Nome Técnico: CURSO CAPACITAÇÃO SEGURANÇA NA OPERAÇÃO DE SOLDA OXIGÊNIO ACETILENO (OXIACETILENO) – NR-18 E NR-12
Referência: 11545
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Curso Solda Acetileno
O objetivo do Curso de Capacitação em Segurança na Operação de Solda Acetileno (Oxiacetileno) é preparar o profissional para atuar com total domínio técnico e responsabilidade legal nas atividades que envolvem gases inflamáveis, altas temperaturas e risco de explosão. O treinamento desenvolve competências para operar maçaricos, reguladores, válvulas e sistemas de gás com segurança, interpretando corretamente as exigências das normas NR-12, NR-18, além das normas ABNT específicas.
Ainda que o curso também visa promover consciência preventiva e comportamental, capacitando o operador a reconhecer situações de risco, adotar medidas de controle e agir adequadamente em emergências. Ao concluir o treinamento, o participante estará apto a aplicar práticas seguras em soldagem, corte e brasagem, contribuindo para a integridade física própria, a segurança coletiva e a conformidade jurídica da empresa perante auditorias, fiscalizações e responsabilidades civis.

O profissional conduz o processo de fusão sob ventilação adequada, mantendo distância segura de materiais inflamáveis conforme exigem as NR-18 e NR-20.
Curso Solda Acetileno: O que é Solda Oxiacetileno?
A solda oxiacetilênica é um processo de união de metais que utiliza a combustão do gás acetileno (C₂H₂) com oxigênio (O₂), produzindo uma chama extremamente quente com temperatura que pode ultrapassar 3.200 °C. Essa chama é direcionada sobre as peças metálicas, fundindo suas superfícies e permitindo a união controlada por meio de adição ou não de material de enchimento. Trata-se de um método versátil, portátil e preciso, amplamente usado em reparos, montagens, corte e brasagem de estruturas metálicas.
O diferencial da solda oxiacetilênica está no controle manual absoluto do operador, que ajusta a intensidade e o tipo de chama neutra, carburante ou oxidante conforme o metal, a espessura e a finalidade do trabalho. Além disso, por não depender de energia elétrica, o processo se torna ideal para ambientes externos, locais remotos ou situações de manutenção emergencial, onde a autonomia operacional é essencial. Por esse motivo, a técnica se destaca em setores que exigem mobilidade e precisão. Consequentemente, essa característica amplia significativamente a aplicabilidade do método em diversos segmentos industriais, tanto em manutenção quanto em montagem.
Quando o Operador Deve Realizar Inspeções Preventivas no Sistema de Gases?
Antes de cada turno de trabalho:
O operador deve realizar uma verificação visual diária nas mangueiras, válvulas e conexões, observando rachaduras, deformações ou vazamentos. Assim cuidado inicial é fundamental para garantir a estanqueidade do sistema e evitar acidentes logo no início da operação.
Semanalmente:
Deve ser feito o teste de estanqueidade com solução detectora de vazamento (água e sabão neutro), aplicando nas conexões para identificar possíveis microvazamentos. Qualquer anormalidade deve ser registrada e corrigida antes do uso do maçarico.
Trimestralmente:
O sistema completo incluindo reguladores, corta-chamas e cilindros, deve passar por inspeção técnica conduzida por profissional habilitado, com emissão de ART e registro formal de manutenção conforme NR-12 e ABNT NBR ISO 5172.
Após incidentes ou quedas de equipamentos:
Sempre que ocorrer impacto, superaquecimento ou retrocesso de chama, o operador deve interromper o uso e solicitar avaliação imediata de segurança.

Durante o trabalho, o operador verifica vazamentos e estanqueidade dos equipamentos de gás conforme o curso solda acetileno ensina, prevenindo retrocessos de chama.
O Que Caracteriza a “Culpa In Vigilando” do Empregador?
A “culpa in vigilando” ocorre quando o empregador falha em fiscalizar as atividades mesmo após realizar treinamentos e orientações de segurança.
Embora tenha instruído o trabalhador, o empregador não acompanhou a aplicação prática das medidas seguras no dia a dia.
Essa omissão caracteriza falha na vigilância preventiva e demonstra ausência de controle contínuo sobre o cumprimento das normas.
Inspeções de rotina, auditorias internas e supervisão direta precisam ocorrer de forma constante e documentada.
A falta de registros de inspeção, ARTs, relatórios de PGR, APR e fichas de EPI indica negligência administrativa.
Mesmo que o acidente resulte de ato inseguro do empregado, a empresa continua responsável pela fiscalização insuficiente.
Em processos trabalhistas e civis, a Justiça exige provas documentais da vigilância efetiva, e não apenas o cumprimento formal das obrigações.
O Que Diferencia a Soldagem Oxiacetilênica de Outros Processos Térmicos?
| Aspecto | Oxiacetilênica | Outros (MIG/TIG/Arco) |
|---|---|---|
| Energia | Combustão C₂H₂+O₂ | Corrente elétrica |
| Temperatura | ~3.200 °C | 4.000–20.000 °C |
| Mobilidade | Alta, sem tomada | Limitada, exige rede |
| Controle | Manual/sensível | Eletrônico/automático |
| Custo | Baixo, simples | Alto, calibração |
| Risco | Gás/explosão | Choque/radiação |
| Uso | Reparos/manutenção | Produção/estrutural |
Como Reconhecer o Ponto Ideal da Chama Neutra Durante o Trabalho?
O operador identifica o ponto ideal da chama neutra ao ajustar corretamente a proporção entre oxigênio e acetileno.
Essa regulagem forma um cone azul-claro bem definido e sem fuligem, com borda quase invisível. Nessa condição, a chama mantém ruído suave, estabilidade constante e ausência de vibração.
Esses sinais indicam que a combustão está completa e que a temperatura chega a aproximadamente 3.200 °C.
A chama neutra funde os metais de forma limpa, controlada e sem oxidação, garantindo soldas resistentes e uniformes.
O domínio dessa chama exige treinamento sensorial e técnico.
O operador aprende a ajustar manômetros e válvulas para equilibrar o fluxo de gases.
Durante o processo, ele observa a cor, o som e o comportamento da chama para manter o equilíbrio térmico.
Qualquer variação, assim como o excesso de oxigênio altera a estrutura da chama e pode gerar oxidação, porosidade ou falhas na fusão.
O ponto neutro representa mais que uma condição física: é um estado de precisão, controle e consciência operacional.
Nele, a harmonia entre fogo e metal expressa o domínio total do operador sobre o processo.

A postura correta reduz fadiga e amplia a precisão da solda, atendendo aos princípios ergonômicos da NR-17 aprendida no Curso Solda Acetileno.
Importância do Curso Solda Oxigênio Acetileno
O Curso de Capacitação em Segurança na Operação de Solda Acetileno (Oxiacetileno) é fundamental, pois forma profissionais capazes de atuar com gases inflamáveis de maneira técnica, segura e conforme as exigências legais. Além disso, o conteúdo do treinamento abrange tanto a prática operacional quanto a compreensão das normas vigentes, o que fortalece a responsabilidade técnica do trabalhador. Dessa forma, o curso não apenas desenvolve habilidades específicas, mas também consolida uma postura preventiva diante dos riscos.
Como resultado, o treinamento reduz drasticamente a probabilidade de acidentes, incêndios e explosões, protegendo simultaneamente o trabalhador e o patrimônio da empresa. Portanto, investir nessa capacitação significa elevar o padrão de segurança industrial, aumentar a eficiência operacional e garantir conformidade legal contínua em todas as etapas do processo de soldagem.
Além da segurança operacional, o curso tem valor jurídico e estratégico: ele assegura o cumprimento das normas NR-18, NR-20 e NR-23, e fornece respaldo documental em eventuais fiscalizações ou processos trabalhistas. Empresas que capacitam suas equipes demonstram responsabilidade social, evitam autuações e reforçam sua imagem de conformidade e profissionalismo. Em síntese, investir na formação em solda oxiacetilênica é blindar-se técnica e legalmente, garantindo eficiência produtiva com plena segurança.
Leia também sobre nosso curso de nr 18
Clique no Link: Critérios para Emissão de Certificados conforme as Normas
Treinamento Livre Profissionalizante Noções Básicas (Não substitui Formação Acadêmica ou Ensino Técnico)Certificado de conclusão
Curso Solda Oxigênio Acetileno
CURSO CAPACITAÇÃO SEGURANÇA NA OPERAÇÃO DE SOLDA OXIGÊNIO ACETILENO (OXIACETILENO) – NR 18 E NR 12
Carga Horária Total: 16 Horas
MÓDULO 1 – INTRODUÇÃO À SEGURANÇA EM SOLDAGEM OXIACETILÊNICA (2 Horas)
Fundamentos do processo oxiacetilênico.
Riscos físicos, químicos e ergonômicos.
Diferença entre corte, brasagem e soldagem.
Acidentes típicos e causas frequentes.
Conceito de “culpa in vigilando” e responsabilidade solidária do empregador.
MÓDULO 2 – NORMAS REGULAMENTADORAS APLICÁVEIS (2 Horas)
Obrigações do empregador e do empregado conforme NR-18 e NR-12.
A importância dos treinamentos e dos laudos técnicos.
Aplicação prática da NR-12 em maçaricos, reguladores, válvulas e mangueiras.
Interpretação da NR-18 em canteiros e áreas fabris.
Documentos obrigatórios: checklists, PT (Permissão de Trabalho), APR, PGR.
MÓDULO 3 – EQUIPAMENTOS E COMPONENTES DO SISTEMA OXIACETILÊNICO (2 Horas)
Cilindros de oxigênio e acetileno: identificação, cores, válvulas e manômetros.
Reguladores de pressão: ajuste, inspeção e teste de vazamento.
Mangueiras e conexões: inspeção visual e substituição preventiva.
Maçaricos e bicos: limpeza, montagem e controle de retorno de chama.
Armazenamento e transporte seguro de cilindros (NBR 12942 e NR-18).
MÓDULO 4 – PREVENÇÃO DE ACIDENTES E RESPONSABILIDADE LEGAL (3 Horas)
Falhas do empregador: falta de alerta, de sinalização e de treinamento.
Falhas do empregado: negligência, uso indevido de EPIs, atos inseguros.
Consequências jurídicas:
Inquérito Policial (Polícia Civil).
Perícia do Instituto de Criminalística.
Apuração da DRT (Delegacia Regional do Trabalho).
Inquérito Civil Público (MPT).
Ações de familiares e negativa de benefício pelo INSS.
Estratégias de defesa e gestão preventiva: documentação, rastreabilidade, ART.
MÓDULO 5 – PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS SEGUROS (3 Horas)
Etapas de acendimento e apagamento do maçarico.
Inspeção prévia dos componentes e ambiente de trabalho.
Controle de chama e temperatura.
Operação em espaços confinados e áreas com risco de explosão.
Procedimentos de emergência e isolamento de área.
Rotina de checagem antes, durante e após a operação.
MÓDULO 6 – EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO E SINALIZAÇÃO (2 Horas)
Seleção e uso correto dos EPIs: máscara facial, óculos, luvas, avental, mangotes e calçados isolantes.
EPCs (Equipamentos de Proteção Coletiva): exaustão, ventilação e barreiras térmicas.
Sinalização de segurança (NR-26): faixas de advertência, etiquetas, pictogramas.
Armazenamento seguro de gases e proibição de chamas livres próximas.
MÓDULO 7 – RESPONSABILIDADE CIVIL, CRIMINAL E PREVIDENCIÁRIA (2 Horas)
Relação entre segurança e responsabilidade legal.
Procedimentos em caso de acidente: comunicação imediata e preservação do local.
Estrutura de defesa técnica e laudos periciais.
Impactos sobre o CNPJ, CIPA e PGR.
Tsunami processual: estratégias preventivas de compliance e evidências.
MÓDULO 8 – PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS (2 Horas)
Montagem de sistema oxiacetilênico conforme normas.
Simulação de vazamento e aplicação de medidas corretivas.
Exercício de acendimento, corte e apagamento seguro.
NOTA:
Ressaltamos que o Conteúdo Programático Normativo Geral do Curso ou Treinamento poderá ser alterado, atualizado, acrescentando ou excluindo itens conforme necessário pela nossa Equipe Multidisciplinar. É facultado à nossa Equipe Multidisciplinar atualizar, adequar, alterar e/ou excluir itens, bem como a inserção ou exclusão de Normas, Leis, Decretos ou parâmetros técnicos que julgarem aplicáveis, estando relacionados ou não, ficando a Contratante responsável por efetuar os devidos atendimentos no que dispõem as Legislações pertinentes.
Curso Solda Oxigênio Acetileno



