Nome Técnico: CURSO APRIMORAMENTO NOÇÕES BÁSICAS NFPA 86 – FORNOS E FORNALHAS
Referência: 98866
Ministramos Cursos e Treinamentos em Idioma Técnico: Português, Inglês (Regional), Croata, Japonês, Espanhol, Francês, Chinês (Regional), Alemão, Índia (Regional), Árabe, Coreano, Russo, entre outros.
Qual objetivo do Curso NFPA 86?
O curso tem como objetivo capacitar profissionais da indústria térmica para compreender, aplicar e supervisionar os requisitos técnicos da norma NFPA 86, voltados à segurança, operação e manutenção de fornos industriais.
Além disso, o Curso NFPA 86 busca desenvolver competências práticas sobre instalação segura, gestão de risco térmico e conformidade normativa, abordando fornalhas com aquecimento elétrico, a gás e vácuo, com ênfase na prevenção de explosões, incêndios e falhas de controle.

Fornalha industrial em operação contínua, com estrutura refratária interna visível. A NFPA 86 exige que equipamentos como este possuam sistemas de ventilação, sensores de temperatura e intertravamentos para prevenção de falhas térmicas e contenção de explosões.
Quais são os principais sistemas de segurança exigidos para fornos com operação a gás combustível?
A norma NFPA 86 exige uma série de dispositivos e sistemas para garantir a segurança de fornos que utilizam gás combustível:
Válvulas de corte manual e automático com prova de chama e redundância.
Sensor de presença de chama (flame detector) e controle de sequência de ignição.
Sistema de purga de gases antes da ignição.
Intertravamentos (interlocks) com sistemas de ventilação e exaustão.
Detectores de pressão e vazamento, com alarme e desligamento automático.
Registros de falhas e bloqueio até análise técnica.
Esses elementos devem ser instalados com rastreabilidade e inspeções periódicas programadas.
Curso NFPA 86: Como implementar sistemas de corte de emergência eficazes em equipamentos térmicos?
Para implementar sistemas de corte de emergência em conformidade com a NFPA 86, deve-se:
Integrar botões de parada de emergência (E-Stop) com acionamento acessível e identificação visual clara.
Programar lógicas de intertravamento para desligamento seguro de elementos de aquecimento e válvulas de suprimento de gás.
Utilizar CLPs ou IEDs com função de segurança e redundância operacional.
Aplicar critérios da ABNT NBR ISO 13849 para circuitos de segurança e confiabilidade funcional.
Além disso, a manutenção preventiva e a simulação periódica de falhas são essenciais para garantir a eficácia do sistema.
Quais são os riscos operacionais associados à têmpera de gás e como mitigá-los?
A têmpera de gás envolve riscos elevados relacionados à pressurização, aquecimento rápido, atmosferas combustíveis e falha de ventilação.
| Risco Operacional | Estratégia de Mitigação |
|---|---|
| Sobreaquecimento local | Distribuição térmica balanceada e controle automático |
| Acúmulo de gás residual | Ventilação forçada e sensores de vazamento |
| Fuga térmica ou combustão espontânea | Dispositivos de alívio de pressão e flame arrestors |
| Ruído e vibração excessiva | Manutenção preditiva dos ventiladores e trocadores |
Portanto, a mitigação envolve aplicação de sensores, controle de atmosfera, redundância de barreiras e procedimentos operacionais padronizados.

Fornalha com chama aberta e operação manual em ambiente industrial. Segundo a NFPA 86, exige-se ventilação adequada, exaustão intertravada e uso rigoroso de EPIs térmicos e respiratórios.
Como funcionam os dispositivos de alívio de explosão em fornalhas industriais?
Os dispositivos de alívio de explosão atuam como barreiras de proteção passiva, projetadas para liberar de forma instantânea e controlada a pressão excessiva gerada por uma deflagração interna. Sendo assim, esse alívio evita a ruptura catastrófica da estrutura da fornalha, protegendo tanto os equipamentos quanto os operadores.
Entre os dispositivos mais utilizados, destacam-se:
Painéis de alívio de explosão (explosion vent panels) – elementos frangíveis que se rompem sob pressão predefinida.
Discos de ruptura calibrados – operam por colapso físico programado, com alta precisão de resposta.
Sistemas de ventilação direcionada com dutos de alívio – conduzem os gases para áreas seguras, minimizando danos colaterais.
A norma NFPA 86 estabelece parâmetros rigorosos para o dimensionamento, posicionamento e resistência desses dispositivos, levando em consideração variáveis críticas assim como o volume da câmara de combustão, tipo de combustível, taxa de liberação de energia e tempo de resposta da explosão. Dessa forma, a correta aplicação desses dispositivos é essencial para a integridade da instalação térmica e conformidade legal.
Curso NFPA 86: Como a ventilação inadequada pode comprometer a integridade térmica e a segurança do operador em sistemas de fornalhas?
Uma ventilação inadequada pode gerar acúmulo de gases combustíveis, formação de zonas quentes e concentração de contaminantes, comprometendo assim, tanto o desempenho térmico quanto a integridade estrutural do equipamento.
Além disso, pode causar exposição do operador a atmosferas perigosas, como monóxido de carbono, hidrocarbonetos e vapores corrosivos. Dessa forma, isso eleva drasticamente o risco de explosões, incêndios e falhas no isolamento térmico. Portanto, sistemas de exaustão eficientes e monitoramento contínuo são indispensáveis.
Quais dispositivos de controle e intertravamento são obrigatórios para fornalhas automatizadas?
A norma NFPA 86 determina que fornalhas automatizadas devem contar com sistemas de controle e intertravamento capazes de impedir a operação em condições inseguras ou fora da sequência programada. Portanto, esses dispositivos são essenciais para evitar ignição acidental, falhas térmicas e liberações perigosas de combustível.
Dispositivos obrigatórios incluem:
Sensor de chama com intertravamento de válvulas – interrompe o fornecimento de gás ao detectar ausência de chama.
Pressostatos em linha de gás – monitoram a pressão de alimentação e ativam desligamento em caso de variação crítica.
Detectores de fluxo de ar – garantem ventilação mínima antes e durante a ignição.
Sensores de temperatura com lógica de desligamento – previnem superaquecimento e falha de isolamento térmico.
Intertravamento entre portas e queimadores – impede operação com câmaras abertas.
Relés de segurança redundantes – asseguram desligamento seguro em caso de falha de controle.
Todos esses elementos devem operar de forma integrada a CLPs industriais com função de segurança, incluindo registro automático de eventos, bloqueio após falha e reinício condicionado à análise técnica e validação operacional. Sendo assim, essa arquitetura de controle garante rastreabilidade, confiabilidade e conformidade normativa.

Processo manual de inserção de material em fornalha de alta temperatura. A NFPA 86 exige que, em operações como essa, existam dispositivos de intertravamento entre porta e queimadores, além de sistemas de ventilação controlada e proteção térmica para os operadores.
Quais os requisitos para sistemas de ventilação e exaustão em fornos industriais conforme a NFPA 86?
A NFPA 86 estabelece que os sistemas de ventilação e exaustão em fornos industriais devem ser projetados para controlar atmosferas potencialmente perigosas, garantindo a segurança do processo, dos operadores e da integridade estrutural do equipamento conforme a NFPA 86.
Portanto, entre os requisitos essenciais incluem:
Remoção eficiente de vapores inflamáveis, combustíveis ou corrosivos gerados durante o processo.
Capacidade mínima de troca de ar conforme volume interno da câmara e tipo de processo.
Acionamento intertravado com o sistema de ignição, impedindo operação sem exaustão ativa.
Monitoramento de falhas com alarme e desligamento forçado.
Proteção contra retorno de chamas (flashback) em dutos de exaustão.
Além disso, a norma exige que esses sistemas operem com confiabilidade comprovada, passem por inspeções regulares e integrem a lógica de controle de segurança do forno. Portanto, isso reduz o risco de atmosferas explosivas, superaquecimentos localizados e falhas operacionais severas.
Por que os trocadores de calor externos são críticos para a segurança de operação em fornos industriais pressurizados?
Trocadores de calor externos regulam a temperatura de fluidos térmicos e atmosferas internas em fornos sob pressão, dessa forma, evitando sobreaquecimentos localizados, ruptura de selos mecânicos e fuga de pressão perigosa.
Além disso, permitem isolar o processo de fontes diretas de calor, garantindo uma operação mais estável, segura e eficiente, especialmente em sistemas a vácuo ou com têmpera controlada. Portanto, a falha nesse componente pode gerar falhas catastróficas por colapso térmico ou mecânico.
Clique no Link: Critérios para Emissão de Certificados conforme as Normas
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Laudo Fornos Industriais
Curso NRM 06 Ventilação
Curso Manutenção Forno Industrial
Certificado de conclusão
Curso NFPA 86
CURSO APRIMORAMENTO NOÇÕES BÁSICAS NFPA 86 – FORNOS E FORNALHAS
Carga Horária Total: 40 Horas
Ressaltamos que o curso negociado não é credenciado pela NFPA. Isso se deve à necessidade de se realizar um comparativo técnico entre a norma internacional NFPA e o Decreto do Corpo de Bombeiros vigente no Estado da Contratante e Normas Técnicas Brasileiras para garantir aplicabilidade e aderência local.
Se desejar Curso credenciado NFPA nos informe.
Módulo 1 – Fundamentos e Introdução Técnica à NFPA 86 (4 horas)
Introdução à NFPA e estrutura normativa internacional
Objetivo e escopo da NFPA 86
Classificação dos tipos de fornos: Classe A, B, C e D
Definições oficiais segundo a NFPA 86
Riscos térmicos, combustíveis e atmosféricos
Módulo 2 – Requisitos de Projeto e Aprovação Técnica (5 horas)
Aprovações, planos e especificações conforme NFPA 86
Documentação técnica e engenharia de segurança
Requisitos para inspeções, testes e comissionamento
Rotulagem de segurança e sinalização obrigatória
Módulo 3 – Equipamentos Sob Pressão e Projeto de Fornalhas (5 horas)
Conceitos aplicáveis a vasos de pressão
Diretrizes de projeto de fornalhas industriais
Alívio de explosão: dispositivos, dimensionamento e localização
Integridade estrutural e métodos de contenção
Módulo 4 – Sistemas de Ventilação, Exaustão e Vácuo (6 horas)
Sistemas de ventilação e exaustão em fornos industriais
Projetos de sistemas de bombeamento a vácuo
Medidores e controles de vácuo
Sistemas de tubulação a vácuo e riscos associados
Sistemas de refrigeração a água para fornos a vácuo
Trocadores de calor externos: requisitos técnicos
Módulo 5 – Têmpera a Gás e Componentes Auxiliares (5 horas)
Princípios da têmpera a gás: riscos e controle térmico
Ventiladores e motores para sistemas de têmpera
Elementos de aquecimento e isolamento
Defletores de calor e refletores: funções e exigências
Módulo 6 – Sistemas de Aquecimento e Combustão (5 horas)
Sistemas de aquecimento de fornos (direto e indireto)
Unidades a gás combustível: projeto, operação e segurança
Ar de combustão: controle de suprimento e mistura
Tubulação de suprimento de gás combustível: critérios técnicos
Tubulação de gás nos equipamentos e intertravamentos
Módulo 7 – Segurança Operacional e Instalações (5 horas)
Válvulas de corte manual e dispositivos de bloqueio
Controle de contaminantes no processo térmico
Métodos corretos de instalação segundo a norma
Manutenção preventiva e falhas recorrentes
Estudos de caso de acidentes e falhas por não conformidade
Módulo 8 – Encerramento, Avaliação Técnica e Estudos Complementares (5 horas)
Avaliação final (prova objetiva e estudo de caso)
Análise de relatórios técnicos conforme NFPA 86
Discussão aberta: desafios e aplicações no Brasil
Certificação e encerramento do curso
NOTA:
Ressaltamos que o Conteúdo Programático Geral do Curso ou Treinamento poderá ser alterado, atualizado, acrescentando ou excluindo itens conforme necessário pela nossa Equipe Multidisciplinar.
É facultado à nossa Equipe Multidisciplinar atualizar, adequar, alterar e/ou excluir itens, bem como a inserção ou exclusão de Normas, Leis, Decretos ou parâmetros técnicos que julgarem aplicáveis, estando relacionados ou não, ficando a Contratante responsável por efetuar os devidos atendimentos no que dispõem as Legislações pertinentes.
Curso NFPA 86



