Nome Técnico: ELABORAÇÃO DE PROJETO PARA-RAIOS SPDA (SISTEMA DE PROTEÇÃO CONTRA DESCARGAS ATMOSFÉRICAS) COM A EMISSÃO DA ART
Referência: 11008
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O Projeto Para-Raios SPDA ( Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas) é um sistema de segurança desenvolvido para proteger edificações e pessoas contra os danos causados por raios e descargas atmosféricas. De fato, este sistema é de extrema importância, especialmente em áreas com maior incidência de raios, oferecendo proteção tanto para a estrutura física quanto para os equipamentos eletrônicos e pessoas.
O projeto estabelece os requisitos para a determinação de proteção contra descargas atmosféricas, fornecendo subsídios para o uso em projetos de proteção contra descargas atmosféricas. Entretanto, a aplicabilidade pode ter restrições, principalmente na proteção da vida humana, quando os efeitos indiretos de descargas atmosféricas forem a base. Assim, o sistema é um conjunto de dispositivos e instalações que têm como objetivo proteger uma construção e seus ocupantes contra os efeitos de descargas elétricas atmosféricas (raios). Em resumo, o SPDA captura a descarga do raio e a direciona de forma segura até o solo, evitando danos materiais ou lesões.
Quais são os tipos de Projeto Para-Raios SPDA?
Existem dois tipos principais de sistemas de para-raios:
Sistema convencional (SPDA tipo 1):
É o mais tradicional e utilizado, pois consiste em uma série de captadores (pontos de captação de raios) instalados no topo da edificação, os quais estão conectados a cabos condutores que conduzem a descarga até um aterramento no solo, por causa de sua eficácia em direcionar a descarga de forma segura.
Sistema de para-raios de proteção avançada (SPDA tipo 2 ou Sistema Franklin):
Esse é mais moderno e utiliza dispositivos como captores e condutores mais eficientes, geralmente com base em novos materiais. Além disso, pode incluir dispositivos de monitoramento e controle eletrônico para maior eficácia.
Qual a norma que regula o Projeto de Para-Raios SPDA?
O Projeto Para-Raios SPDA deve seguir obrigatoriamente as diretrizes da norma NBR 5419, estabelecida pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). Essa norma técnica define todos os critérios e requisitos para o dimensionamento, instalação, inspeção e manutenção de sistemas de proteção contra descargas atmosféricas em edificações.
A NBR 5419 é dividida em quatro partes:
- Parte 1 – Princípios gerais
Apresenta os fundamentos do sistema e a avaliação de risco. - Parte 2 – Gerenciamento de risco
Estabelece métodos de cálculo para definir a necessidade de instalação do SPDA. - Parte 3 – Danos físicos às estruturas
Direcionada à proteção física de edificações e à segurança de pessoas. - Parte 4 – Sistemas elétricos e eletrônicos internos
Trata da proteção de sistemas internos contra surtos causados por raios.
O cumprimento dessa norma é essencial para garantir que o Projeto Para-Raios SPDA atenda aos padrões de segurança exigidos por lei e pelas seguradoras. Além disso, seguir as exigências da NBR 5419 reduz significativamente os riscos de danos estruturais, perdas materiais e acidentes com pessoas em caso de descargas atmosféricas.
Por isso, sempre que for realizar um projeto ou uma atualização no sistema de proteção contra raios, é indispensável contar com um engenheiro qualificado que siga rigorosamente os parâmetros dessa norma.
Por que a instalação de um sistema de para-raios é necessária?
A instalação de um sistema de para-raios é essencial para garantir a segurança de pessoas e edificações contra os efeitos devastadores de raios. De fato, em áreas com alta incidência de raios, a instalação do SPDA é obrigatória por normas e legislações. Raios podem causar incêndios, danos estruturais e até mesmo mortes.

Engenheiro civil e elétrico projetando sistema para-raio.
Quando o Projeto Para-Raios SPDA deve ser realizado?
O engenheiro responsável deve realizar o projeto de para-raios durante a fase de projeto de uma obra, para integrar o sistema de forma eficiente à estrutura da edificação. Além disso, a instalação deve ser feita antes da finalização da construção e pode ser necessária até mesmo em edificações já existentes, caso a necessidade seja identificada.
Onde deve-se instalar um sistema de para-raios?

Descargas elétricas atmosféricas (raios). O SPDA captura a descarga do raio e a direciona de forma segura até o solo.
Como é feita a instalação de um sistema de para-raios?
Profissionais qualificados, como engenheiros eletricistas, devem realizar a instalação do sistema de para-raios. O processo inclui, primeiramente, analisar a edificação para determinar o tipo de sistema mais adequado. Em seguida, projetar a instalação, definindo o número de captores, condutores e sistemas de aterramento. Por fim, executar a instalação dos captores, condutores e aterramento, interligando-os para garantir o caminho seguro da descarga elétrica.
Quais os benefícios e funções do sistema de para-raios?
O SPDA tem como principais funções:
Proteger a edificação e as pessoas contra a descarga elétrica de um raio.
Evitar danos materiais, como incêndios, que a passagem de um raio pode causar.
Proteger sistemas elétricos e eletrônicos dentro da construção, como redes de comunicação e computadores.
Além disso, a instalação do SPDA pode ser um requisito para a obtenção de seguros e certificações de segurança para o imóvel.
Projeto Para-Raios SPDA
Escopo Normativo:
Inspeções e verificações quando pertinentes a ser avaliadas pela nossa Equipe multidisciplinar:
ELABORAÇÃO DE PROJETO PARA-RAIOS SPFA (SISTEMA DE PROTEÇÃO CONTRA DESCARGAS ATMOSFÉRICAS0 COM A EMISSÃO DA ART
Objetivo:
Elaborar um Projeto de Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA) para a edificação, visando garantir a segurança de pessoas, estruturas e equipamentos contra os efeitos de descargas elétricas atmosféricas (raios). O projeto deverá ser desenvolvido conforme as normas técnicas brasileiras, especialmente a NBR 5419 e a NBR 10898, com a emissão da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) do engenheiro responsável.
Justificativa:
A instalação de um sistema de para-raios é fundamental para minimizar os riscos de incêndios, danos materiais e lesões decorrentes de descargas atmosféricas. O SPDA deve ser projetado de acordo com as características da edificação e a localização geográfica, levando em consideração a frequência de raios na região e a altura da construção.
Atividades e Responsabilidades:
O projeto de para-raios envolverá as seguintes etapas e responsabilidades:
Análise da Edificação:
Levantamento e estudo detalhado das características da edificação (tamanho, altura, tipo de material, área de ocupação, etc.).
Verificação das Normas aplicáveis, como a NBR 5419 (proteção contra descargas atmosféricas) e a NBR 10898 (especificações para a instalação de SPDA).
Dimensionamento do Sistema:
Definição do tipo de sistema de para-raios (convencional ou avançado) mais adequado para a edificação.
Cálculo do número de captores, condutores e aterramentos necessários para garantir uma proteção eficaz.
Determinação do tipo de aterramento de acordo com as características do solo e das instalações elétricas.
Desenvolvimento do Projeto:
Elaboração do projeto executivo, incluindo plantas, detalhes de instalação e especificações técnicas.
Identificação e dimensionamento dos componentes do SPDA (captadores, condutores, aterramento, dispositivos de proteção contra surtos).
Emissão da ART:
Emissão da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) do engenheiro eletricista responsável, conforme exigido pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA).
Metodologia:
Fase 1: Levantamento e Análise Preliminar
Coleta de dados sobre a edificação e o ambiente onde será instalado o SPDA.
Análise de risco quanto à ocorrência de descargas atmosféricas na região.
Fase 2: Projetos e Cálculos
Cálculos e dimensionamentos conforme as normas brasileiras para garantir a segurança e a conformidade com as exigências legais.
Desenvolvimento das plantas de instalação, especificação de materiais e dispositivos.
Fase 3: Elaboração do Relatório Final e Emissão da ART
Preparação do relatório técnico com todas as informações do projeto, especificações e cálculos realizados.
Emissão da ART de responsabilidade do engenheiro eletricista, com assinatura e registro no CREA.
Entregáveis:
O projeto será entregue com os seguintes documentos:
Relatório Técnico com a descrição do sistema, cálculos e dimensionamento.
Plantas Executivas do projeto, incluindo layout de captores, condutores e aterramentos.
Memorial Descritivo detalhando os materiais e componentes do sistema de para-raios.
Emissão da ART do engenheiro responsável, com a devida assinatura e registro.
Cronograma e prazo de entrega:
O cronograma de execução será estabelecido conforme a complexidade da edificação.
A previsão de entrega final da ART e do projeto aprovado será de acordo com as etapas detalhadas acima.
Responsáveis:
Responsável Técnico: Engenheiro Eletricista com registro no CREA.
Equipe de Projeto: Profissionais qualificados, incluindo engenheiros, projetistas e assistentes técnicos.
Considerações Finais:
A realização do projeto de para-raios será fundamental para garantir a segurança e a proteção da edificação contra descargas atmosféricas, respeitando as exigências normativas e garantindo a devida responsabilização técnica por meio da emissão da ART. O projeto será realizado com base nas melhores práticas de engenharia e segurança.
Este escopo técnico proporciona uma visão clara do processo de elaboração do projeto de para-raios SPDA, desde a análise preliminar até a emissão da ART, incluindo todas as etapas necessárias para garantir a conformidade e segurança do sistema.
TESTES E ENSAIOS QUANDO PERTINENTES E CONTRATADO:
Testes e ensaios qualitativos e quantitativos são pertinentes para garantir a eficácia e conformidade do Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA). Esses testes são fundamentais para validar a instalação e o funcionamento do sistema, além de garantir que ele esteja em conformidade com as normas e regulamentos estabelecidos.
Testes e Ensaios Qualitativos:
Verificação Visual da Instalação:
Objetivo: Garantir que todos os componentes do sistema (captadores, condutores, aterramento, dispositivos de proteção) estejam corretamente instalados, conforme o projeto.
Pertinência: Fundamental para identificar erros de instalação e garantir que todos os elementos estejam devidamente conectados e posicionados.
Teste de Continuidade Elétrica:
Objetivo: Verificar se não há falhas na continuidade elétrica dos condutores e aterramentos.
Pertinência: Importante para assegurar que a energia da descarga atmosférica seja corretamente conduzida para o solo, sem interrupções.
Teste de Isolamento:
Objetivo: Garantir que os condutores não apresentem curtos-circuitos ou perdas de isolamento.
Pertinência: Ajuda a confirmar que o sistema não oferece risco de falhas que possam comprometer sua eficácia.
Testes e Ensaios Quantitativos:
Teste de Resistência de Aterramento:
Objetivo: Medir a resistência do sistema de aterramento (comumente em ohms) para garantir que ele tenha a capacidade de dispersar a descarga elétrica de forma segura.
Pertinência: A resistência do aterramento deve ser baixa o suficiente para permitir a dissipação segura da carga elétrica do raio. De acordo com a NBR 5419, a resistência de aterramento deve ser inferior a 10 ohms, mas pode variar dependendo do tipo de solo.
Medição da Corrente de Curto-Circuito:
Objetivo: Medir a corrente máxima que o sistema de para-raios consegue suportar sem sofrer danos.
Pertinência: Este teste verifica a capacidade do sistema de lidar com a energia de um raio sem comprometer sua integridade, especialmente em sistemas de para-raios mais avançados.
Ensaios de Eficiência de Captores:
Objetivo: Testar a capacidade dos captadores em captar e direcionar a energia para os condutores.
Pertinência: Garante que o sistema de captação esteja funcionando conforme projetado e que o SPDA será capaz de desviar a descarga elétrica de forma eficaz.
Considerações sobre os Ensaios:
A frequência e os métodos dos ensaios podem variar dependendo da complexidade do projeto e das exigências regulatórias.
Ensaios periódicos devem ser realizados para garantir a manutenção da eficiência do sistema ao longo do tempo.
Portanto, tanto testes qualitativos quanto quantitativos são essenciais para validar a instalação do SPDA e garantir que ele esteja em conformidade com as normas de segurança, proporcionando a devida proteção contra descargas atmosféricas.
OUTROS ELEMENTOS QUANDO CONTRATADOS E PERTINENTES:
Avaliação qualitativa;
Avaliação quantitativa;
Tagueamento de Máquinas e Equipamentos;
RETROFIT – Processo de Modernização;
Manutenções pontuais ou cíclicas.
Verificações quando for pertinentes:
Manual de Instrução de Operação da Máquina ou Equipamento;
Plano de Inspeção e Manutenção da Máquina ou Equipamento seguindo a NR 12;
Relatório Técnico com ART da Máquina ou Equipamento conforme NR 12;
Teste de Carga (com ART) conforme NR 12;
END (Ensaios Não Destrutivos) conforme NR 12;
APR (Análise Preliminar de Risco);
Disposições Finais:
Registro fotográfico;
Registro das Evidências;
Conclusão do PLH;
Proposta de melhorias corretivas;
Emissão da ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) – exceto Laudo Pericial;
Plano de Inspeção e Manutenção do Equipamento é obrigatório conforme previsto na NR 12.
Projeto Para-Raios SPDA



