blaster ao apresentar métodos atualizados de programação de sismógrafos, análise de registros e controle de impactos sobre estruturas e comunidades próximas. Dessa forma, o profissional passa a atuar com maior consciência de risco, cumprindo a NR 19 com clareza e incorporando práticas que reduzem acidentes, aprimoram o planejamento do plano de fogo e elevam o padrão técnico da operação.

Nuvem de projeção indicando a ruptura rápida do terreno durante a sequência de disparos.
Quem é o profissional responsável por validar tecnicamente o plano de fogo antes da detonação?
O profissional responsável por validar o plano de fogo é o técnico legalmente habilitado que domina os requisitos da NR 19 e compreende a relação entre carga, confinamento, vibração e segurança operacional. Esse especialista verifica cada etapa do processo, garantindo que cálculos, distâncias, equipamentos e acessórios atendam aos limites previstos no planejamento. Além disso, ele confirma se a equipe compreende sua função e se o cenário está preparado para iniciar o disparo sem riscos colaterais.
A validação exige um olhar crítico sobre elementos como razão linear de carga, altura de coluna de explosivo, geometria dos furos e condições do maciço. Após essa revisão, o profissional atesta que o plano pode ser executado conforme previsto, reduzindo variáveis indesejadas e garantindo que a detonação ocorra dentro dos padrões técnicos. Assim, a operação se torna previsível, controlada e compatível com as expectativas de desempenho e segurança.
Quando a instalação do geofone deve ser revisada para garantir leitura fiel da vibração?
A instalação do geofone deve ser revisada quando qualquer mudança no terreno, nos arredores ou no próprio sensor puder comprometer a leitura da vibração. A precisão do registro depende de um acoplamento sólido com o solo, e alterações sutis no ambiente já são suficientes para distorcer o resultado. Por isso, sempre que houver instabilidade no terreno, movimentação de equipamentos próximos, variações climáticas intensas ou suspeita de deslocamento do sensor, o blaster deve revisar e ajustar imediatamente o posicionamento.
Situações que exigem revisão do geofone
| Situação observada | Motivo da revisão | Consequência da não correção |
|---|---|---|
| Terreno instável ou rachado | Quebra do acoplamento com o solo | Leituras artificiais ou inconsistentes |
| Vibração de máquinas próximas | Ruído externo interfere no sinal | Dados contaminados |
| Clima alterando rigidez do solo | Variação da sensibilidade do sensor | Flutuações artificiais no registro |
| Sensor deslocado | Perda de alinhamento | Registro inválido ou distorcido |
Qual parâmetro do ensaio sismográfico revela o impacto real da detonação sobre edificações próximas?
A análise do impacto real da detonação exige um parâmetro capaz de traduzir o nível de energia que atinge diretamente as estruturas. Esse indicador deve refletir não apenas a intensidade da vibração, mas também a forma como a onda interage com a edificação, considerando frequência, deslocamento e velocidade. Ao monitorar adequadamente esse parâmetro, o blaster compreende com precisão se o evento permaneceu dentro dos limites aceitáveis e se existe risco de dano estrutural.
Parâmetro principal e justificativa técnica
Velocidade de vibração de partícula de pico representa a energia efetiva que chega à estrutura.
Serve como referência para comparação com limites normativos de segurança.
Indica risco real de fissuras, trincas ou desconforto humano.
Permite avaliar o comportamento do solo e da fundação diante da detonação.

Detonação controlada liberando energia em grande escala no desmonte de mina a céu aberto.
Por que a razão linear de carga influencia diretamente no nível de vibração e no risco de ultralançamento?
A razão linear de carga define a quantidade de energia aplicada por metro de furo, influenciando diretamente como a onda de choque se espalha pelo maciço. Desse modo, quando esse valor aumenta além do necessário, a energia excedente gera vibrações mais intensas e altera o comportamento da rocha, criando condições para propagação irregular e maior impacto em edificações próximas. Essa relação explica por que um cálculo impreciso de carga resulta em níveis de vibração acima do esperado.
Além disso, uma razão linear inadequada afeta a fragmentação e o confinamento da energia, aumentando o risco de ultralançamento. Quando o explosivo não se encontra equilibrado com o volume de rocha e o tamponamento, blocos podem ser arremessados para fora da área de segurança. O controle correto desse parâmetro evita desvios críticos e mantém o desempenho da detonação alinhado ao plano de fogo.
Onde deve estar posicionado o microfone destinado à medição da pressão acústica?
O posicionamento do microfone deve seguir critérios que garantem captação fiel da onda sonora produzida pela detonação. A distância, a direção da fonte, a altura em relação ao solo e a ausência de barreiras físicas influenciam diretamente a precisão dos dados. Quando o microfone não segue a orientação técnica, a leitura passa a refletir ecos, obstruções ou valores subestimados, prejudicando a avaliação da pressão acústica.
Posições recomendadas e justificativas técnicas
| Local adequado | Motivo técnico | Risco da posição incorreta |
|---|---|---|
| Voltado diretamente para a fonte da detonação | Captação da onda sem interferência | Valores subestimados ou distorcidos |
| Distância recomendada pela norma | Comparabilidade entre ensaios | Séries históricas inconsistentes |
| Altura uniforme em relação ao solo | Redução de reflexões indesejadas | Inclusão de ruído artificial |
| Área livre de obstáculos rígidos | Elimina barreiras acústicas | Picos e reflexões que comprometem o registro |
Quando a programação do sismógrafo deve incluir ajustes específicos de tempo de captação?
A programação do tempo de captação precisa considerar o tipo de desmonte, a distância entre a frente de detonação e o sensor e o comportamento esperado das ondas. Assim, em situações de atraso programado, múltiplas sequências ou maciços com propagação mais lenta, o tempo padrão se torna insuficiente e o sismógrafo pode deixar de registrar partes importantes do evento. Portanto, ajustar essa configuração permite captar vibrações primárias, secundárias e reflexões com maior precisão.
Situações que exigem ajuste no tempo de captação
Detonações com retardos longos ou múltiplos.
Frentes de desmonte distantes do sensor.
Terrenos com alta atenuação ou propagação lenta.
Ensaios que exigem captura de vibrações secundárias.
Operações com mais de um plano de fogo ativo.
Quem determina os limites de velocidade de vibração de partícula de pico e como isso afeta a avaliação do ensaio?
Os limites de velocidade de vibração de partícula de pico são determinados por normas técnicas e regulamentos que estudam a resistência das estruturas frente às ondas de vibração. Logo, esses limites servem como referência para classificar os níveis de risco e definir o que representa um impacto aceitável. Portanto, o profissional que interpreta o ensaio utiliza esses valores como base para validar a segurança do entorno e constatar se a detonação permaneceu dentro do permitido.
Quando esses limites orientam a análise, o blaster interpreta o registro com precisão e identifica desvios antes que eles se transformem em danos reais. Essa abordagem reduz conflitos com comunidades vizinhas, fortalece a confiabilidade dos ensaios e garante que cada operação respeite padrões técnicos e legais. Assim, o processo de avaliação se torna consistente, transparente e alinhado às melhores práticas do setor.

Fragmentação intensa revelando a força da coluna explosiva sobre o maciço rochoso.
Qual a importância do Curso Formação de Blaster?
A importância do Curso Formação de Blaster está em elevar a capacidade do profissional de executar e avaliar operações com explosivos de forma segura, previsível e tecnicamente fundamentada. Como a detonação envolve energia de alta magnitude, qualquer erro de cálculo, instalação de sensores ou interpretação de registros pode gerar vibrações excessivas, ultralançamento ou danos estruturais. Logo, ao aprofundar esse conhecimento, o participante aprende a controlar variáveis críticas e a aplicar métodos que reduzem riscos, fortalecem a confiabilidade dos ensaios e mantêm o desmonte alinhado ao comportamento do maciço.
Além disso, o curso garante que o profissional atue plenamente em conformidade com a NR 19, norma que estabelece requisitos essenciais para armazenamento, transporte, manuseio e responsabilidade técnica. Quando o blaster domina esses fundamentos, ele opera com maior precisão, respeita limites normativos, responde melhor às condições de campo e assegura que cada etapa do processo ocorra dentro dos padrões de segurança exigidos pela legislação vigente.
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Certificado de conclusão
Curso Formação de Blaster
Nome Técnico: CURSO APRIMORAMENTO NOÇÕES BÁSICAS E SEGURANÇA NAS ATIVIDADES DE BLASTER
Carga Horária: 40 Horas
MÓDULO 1 – Fundamentos, Terminologia e Histórico das Atividades de Blaster (4 Horas)
Termos essenciais aplicados ao desmonte de rochas
Evolução histórica das operações de detonação e usos industriais
Conceitos de risco, perigo e limites operacionais
Interfaces com segurança, saúde e responsabilidade técnica
MÓDULO 2 – Procedimentos, Equipamentos, Acessórios e Características Operacionais (4 Horas)
Características dos equipamentos utilizados em detonações
Acessórios do plano de fogo e funções
Sensores, geofones, microfones e sistemas registrados
Princípios de ultralançamento e resposta humana
MÓDULO 3 – Explosivos: Classificação, Propriedades, Reações e Armazenamento (4 Horas)
Explosivos e reação química de decomposição
Propriedades fundamentais dos explosivos
Tipos, classes e aplicabilidade
Armazenamento, fabricação, condições e requisitos legais
MÓDULO 4 – Transporte, Circulação, Locais de Trabalho e Requisitos de Qualificação (3 Horas)
Transporte de explosivos: regras, cuidados e restrições
Circulação de pessoas e materiais
Responsabilidade técnica e organização dos locais de trabalho
Informação, qualificação e treinamento dos trabalhadores
MÓDULO 5 – Pressão Acústica, Sismografia e Instalação de Sensores (4 Horas)
Pressão acústica: princípios, interpretação e limites
Sismógrafo: conceitos, funções e requisitos normativos
Instalação correta de microfone e geofone
Tempo de captação e adequação dos registros
MÓDULO 6 – Vibração: Velocidade de Partícula, Leitura, Avaliação e Controle (4 Horas)
Velocidade de vibração de partícula e fundamentos de análise
Velocidade de vibração de partícula de pico
Recomendações gerais de avaliação
Representações gráficas por faixas de frequência
Limites de vibração e critérios de aceitação
MÓDULO 7 – Programação de Sismógrafos e Avaliação dos Ensaios (4 Horas)
Programação do sismógrafo para pressão acústica
Programação do sismógrafo para vibração de partícula
Tempo de captação e filtros
Requisitos para avaliação sismográfica
Situações excepcionais e interpretação de registros
MÓDULO 8 – Modelos Operacionais, Cadastros, Carga Linear e Controle (4 Horas)
Modelos de cadastros de detonação
Razão linear de carga
Acessórios e elementos do plano de fogo
Técnicas de controle de vibrações e segurança no desmonte
MÓDULO 9 – Estabilidade de Maciços, Aberturas Subterrâneas e Ambientes de Mina (4 Horas)
Estabilidade dos maciços rochosos
Aberturas subterrâneas: critérios, riscos e tratamentos
Ventilação em atividades subterrâneas
Lavras com dragas flutuantes e deposição de estéril
MÓDULO 10 – Máquinas, Equipamentos, Instalações e Sistemas Auxiliares (3 Horas)
Máquinas, equipamentos e ferramentas utilizadas
Transportadores contínuos através de correias e escadas
Guindar, cabos, correntes e polias
Iluminação, comunicação e sinalização
MÓDULO 11 – Proteção Contra Incêndios, Explosões e Poeiras Inflamáveis (3 Horas)
Proteção contra incêndios ligados às operações com explosivos
Explosões acidentais e mecanismos de prevenção
Prevenção de explosão de poeiras inflamáveis
Sistemas, dispositivos e critérios de controle
MÓDULO 12 – Emergências, Riscos Especiais e Medidas de Resposta (3 Horas)
Operações de emergência em ambientes de detonação
Equipamentos radioativos e requisitos de segurança
Proteção contra inundações
Paralisação, retomada e saídas de emergência
MÓDULO 13 – Gestão de Trabalhadores, Amostragem e Controle Operacional (2 Horas)
Direitos dos trabalhadores e condições de trabalho
Superfícies e vias de circulação
Determinação da vazão de ar fresco
Número de trabalhadores a serem amostrados conforme Grupo Homogêneo de Exposição
Finalização e Certificação:
Exercícios Práticos (quando contratado);
Registro das Evidências;
Avaliação Teórica;
Avaliação Prática (Quando contratada);
Certificado de Participação.
NOTA:
Ressaltamos que o Conteúdo Programático Normativo Geral do Curso ou Treinamento poderá ser alterado, atualizado, acrescentando ou excluindo itens conforme necessário pela nossa Equipe Multidisciplinar. É facultado à nossa Equipe Multidisciplinar atualizar, adequar, alterar e/ou excluir itens, bem como a inserção ou exclusão de Normas, Leis, Decretos ou parâmetros técnicos que julgarem aplicáveis, estando relacionados ou não, ficando a Contratante responsável por efetuar os devidos atendimentos no que dispõem as Legislações pertinentes.
Curso Formação de Blaster



