Nome Técnico: EXECUÇÃO DE INSPEÇÃO TÉCNICA, TESTES, ENSAIOS E AVALIAÇÃO QUANTITATIVA PARA ELABORAÇÃO DE MAPEAMENTO DE ÁREAS CLASSIFICADAS, ATMOSFERAS EXPLOSIVAS – NBR IEC 60079-10:1 – ATMOSFERAS EXPLOSIVAS – PARTE 10-1: CLASSIFICAÇÃO DE ÁREAS – ATMOSFERAS EXPLOSIVAS DE GÁS, ELABORAÇÃO DO RELATÓRIO TÉCNICO COM EMISSÃO DA ART
Referência: 822
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Laudo Áreas Classificadas
O objetivo do laudo de áreas classificadas é registrar de forma técnica e oficial a análise dos ambientes onde existe a possibilidade de formação de atmosferas explosivas, seja por gases, vapores, poeiras ou fibras combustíveis. Desse modo, esse documento traduz o mapeamento das zonas de risco em informações claras e normativamente embasadas, servindo como referência para a escolha de equipamentos adequados, para o planejamento de manutenções e para a adoção de medidas preventivas que assegurem a integridade de pessoas, instalações e processos.
Além da função técnica, o laudo possui um caráter jurídico e estratégico, pois comprova que a empresa está em conformidade com as normas aplicáveis, garantindo rastreabilidade e responsabilidade profissional por meio da emissão da ART. Assim, ele não apenas atende às exigências legais, mas também protege gestores e organizações contra riscos operacionais, passivos trabalhistas e danos à imagem institucional.

Medição atmosférica e verificação de gases inflamáveis e tóxicos para definição de limites de explosividade.
O que são Áreas Classificadas?
Áreas classificadas são atmosferas explosivas ou inflamáveis por conta da presença de gases, vapores, poeiras ou fibras, sendo divididas em zonas. Podem apresentar riscos de explosão independentemente das condições de uso.
Quando uma planta deve realizar o mapeamento de áreas classificadas?
O mapeamento deve ser feito já na fase de projeto da instalação, para garantir que os sistemas de ventilação, aterramento e seleção de equipamentos sejam adequados. Porém, não se limita a esse momento inicial: sempre que houver mudanças de layout, instalação de novos equipamentos, substituição de substâncias ou alterações significativas no processo produtivo, a classificação precisa ser revista.
Essa periodicidade é crítica porque, em muitos casos, mudanças aparentemente simples, como a instalação de uma válvula, o fechamento de uma parede ou a redução da ventilação, podem alterar a extensão das zonas explosivas. Portanto, os profissionais devem tratar o mapeamento como um processo contínuo de gestão de risco, e não apenas como uma formalidade inicial.
Como diferenciar Zona 0, 1 e 2 em atmosferas de gás?
A classificação por zonas estabelece o grau de exposição ao risco e orienta o tipo de equipamento que pode ser instalado no local. Portanto, esse critério padroniza a proteção em nível internacional e garante que sistemas de segurança sejam dimensionados corretamente.
Zona 0:
Presença contínua ou de longa duração de gás/vapor inflamável.
Zona 1:
Presença ocasional em condições normais de operação.
Zona 2:
Presença improvável, ocorrendo apenas por curtos períodos.

Engenheiro em inspeção de áreas potencialmente explosivas, avaliando distâncias, ventilação e fontes de ignição conforme critérios da NBR IEC 60079.
Testes aplicáveis
| Teste | Objetivo | Aplicação |
|---|---|---|
| Detecção de gases e vapores | Identificar concentrações próximas ao LIE/LSE. | Uso de detectores multigás em campo. |
| Medição de poeiras combustíveis | Avaliar risco de explosividade por partículas. | Amostragem em silos e áreas de acúmulo. |
| Aterramento e continuidade elétrica | Garantir dissipação de cargas. | Medição da resistência de aterramento. |
| Avaliação eletrostática | Verificar risco de descargas. | Ensaios em superfícies, pisos e EPI. |
| Ventilação | Confirmar diluição de gases/poeiras. | Cálculo e medição da taxa de renovação. |
Por que falhas em áreas classificadas são tão perigosas?
A razão é simples: a energia mínima para ignição em atmosferas explosivas pode ser extremamente baixa. Portanto, uma descarga eletrostática gerada pelo corpo humano, uma superfície aquecida acima do ponto de autoignição ou até mesmo uma centelha acidental de um equipamento inadequado já são suficientes para causar explosões de grande impacto.
Essas falhas não apenas ameaçam vidas, mas podem comprometer a reputação e a viabilidade de uma empresa. Desse modo, o histórico industrial revela acidentes devastadores, como explosões em silos de grãos e refinarias, que a correta classificação e a manutenção preventiva poderiam ter evitado.
O que caracteriza uma área como classificada?
Os profissionais definem as áreas classificadas com base na possibilidade de formação de atmosferas explosivas, geradas quando substâncias inflamáveis se misturam ao ar em condições propícias de ignição. Assim, essa definição precisa permite aplicar medidas técnicas adequadas e garantir a integridade das instalações e dos trabalhadores.
Presença real ou potencial de gases, vapores, névoas, poeiras ou fibras combustíveis.
Ocorrência durante operações normais ou situações anormais previsíveis.
Condições ambientais que favorecem acúmulo e ignição.

Reunião de engenharia para elaboração do Laudo de Áreas Classificadas cruzamento de plantas, zonas e classificação de risco conforme ABNT NBR IEC 60079-10.
Importância da ventilação em áreas classificadas
A ventilação é um dos fatores mais determinantes na definição de risco em atmosferas explosivas. Um ambiente mal ventilado pode transformar pequenas emissões em atmosferas inflamáveis persistentes. Por outro lado, uma ventilação eficiente dilui rapidamente gases ou poeiras, reduzindo a gravidade do risco.
Tecnicamente, a ventilação pode até modificar a classificação da zona. Assim, a eficaz renovação de ar reduz a frequência de exposição ao risco e reclassifica o ponto de zona 1 para zona 2. Isso mostra que a ventilação é, ao mesmo tempo, uma barreira de proteção e uma ferramenta de redução de custos, já que impacta diretamente no tipo de equipamento Ex que será necessário.
Laudo de Áreas Classificadas
EXECUÇÃO DE INSPEÇÃO TÉCNICA, TESTES, ENSAIOS E AVALIAÇÃO QUANTITATIVA PARA ELABORAÇÃO DE MAPEAMENTO DE ÁREAS CLASSIFICADAS, ATMOSFERAS EXPLOSIVAS – NBR IEC 60079-10:1 – ATMOSFERAS EXPLOSIVAS – PARTE 10-1: CLASSIFICAÇÃO DE ÁREAS – ATMOSFERAS EXPLOSIVAS DE GÁS, ELABORAÇÃO DO RELATÓRIO TÉCNICO COM EMISSÃO DA ART
OBJETIVO DO SERVIÇO
Estabelecer as diretrizes técnicas e normativas para a execução da inspeção técnica, classificação e mapeamento de áreas com potencial de atmosferas explosivas, abrangendo gases, vapores, poeiras e fibras combustíveis, com elaboração de relatório técnico conclusivo e emissão da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART).
ETAPAS DO SERVIÇO
Análise Inicial
Avaliação da capacitação dos profissionais envolvidos (treinamentos, habilitação e certificações).
Levantamento da documentação existente (projetos, manuais de operação, relatórios anteriores).
Análise da manutenção e histórico de montagem de equipamentos, com ênfase em registros de inspeção.
Caracterização Técnica
Identificação das características físico-químicas dos produtos manipulados.
Estudo dos limites de energia e temperatura aplicáveis.
Avaliação do nível de eletrostática e de fontes potenciais de ignição.
Análise de materiais e equipamentos elétricos e de instrumentação em uso.
Levantamento de Riscos
Identificação de pontos críticos da instalação.
Levantamento das situações de riscos potenciais.
Averiguação de poeiras combustíveis e condições de acúmulo.
Revisão de fontes de liberação, taxas de liberação e graus de ventilação.
Classificação e Mapeamento
Aplicação dos procedimentos de classificação de áreas para gases e poeiras explosivas.
Determinação da influência do grau e disponibilidade da ventilação.
Definição dos zoneamentos (0, 1, 2 para gases; 20, 21, 22 para poeiras).
Estabelecimento da extensão das zonas e limites de explosividade.
Definição das áreas classificadas por gases, vapores, fibras e poeiras.
Elaboração do mapeamento das áreas classificadas.
Inspeções Complementares
Inspeção de sistemas elétricos e de instrumentação.
Verificação do grau de proteção dos equipamentos (IP, Ex d, Ex e, Ex i, etc.).
Avaliação do nível de proteção de equipamentos – EPL.
Conferência da especificação de prensa-cabos e métodos de instalação.
Avaliação do grau de conformidade da área com normas técnicas e legais.
Avaliações Técnicas
Qualitativa: análise descritiva dos riscos e conformidades.
Quantitativa: medições, cálculos e limites técnicos.
Registro fotográfico de evidências.
Conclusão do PLH (Plano de Levantamento de Hazard).
Melhorias e Tratamentos
Propostas de melhorias corretivas e/ou preventivas.
Indicação de retrofit e modernização em pontos críticos.
Definição de manutenções pontuais ou cíclicas.
Tagueamento de máquinas e equipamentos para rastreabilidade.
VERIFICAÇÕES COMPLEMENTARES (QUANDO APLICÁVEIS)
Manual de operação do equipamento.
Plano de inspeção e manutenção conforme NR 12.
Relatórios técnicos e testes de carga com emissão de ART.
Ensaios não destrutivos (END) aplicáveis.
Elaboração de APR (Análise Preliminar de Riscos).
DISPOSIÇÕES FINAIS
Registro fotográfico consolidado.
Consolidação das evidências técnicas.
Conclusão do PLH com parecer final.
Proposta de melhorias corretivas e preventivas.
Elaboração e entrega do Relatório Técnico Conclusivo.
Emissão da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) e/ou Certificação de Responsabilidade Técnica (CRT).
TESTES, ENSAIOS E AVALIAÇÃO QUANTITATIVA QUANDO PERTINENTES E CONTRATADOS:
Medições de Gases e Vapores Inflamáveis
Utilização de detector multigás com registro de concentração em ppm (% volume).
Comparação com limites inferiores e superiores de explosividade (LIE e LSE).
Medições de Poeiras Combustíveis
Amostragem de partículas suspensas e deposição em superfícies.
Avaliação de concentração em g/m³ para comparação com limites de explosividade (MEC – Minimum Explosible Concentration).
Ensaios de Eficácia da Ventilação
Medição da taxa de renovação de ar (m³/h).
Avaliação do gradiente de concentração em diferentes pontos do ambiente.
Medições Elétricas e de Continuidade
Ensaios de resistência ôhmica de aterramento.
Verificação de continuidade de equipotencialização em áreas classificadas.
Avaliação de Energia Eletrostática
Ensaios de carga e descarga eletrostática em pisos, vestimentas e equipamentos.
Comparação com limites de ignição estabelecidos em normas internacionais.
Verificação de Graus de Proteção (IP e Ex)
Ensaios pontuais de integridade de invólucros e prensa-cabos.
Checagem da conformidade com níveis de proteção EPL (Equipment Protection Level).
AVALIAÇÕES QUANTITATIVAS
Taxa de Liberação de Gases/Vapores → cálculo em função de pressão, volume e características físico-químicas do produto.
Extensão das Zonas de Risco → uso de equações da NBR IEC 60079-10-1 para definir raio de alcance da atmosfera explosiva.
Limites de Explosividade → confrontar medições com LIE/LSE de gases, vapores e poeiras.
Classificação de Zona (0, 1, 2 / 20, 21, 22) → baseada em cálculos de frequência de ocorrência + eficácia da ventilação.
NOTA:
Ressaltamos que o Conteúdo Programático Normativo Geral do Curso ou Treinamento poderá ser alterado, atualizado, acrescentando ou excluindo itens conforme necessário pela nossa Equipe Multidisciplinar. É facultado à nossa Equipe Multidisciplinar atualizar, adequar, alterar e/ou excluir itens, bem como a inserção ou exclusão de Normas, Leis, Decretos ou parâmetros técnicos que julgarem aplicáveis, estando relacionados ou não, ficando a Contratante responsável por efetuar os devidos atendimentos no que dispõem as Legislações pertinentes.
Laudo de Áreas Classificadas



