Nome Técnico: EXECUÇÃO DE INSPEÇÃO TÉCNICA PARA MAPEAMENTO DE RISCOS AMBIENTAIS E ELABORAÇÃO DE RELATÓRIO TÉCNICO COM EMISSÃO DA ART
Referência: 20792
Ministramos Cursos e Treinamentos; Realizamos Traduções e Versões em Idioma Técnico: Português, Inglês, Espanhol, Francês, Italiano, Mandarim, Alemão, Russo, Sueco, Holandês, Hindi, Japonês e outros consulta.
Mapeamento de Riscos Ambientais
O objetivo central do Mapeamento de Riscos Ambientais é identificar, classificar, representar graficamente e compreender os riscos ocupacionais presentes nos ambientes de trabalho, assim, de forma antecipada, estruturada e tecnicamente fundamentada, para subsidiar ações preventivas, corretivas e estratégicas.
Esse mapeamento busca:
Evitar acidentes e doenças ocupacionais antes que ocorram;
Fortalecer o Sistema de Gestão de Saúde e Segurança Ocupacional (SGSSO);
Orientar tecnicamente o PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos) e o PCMSO;
Dar suporte à tomada de decisão de gestores, engenheiros e profissionais de SST;
Aumentar a consciência coletiva sobre os perigos invisíveis no cotidiano operacional.

O risco ambiental revelado áreas degradadas exigem identificação precisa e ações corretivas que partem de um mapeamento técnico e ético.
O que é mapeamento de riscos ambientais e por que ele não pode ser ignorado?
O mapeamento de riscos ambientais é uma metodologia sistemática de identificação, classificação e representação gráfica dos riscos presentes nos ambientes de trabalho. Assim, ele considera agentes físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes, com base em observações técnicas, percepção coletiva e dados normativos.
Além disso, ignorar esse processo é como operar uma máquina no escuro: sem saber onde está o perigo, qualquer passo pode gerar um acidente. Então, o mapeamento não é apenas uma exigência normativa, é uma ferramenta de gestão que protege vidas, reduz custos e fortalece a cultura de segurança.
Momento ideal para realizar o mapeamento de riscos em uma organização
O momento certo é antes que o risco se materialize. Portanto, o mapeamento deve ser feito no início das operações, revisado a cada alteração significativa no processo produtivo, e atualizado periodicamente conforme estabelece em norma.
Recomendações estratégicas:
Implantação de um novo processo ou setor;
Mudanças estruturais ou tecnológicas;
Após ocorrência de acidentes ou quase-acidentes;
Auditorias internas ou externas (ISO, OHSAS, certificações).
Onde os riscos ambientais se manifestam com maior frequência e baixa visibilidade?
Ambientes confinados, áreas de armazenamento químico, laboratórios, linhas de produção e zonas de carga e descarga são os pontos críticos. Além disso, o risco invisível está onde há ausência de monitoramento, como escritórios com iluminação deficiente, ergonomia precária e má ventilação.
Tabela – Exemplos de Riscos por Ambiente:
| Ambiente | Riscos Comuns |
|---|---|
| Indústria metalúrgica | Ruído, vibração, fumos metálicos |
| Escritórios | Postura, iluminação inadequada, estresse |
| Almoxarifado químico | Vapores tóxicos, risco de explosão |
| Câmaras frias | Frio extremo, isolamento térmico falho |

Inspeção técnica em campo etapa fundamental do mapeamento de riscos ambientais com foco em agentes físicos, biológicos e acidentais.
Como é elaborado tecnicamente um mapa de riscos ambientais?
A elaboração de um mapa de riscos ambientais é uma atividade técnica, analítica e estratégica. Então, não se trata de desenhar círculos em um papel, mas sim de representar, com precisão e clareza, os riscos reais que existem em cada setor ou área da empresa. Bem como, o processo exige uma abordagem integrada que combina observação de campo, diálogo com trabalhadores, leitura crítica do ambiente e análise funcional da rotina operacional.
A elaboração técnica do mapa de riscos ambientais envolve:
Levantamento de dados sobre atividades, processos, layout, agentes e número de trabalhadores;
Identificação dos riscos por observação in loco, entrevistas e análise documental;
Classificação dos riscos em físicos (verde), químicos (vermelho), biológicos (marrom), ergonômicos (amarelo) e de acidentes (azul), com intensidade representada por círculos proporcionais;
Representação gráfica sobre o layout da área;
Participação dos trabalhadores na percepção do risco;
Conclusão com relatório técnico e emissão de ART.
Por que a percepção do trabalhador é considerada no mapeamento de riscos?
Porque nenhum sensor substitui a vivência de quem opera o processo todos os dias. Dessa forma, a percepção do trabalhador é uma ferramenta estratégica e sutil, ela revela riscos que não aparecem em manuais, projetos ou instrumentos.
Assim, enquanto o técnico enxerga o ambiente com critérios normativos, o trabalhador sente na pele o que está errado: ruído constante, calor sufocante, iluminação precária, postura forçada, ritmo exaustivo. Então, essa percepção é o elo entre a técnica e a realidade, permitindo identificar riscos emergentes, negligenciados ou mascarados pela rotina.
Diferença entre risco identificado e risco avaliado quantitativamente
A diferença é técnica, estratégica e decisiva.
Risco identificado é aquele percebido por meio de observação direta, entrevistas com trabalhadores ou histórico de incidentes. Portanto, ele é qualitativo, e embora útil para sinalizar perigos, está sujeito a interpretações subjetivas. Exemplo: calor excessivo, ruído alto, cheiro forte, esforço repetitivo. É o “alarme” inicial.
Risco avaliado quantitativamente, por outro lado, é mensurado com instrumentos calibrados, procedimentos normatizados e critérios objetivos. Dessa forma, é quando se aplica metodologia científica para transformar percepção em dado técnico verificável, comparável com limites de tolerância definidos por normas.
Exemplo prático:
| Tipo de Avaliação | Resultado | Valor Técnico |
|---|---|---|
| Identificação | “O ambiente está muito barulhento.” | Percepção subjetiva |
| Avaliação técnica | “Dosimetria indicou 94 dB(A).” | Acima do limite de 85 dB(A) – NR 15 |

Registro técnico em tempo real a coleta de dados é o elo entre observação prática e evidência normativa no processo de mapeamento.
Para que serve o mapeamento de riscos além do cumprimento da norma?
Reduzir o mapeamento de riscos a uma obrigação normativa é limitar sua real potência estratégica. Portanto, embora exigido por regulamentações como a NR 01 e a NR 09, o mapeamento vai muito além do papel burocrático: ele é ferramenta viva de inteligência organizacional.
Quando feito de forma técnica e consciente, o mapeamento transforma o ambiente de trabalho em um organismo transparente, portanto, onde os riscos não se escondem, os dados sustentam decisões, e a prevenção se torna cultura e não improviso.
O mapeamento serve para:
Reduzir passivos trabalhistas;
Priorizar investimentos em segurança com base em evidência;
Sustentar tecnicamente o PGR e o PCMSO;
Fortalecer o SGSSO (Sistema de Gestão de Saúde e Segurança Ocupacional);
Evitar multas, ações judiciais e acidentes graves.
Impacto real de um bom mapa de riscos dentro de uma empresa
Em um ambiente onde decisões erradas custam caro em vidas, imagem e processos judiciais, um bom mapa de riscos não é um luxo técnico, é uma blindagem estratégica.
Assim, mais do que cumprir protocolos, ele funciona como radar operacional, antecipando falhas, orientando investimentos, prevenindo acidentes e fortalecendo a cultura de segurança. Portanto, o impacto não está apenas no que se evita, mas no que se melhora continuamente: produtividade, clima organizacional, credibilidade com auditorias e até performance financeira. Seu impacto direto consiste em:
Redução de acidentes em até 50% em setores com controle posterior;
Diminuição de ações judiciais e autos de infração por ausência de prevenção;
Aumento da produtividade, pois ambientes seguros reduzem afastamentos e desmotivação;
Fortalecimento da cultura de segurança e da imagem institucional.
Leia também: Gerenciamento de riscos ocupacionais | Consultoria investigação passivos ambientais
Mapeamento de Riscos Ambientais
EXECUÇÃO DE INSPEÇÃO TÉCNICA PARA MAPEAMENTO DE RISCOS AMBIENTAIS E ELABORAÇÃO DE RELATÓRIO TÉCNICO COM EMISSÃO DA ART
OBJETIVO GERAL
Executar inspeção técnica com finalidade de mapear, classificar e registrar os riscos ambientais presentes no local de trabalho, conforme princípios estabelecidos pelas Normas Regulamentadoras do MTE, Normas da ABNT e princípios da Avaliação de Riscos Ocupacionais, promovendo a elaboração de relatório técnico conclusivo com emissão de ART (Anotação de Responsabilidade Técnica).
ESCOPO TÉCNICO DA INSPEÇÃO
Etapas Técnicas da Inspeção
Levantamento dos processos de trabalho e rotinas operacionais.
Entrevista com os trabalhadores expostos aos riscos.
Inspeção visual e instrumental do ambiente físico e seus agentes de risco.
Identificação dos instrumentos, ferramentas e substâncias manipuladas.
Análise das condições ergonômicas e organizacionais.
Avaliação de medidas preventivas já implantadas.
Levantamento de dados de saúde ocupacional, acidentes e afastamentos.
Validação de levantamentos ambientais anteriores, quando existentes.
Classificação dos Riscos Ambientais
Os riscos ambientais identificados durante a inspeção técnica são agrupados conforme o tipo de agente causador e representados por cores padronizadas no mapa:
Grupo: Físicos
Agentes: Ruído, calor, frio, radiações ionizantes e não ionizantes, vibração, pressão anormal.
Cor no Mapa: Verde
Grupo: Químicos
Agentes: Gases, vapores, poeiras, névoas, fumos metálicos, substâncias tóxicas ou corrosivas.
Cor no Mapa: Vermelho
Grupo: Biológicos
Agentes: Vírus, bactérias, fungos, parasitas, protozoários, agentes infecciosos em geral.
Cor no Mapa: Marrom
Grupo: Ergonômicos
Agentes: Postura inadequada, esforço físico intenso, levantamento e transporte de cargas, repetitividade de movimentos, ritmo excessivo, jornada prolongada.
Cor no Mapa: Amarelo
Grupo: Acidentes (Mecânicos/Organizacionais)
Agentes: Máquinas e equipamentos sem proteção, ferramentas inadequadas, instalações elétricas expostas, sinalização ausente, arranjo físico deficiente.
Cor no Mapa: Azul
Categorização da Gravidade
Círculo com proporção 4 → Risco Grande
Círculo com proporção 2 → Risco Médio
Círculo com proporção 1 → Risco Pequeno
RESULTADO FINAL – RELATÓRIO TÉCNICO COM ART
O produto final da inspeção será um relatório técnico minucioso contendo:
Descrição detalhada dos riscos identificados;
Layout mapeado com representação gráfica dos riscos;
Especificação dos agentes causadores e número de trabalhadores expostos;
Análise crítica das medidas preventivas existentes;
Conclusões técnicas com recomendações para controle e mitigação;
Anexos com registros fotográficos e croquis;
Emissão de ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) vinculada ao profissional habilitado.
DIFERENCIAIS METODOLÓGICOS
Aplicação da percepção de risco dos trabalhadores na escala de gravidade.
Avaliação integrada com indicadores de saúde coletiva e absenteísmo.
Interface com o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) e PCMSO.
Técnica baseada em conscientização operacional e visão sistêmica.
Abordagem com base na consciência primordial sutil: percepção além do visível, conectando o risco ao comportamento, estrutura e cultura do ambiente.
TESTES, ENSAIOS E AVALIAÇÃO QUANTITATIVA QUANDO PERTINENTES E CONTRATADOS:
A simples observação dos ambientes e processos, ainda que fundamentada na experiência, não substitui a precisão dos dados obtidos por métodos objetivos. A efetiva caracterização dos riscos ambientais exige mais do que identificar sinais visuais ou ouvir relatos de trabalhadores, requer dados mensuráveis, reproduzíveis e normatizados.
TESTES:
Definição: Ações pontuais e operacionais realizadas para verificar, confirmar ou medir o funcionamento, presença ou eficiência de determinado risco, controle ou condição ambiental.
Exemplos aplicáveis ao mapeamento de riscos:
Testes de vedação em sistemas de exaustão química (fumos e vapores);
Teste de carga térmica em ambientes confinados;
Testes rápidos de contaminação biológica em superfícies (swab test).
ENSAIOS:
Definição: Procedimentos normatizados, com metodologia definida, que medem ou identificam propriedades físicas, químicas ou biológicas de um agente ou condição ambiental.
Exemplos relevantes:
Ensaio de dosimetria de ruído ocupacional (NR 15, Anexo I);
Ensaio de medição de IBUTG (Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo);
Ensaio de amostragem de agentes químicos no ar (com bomba de amostragem e tubo adsorvente);
Ensaio microbiológico em HVAC (ambientes climatizados) – segundo RE nº 9 da ANVISA e ISO 14644.
AVALIAÇÕES QUANTITATIVAS
Definição: Levantamento numérico baseado em dados instrumentais, utilizado para comparar o nível de exposição real com os limites de tolerância definidos em normas técnicas e legais.
Aplicações no mapeamento de riscos:
Medição de vibração de corpo inteiro e mãos/braços (ISO 5349 / ISO 2631);
Aferição de iluminação artificial (luximetria) – conforme NBR ISO/CIE 8995-1;
Análise da concentração de vapores orgânicos ou poeiras respiráveis;
Medição de temperatura e umidade relativa em áreas de calor excessivo.
NOTA:
É facultado à nossa Equipe Multidisciplinar a inserção de normas, leis, decretos ou parâmetros técnicos que julgarem aplicáveis, sendo relacionados ou não ao escopo de serviço negociado, ficando a Contratante responsável por efetuar os devidos atendimentos no que dispõem as legislações, conforme estabelecido nas mesmas.
Mapeamento de Riscos Ambientais


