Nome Técnico: EXECUÇÃO DE INSPEÇÃO TÉCNICA PARA ELABORAÇÃO DO ESTUDO TÉCNICO DE EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL AO CALOR COM EMISSÃO DA ART
Referência: 116199
Ministramos Cursos e Treinamentos; Realizamos Traduções e Versões em Idioma Técnico: Português, Inglês, Espanhol, Francês, Italiano, Mandarim, Alemão, Russo, Sueco, Holandês, Hindi, Japonês e outros consultar.
Estudo de Exposição ao Calor
O Estudo Técnico de Exposição Ocupacional ao Calor tem como objetivo principal identificar, quantificar e classificar o risco térmico a que os trabalhadores estão submetidos, utilizando metodologias reconhecidas como o Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo (IBUTG). Com base em normas, assim como a NR 15 – Anexo 3 e a NHO-06 da Fundacentro, o estudo define se a exposição ultrapassa os limites de tolerância, calcula a taxa metabólica das atividades e propõe medidas técnicas, administrativas e individuais de controle. Dessa forma, a emissão da ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) garante validade legal e respaldo profissional para auditorias, fiscalizações e ações judiciais.
Além disso, é mais do que uma exigência legal, o estudo é uma ferramenta estratégica que transforma dados ambientais em decisões operacionais seguras e preventivas. Sendo assim, ele permite à empresa antecipar riscos, evitar adoecimentos por calor, reduzir perdas produtivas e afastar passivos trabalhistas. Em ambientes internos ou externos, a análise precisa das condições térmicas protege vidas, otimiza processos e reforça a credibilidade institucional diante de órgãos reguladores e contratantes.

O trabalho sob radiação solar intensa exige avaliação térmica detalhada, considerando insolação, refletância e tempo de exposição, conforme critérios da NHO-06 e NR 15 – Anexo 3.
Profissões mais expostas ao risco térmico no Brasil
Diversas atividades profissionais no Brasil expõem os trabalhadores a altos níveis de carga térmica, seja por fontes naturais ou artificiais de calor. Essas ocupações exigem atenção redobrada, pois o risco térmico nem sempre é visível, mas seus efeitos são cumulativos e potencialmente graves.
As profissões com maior exposição incluem:
Trabalhadores da construção civil, especialmente em coberturas, lajes e alvenarias externas;
Operadores de fornos e caldeiras;
Soldadores, fundidores e metalúrgicos;
Trabalhadores rurais sob sol intenso;
Profissionais de limpeza urbana, varrição, coleta e manutenção de áreas externas;
Cozinheiros industriais, padeiros e açougueiros.
Sem avaliação técnica adequada, essas categorias permanecem expostas a um risco invisível, que gera afastamentos, queda de produtividade e impacto financeiro direto nas organizações.
O que caracteriza a exposição ocupacional ao calor?
A exposição ocupacional ao calor ocorre quando o ambiente de trabalho impõe uma carga térmica significativa ao organismo do trabalhador, resultado direto da interação entre fatores ambientais, assim como temperatura, umidade, radiação térmica e ventilação e fatores fisiológicos, como esforço físico, vestimentas e metabolismo das tarefas executadas.
Além disso, para caracterizar tecnicamente essa exposição, o profissional deve aplicar o Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo (IBUTG), conforme os critérios rigorosos da NHO-06 da Fundacentro. Quando o valor obtido ultrapassa os limites definidos na NR 15 – Anexo 3, o risco torna-se concreto: afeta não apenas a saúde do trabalhador, mas também seu desempenho cognitivo, reflexo e segurança operacional. A avaliação, portanto, exige mais que percepção, requer instrumentação adequada, método normativo e responsabilidade técnica inequívoca.
Como o IBUTG é calculado e por que ele é tão relevante?
O IBUTG é o principal índice utilizado para quantificar o estresse térmico no trabalho. Ele resulta da equação ponderada entre três variáveis: temperatura de globo (Tg), bulbo seco (Tbs) e bulbo úmido natural (Tbn). As fórmulas variam conforme o ambiente avaliado:
| Ambiente | Fórmula IBUTG |
|---|---|
| Interno | IBUTG = 0,7 Tbn + 0,3 Tg |
| Externo com sol | IBUTG = 0,7 Tbn + 0,2 Tg + 0,1 Tbs |
Esse índice é comparado aos limites de exposição da NR 15, considerando o tempo de exposição e a taxa metabólica da tarefa. É a única forma aceita tecnicamente para definir insalubridade por calor.

Ambientes industriais com fornos e metais fundidos expõem o trabalhador a calor radiante intenso e exigem avaliação técnica pelo IBUTG com emissão de ART.
Onde devem ser posicionados os sensores para medição do IBUTG?
Para garantir a precisão da medição do IBUTG, o técnico deve posicionar os sensores à altura do sistema respiratório do trabalhador, geralmente entre 1,1 m e 1,5 m, conforme orienta a NHO-06 da Fundacentro. A instalação deve ocorrer no centro geométrico da zona de exposição térmica, em local representativo da atividade exercida.
Durante a montagem, é fundamental evitar correntes de ar forçadas, áreas sombreadas artificialmente e superfícies refletivas próximas, que possam comprometer os resultados. Além disso, o técnico precisa respeitar o tempo de estabilização térmica dos sensores e aplicar o método adequado ao tipo de ambiente, seja interno, externo com radiação solar direta ou indireta. A confiabilidade da medição depende diretamente desses cuidados.
Medidas adotadas após a identificação do risco por calor
Com base no grau de risco identificado, o profissional pode recomendar:
Engenharia: instalação de exaustores, climatizadores evaporativos, isolamento térmico de máquinas;
Organizacionais: pausas térmicas, rodízio de funções, ajuste de jornada para horários mais amenos;
Individuais: EPIs específicos, roupas de resfriamento, barreiras térmicas, hidratação assistida.
A escolha das medidas depende da viabilidade técnica, da gravidade da exposição e do impacto no processo produtivo. Portanto, o objetivo final é proteger o trabalhador sem comprometer a operação.
Quando é obrigatório realizar o Estudo Técnico de Exposição ao Calor?
A obrigatoriedade surge sempre que há potencial exposição a calor excessivo no ambiente laboral, seja por fontes naturais (sol, ar quente) ou artificiais (fornos, motores, máquinas térmicas). Ambientes como galpões industriais, cozinhas industriais, estufas, obras civis externas e áreas confinadas com baixa ventilação são alvos prioritários.
Além disso, o estudo é exigido quando houver sinais clínicos de desconforto térmico, queixas recorrentes de calor extremo, mudanças em processos produtivos ou durante auditorias que envolvam o PGR ou avaliação de insalubridade. Ignorar esse levantamento é abrir brecha para passivos trabalhistas e responsabilização técnica.

Trabalho em altura com soldagem metálica exige controle rigoroso do risco térmico gerado pela radiação e pela atividade de alta taxa metabólica.
Para que serve o Estudo de Exposição ao Calor em auditorias e perícias?
Serve como documento técnico oficial, com validade normativa e jurídica, que comprova que a empresa reconhece, avalia e gerencia o risco térmico. Em auditorias de certificação (ISO 45001, por exemplo) ou perícias judiciais trabalhistas, o estudo comprova a adoção de medidas preventivas e pode evitar condenações por insalubridade indevida.
Além disso, o estudo subsidia ações do SESMT, decisões do PGR e medidas coletivas de prevenção. Ele protege tanto a empresa quanto o trabalhador, juridicamente, financeiramente e fisicamente.
Estudo de Exposição ao Calor
EXECUÇÃO DE INSPEÇÃO TÉCNICA PARA ELABORAÇÃO DO ESTUDO TÉCNICO DE EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL AO CALOR COM EMISSÃO DA ART
OBJETIVO TÉCNICO-GERAL
Estabelecer os parâmetros normativos, metodológicos e operacionais para a Execução de Inspeção Técnica de Exposição Ocupacional ao Calor, com foco na quantificação objetiva do risco térmico, caracterização do fator de risco, definição de grupos homogêneos de exposição (GHE) e proposição de medidas corretivas e preventivas, com emissão da respectiva ART (Anotação de Responsabilidade Técnica).
DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO TÉCNICO
Fase Inicial – Reconhecimento e Planejamento
Análise documental preliminar: planta do ambiente, descrição das tarefas, FISPQ de EPIs, ficha técnica de climatizadores ou exaustores (quando aplicável);
Reconhecimento de campo para caracterização física, climática, operacional e organizacional;
Identificação de fontes de calor diretas e indiretas: radiação solar, superfícies quentes, processos industriais, entre outras;
Definição dos Grupos Homogêneos de Exposição (GHE), conforme similaridade de tarefa, jornada, postura e taxa metabólica;
Elaboração do plano de medição conforme matriz de criticidade térmica.
Fase de Preparação Instrumental
Seleção e calibração de instrumentos normativos, com evidência documental (Certificado de Calibração Rastreável RBC);
Montagem e fixação dos sensores térmicos em tripés:
Termômetro de globo (Tg)
Termômetro de bulbo seco (Tbs)
Termômetro de bulbo úmido natural (Tbn)
Respeito à altura padrão do operador (1,1 a 1,5 m) e à posição relativa ao corpo e à fonte de calor, conforme NHO-06;
Verificação dos níveis de refletância superficial e índice de insolação do ambiente (sombreamento natural ou artificial).
Fase de Execução da Medição Técnica
Coleta de dados durante atividades representativas de exposição com registros intervalares e contínuos (ciclos de 60 minutos);
Cálculo preciso do Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo (IBUTG) em tempo real;
Determinação da taxa metabólica por tarefa, conforme tabela de referência NHO-06 e validação com observação direta;
Avaliação dos limites de exposição segundo tempo efetivo de trabalho (TE) versus tempo total (TT);
Análise luminotécnica complementar, quando o ofuscamento ou iluminação interferem no conforto térmico;
Leitura e registro digital com backup normativo dos dados brutos e processados.
TRATAMENTO DOS DADOS E ANÁLISE DE RISCO
A interpretação técnica dos resultados seguirá os seguintes critérios:
Determinação do nível de exposição ocupacional (exposição real x limite de tolerância);
Avaliação dos níveis de risco: exposição, probabilidade, severidade e vulnerabilidade fisiológica;
Aplicação de modelo qualitativo e quantitativo para classificação do risco térmico;
Avaliação crítica da eficácia de medidas existentes (ventilação, EPI, pausas térmicas, barreiras térmicas);
Identificação de riscos associados secundários: desidratação, exaustão térmica, queda de produtividade, acidentes por fadiga.
PROPOSIÇÃO DE AÇÕES CORRETIVAS E PREVENTIVAS
Com base na análise técnica, serão propostas:
Medidas de engenharia: sistemas de ventilação, isolamento de fontes de calor, resfriadores evaporativos;
Medidas administrativas: rodízio de funções, pausas térmicas programadas, alteração de jornadas;
Medidas de proteção individual: avaliação da adequação dos EPIs térmicos e orientações de uso contínuo;
Planos de controle ambiental e ocupacional, integrados ao Inventário de Riscos do PGR, quando aplicável.
ELABORAÇÃO DO ESTUDO TÉCNICO E EMISSÃO DE ART
O estudo técnico final conterá:
Sumário executivo com avaliação da conformidade normativa;
Dados tabelados, gráficos de IBUTG, taxas metabólicas e limites de exposição;
Registro fotográfico dos ambientes e das medições;
Recomendações técnicas objetivas, com plano de ações mitigadoras hierarquizado;
Emissão de ART com responsabilidade técnica integral, firmada por profissional legalmente habilitado.
DIFERENCIAL ESTRATÉGICO
Este escopo integra a dimensão técnica com consciência estratégica. A exposição ao calor, além do impacto fisiológico, compromete decisões, reflexos, produtividade e segurança sistêmica. O laudo técnico deve orientar não só a adequação legal, mas a inteligência organizacional de proteção à vida e sustentabilidade operacional.
NOTA:
É facultado à nossa Equipe Multidisciplinar a inserção de normas, leis, decretos ou parâmetros técnicos que julgarem aplicáveis, sendo relacionados ou não ao escopo de serviço negociado, ficando a Contratante responsável por efetuar os devidos atendimentos no que dispõem as legislações, conforme estabelecido nas mesmas.
Estudo de Exposição ao Calor



