Nome Técnico: TREINAMENTO DE APRIMORAMENTO COMO ELABORAR PEI (PLANO DE EMERGÊNCIA INDIVIDUAL) – NÍVEL AVANÇADO – RESOLUÇÃO CONAMA Nº 398, de 11 DE JUNHO DE 2008
Treinamento Profissionalizante Noções Básicas – Referência: 226898
Ministramos Cursos e Treinamentos; Realizamos Traduções e Versões em Idioma Técnico: Português, Inglês, Espanhol, Francês, Italiano, Mandarim, Alemão, Russo, Sueco, Holandês, Hindi, Japonês e outros consultar
Qual Objetivo do Treinamento Como Elaborar PEI?
O Objetivo do Treinamento Como Elaborar PEI é capacitar profissionais para desenvolver, revisar e implementar planos de resposta a emergências ambientais, com foco nos requisitos estabelecidos pela Resolução CONAMA nº 398, de 11 de junho de 2008.
Durante o curso, os participantes aprendem a interpretar criticamente os dispositivos legais da norma, identificar os cenários de risco associados à movimentação e armazenamento de petróleo e derivados, e aplicar metodologias avançadas de avaliação de risco, mapeamento de áreas sensíveis, e estruturação de planos compatíveis com o Plano Nacional de Contingência (PNC). Além disso, o Treinamento Como Elaborar PEI fornece conhecimentos para:
Compreender a obrigatoriedade da elaboração do PEI no licenciamento ambiental;
Executar planos tecnicamente robustos com base em evidências, critérios de mobilização e resposta;
Integrar o PEI a sistemas de gestão ambiental e auditorias de conformidade.

Registro técnico de vistoria operacional – etapa essencial na elaboração do Plano de Emergência Individual (PEI), conforme exigido pela Resolução CONAMA nº 398/2008.
O que é o PEI (Plano de Emergência Individual)?
O PEI – Plano de Emergência Individual é um documento técnico normatizado pela Resolução CONAMA nº 398/2008, que estabelece as ações de resposta imediata a vazamentos ou derramamentos de óleo ou substâncias perigosas em ambientes aquáticos. Ele é obrigatório para portos organizados, terminais marítimos, plataformas, refinarias e embarcações que operem com derivados de petróleo, conforme definido no Art. 3º da norma.
O PEI atua como instrumento de gerenciamento de risco ambiental e operacional. Portanto, sua função é assegurar que a instalação tenha condições reais e imediatas de:
Detectar e conter vazamentos rapidamente;
Minimizar os impactos ambientais e socioeconômicos;
Proteger áreas sensíveis mapeadas previamente (manguezais, estuários, áreas urbanas ribeirinhas, entre outras);
Atuar em conformidade com a legislação ambiental brasileira e internacional.
De acordo com o Anexo II da Resolução CONAMA nº 398/2008, o Plano de Emergência Individual (PEI) deve apresentar uma avaliação de risco detalhada com cenários plausíveis de acidentes, uma estratégia operacional de resposta compatível com os riscos identificados, a identificação da equipe de emergência com suas respectivas qualificações, a relação dos equipamentos e recursos disponíveis para atuação imediata, um plano de comunicação estruturado com os órgãos públicos competentes, como IBAMA, Marinha e Defesa Civil, além de um programa contínuo de capacitação e realização de simulados para garantir a eficácia do plano.
Portanto, o PEI não é apenas um documento, mas um instrumento estratégico de proteção ambiental e continuidade operacional, com valor jurídico e técnico para o licenciamento e funcionamento de empreendimentos com risco potencial de poluição hídrica.
Quem deve elaborar o Plano de Emergência Individual (PEI) e qual a importância da ART no processo?
O PEI deve ser elaborado por um profissional legalmente habilitado, com conhecimento técnico em gestão de emergências ambientais, segurança operacional e legislação ambiental vigente. Esse profissional deve ser registrado no respectivo conselho de classe (CREA ou CRMV, por exemplo), sendo o responsável técnico pela elaboração e implementação do plano. A emissão da ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) é obrigatória, pois garante a validade legal do documento, comprova a responsabilidade técnica e viabiliza sua aceitação junto aos órgãos ambientais licenciadores, como o IBAMA e secretarias estaduais.
Onde Aplica-se o PEI (Plano de Emergência Individual)?
O Plano de Emergência Individual (PEI) é aplicável a instalações e operações que envolvam o manuseio, transporte, armazenamento ou transferência de petróleo e derivados em ambientes aquáticos, conforme estabelece a Resolução CONAMA nº 398/2008. Isso inclui, obrigatoriamente:
Portos organizados e terminais marítimos;
Plataformas de petróleo e gás (fixas ou flutuantes);
Refinarias, oleodutos e dutos submarinos com interface aquática;
Navios-tanque e embarcações que operem com cargas oleosas;
Instalações de apoio portuário e offshore com risco de vazamento de óleo;
Empreendimentos licenciados que operam em zonas costeiras, estuarinas ou fluviais e apresentem potencial poluidor significativo.
A aplicação do PEI é obrigatória sempre que houver risco de poluição hídrica por produtos oleosos, exigindo aprovação pelo órgão ambiental competente, normalmente como condicionante do licenciamento ambiental.
Como a elaboração de um PEI contribui para a prevenção de desastres ambientais em terminais, portos e plataformas?
A elaboração de um PEI robusto eleva significativamente a capacidade de resposta e mitigação de impactos em situações de emergência ambiental. Ao identificar previamente os riscos, mapear recursos, treinar equipes e estabelecer fluxos de atuação, o PEI transforma uma estrutura passiva em uma rede de resposta ativa e eficiente. Portanto, essa preparação reduz o tempo de reação, evita a dispersão do produto contaminante, protege áreas sensíveis e garante conformidade legal. Além disso, fortalece a imagem institucional e evita penalidades administrativas, civis e criminais por omissão ou negligência operacional.

Análise de campo e verificação de recursos disponíveis para resposta emergencial – procedimento previsto no conteúdo mínimo do PEI.
Quais são os principais requisitos técnicos exigidos para um PEI?
De acordo com o Anexo II da Resolução CONAMA nº 398/2008, um PEI deve conter, no mínimo:
Identificação completa da instalação e suas operações;
Classificação de risco ambiental da atividade;
Mapeamento de áreas sensíveis e potenciais alvos de impacto;
Plano de resposta a emergências ambientais, com fluxogramas, organogramas e critérios de mobilização;
Lista de recursos operacionais próprios e contratados, como barreiras de contenção, skimmers, tanques e EPIs;
Procedimentos de comunicação com órgãos competentes (IBAMA, Marinha, órgãos estaduais);
Plano de treinamentos e simulados periódicos;
Compatibilidade com o Plano Nacional de Contingência (PNC).
Cada item deve ser tecnicamente justificado, validado e compatível com a realidade da instalação.
Treinamento Como Elaborar PEI: Por que é obrigatória a elaboração do PEI para instalações que operam com petróleo e derivados?
A elaboração do PEI é obrigatória porque essas instalações apresentam elevado potencial poluidor, colocando em risco ecossistemas aquáticos e populações humanas. Portanto, a Resolução CONAMA nº 398/2008 impõe essa exigência com base no princípio da prevenção e precaução ambiental, determinando que cada instalação seja tecnicamente preparada para atuar em caso de emergência. Dessa forma, o PEI assegura a existência de uma estrutura operacional e logística previamente definida, reduzindo o tempo de resposta e aumentando a eficácia na contenção de danos ambientais em cenários críticos.
Qual é a relação entre o PEI e o Plano Nacional de Contingência (PNC)?
O PEI é uma ferramenta operacional que deve estar totalmente compatível com o Plano Nacional de Contingência (PNC), instituído pelo Decreto Federal nº 8.127/2013. Enquanto o PEI trata da resposta individualizada e imediata da instalação, o PNC define a estrutura organizacional, os papéis e os protocolos de atuação em casos de acidentes de grandes proporções, envolvendo múltiplos agentes e regiões. Portanto, o PEI precisa considerar os padrões, recursos e procedimentos estabelecidos no PNC para garantir alinhamento e efetividade nas respostas integradas em incidentes de maior escala.
Clique no Link: Critérios para Emissão de Certificados conforme as Normas
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IT 16 – Plano de Emergência Contra Incêndio
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Curso Consciência Ambiental Marinha
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Treinamento Como Elaborar PEI
TREINAMENTO DE APRIMORAMENTO COMO ELABORAR PEI (PLANO DE EMERGÊNCIA INDIVIDUAL) – NÍVEL AVANÇADO – RESOLUÇÃO CONAMA Nº 398, de 11 DE JUNHO DE 2008
Carga Horária: 40 Horas
Módulo 1 – Fundamentos Legais e Normativos do PEI (6 Horas)
Histórico e evolução normativa: da Resolução CONAMA 293/2001 à 398/2008
Análise jurídica do Art. 3º ao Art. 11 da Resolução CONAMA 398/2008
Integração com o Decreto Federal nº 8.127/2013 (Plano Nacional de Contingência – PNC)
Interface com os sistemas de licenciamento ambiental e condicionantes
Módulo 2 – Análise de Risco e Classificação de Instalações (6 Horas)
Identificação de cenários acidentais com óleo e derivados
Critérios para classificação do potencial poluidor da instalação
Metodologias de avaliação de risco (HAZID, Matriz GUT, HRN aplicada ao PEI)
Identificação de áreas sensíveis ambientais e socioeconômicas
Georreferenciamento e mapeamento de vulnerabilidades
Módulo 3 – Estruturação Técnica do PEI (10 Horas)
Conteúdo mínimo obrigatório conforme Anexo II da CONAMA 398
Estrutura lógica do PEI: diagnóstico, estratégia, execução e resposta
Modelos de organograma da equipe de resposta
Inventário de recursos próprios e contratados: compatibilidade com cenários
Procedimentos de mobilização e acionamento de emergência
Checklists, fluxogramas e matrizes de decisão
Módulo 4 – Comunicação, Integração e Atuação Institucional (4 Horas)
Fluxo de comunicação com autoridades ambientais e Capitania dos Portos
Procedimentos para notificação imediata de incidentes
Interação com o Plano Nacional de Contingência e outras instituições públicas
Registro de evidências e comunicação formal: templates oficiais e protocolos
Estratégias de resposta coordenada multi-institucional
Módulo 5 – Implementação Operacional e Simulados (6 Horas)
Planejamento e execução de exercícios simulados (parciais, integrados e gerais)
Critérios de avaliação de eficácia do PEI
Análise de desempenho das equipes de resposta e tempo de mobilização
Requisitos de capacitação, treinamento e reciclagem
Auditoria e revisão periódica do plano
Módulo 6 – Elaboração de Relatório Técnico e Atualizações do PEI (4 Horas)
Diretrizes para elaboração e atualização do relatório técnico de PEI
Inclusão de evidências, registros fotográficos, ART e memorial descritivo
Critérios para revisão do plano conforme mudanças operacionais ou legais
Relacionamento entre PEI, PAE, PCA e Plano de Ação de Emergência
Módulo 7 – Estudos de Caso e Oficina (4 Horas)
Análise de PEIs homologados e auditorias técnicas reais
Diagnóstico de falhas comuns em planos reprovados
Estudo de caso de incidentes ambientais relevantes (Ex: vazamentos em portos e terminais)
Oficina: elaboração orientada de PEI com base em cenário fictício complexo
NOTA:
Ressaltamos que o Conteúdo Programático Normativo Geral do Curso ou Treinamento poderá ser alterado, atualizado, acrescentando ou excluindo itens conforme necessário pela nossa Equipe Multidisciplinar.
É facultado à nossa Equipe Multidisciplinar atualizar, adequar, alterar e/ou excluir itens, bem como a inserção ou exclusão de Normas, Leis, Decretos ou parâmetros técnicos que julgarem aplicáveis, estando relacionados ou não, ficando a Contratante responsável por efetuar os devidos atendimentos no que dispõem as Legislações pertinentes.
Treinamento Como Elaborar PEI



