Nome Técnico: CURSO APRIMORAMENTO INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE TUBULAÇÕES EM PRFV – PLÁSTICO REFORÇADO COM FIBRA DE VIDRO E COMO EMITIR RELATORIO TÉCNICO
Referência: 150435
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Qual objetivo do Curso Instalação e Manutenção Tubulações em PRFV?
O curso tem como objetivo capacitar profissionais na execução técnica, segura e conforme norma da instalação e manutenção de tubulações fabricadas em PRFV – Plástico Reforçado com Fibra de Vidro. Para isso, o conteúdo abrange desde a seleção de materiais até a aplicação de ensaios mecânicos e a emissão de relatórios técnicos fundamentados, preparando o participante para atuar em ambientes industriais, químicos, saneamento e offshore.
Além disso, o curso desenvolve competências para identificar falhas estruturais, aplicar reparos corretivos e preventivos e garantir a rastreabilidade de intervenções, com respaldo nas normas ISO 14692, ASTM D2992 e ABNT NBR 15536.

Tubos PRFV industriais prontos para instalação – resistência química e mecânica ideal para sistemas de transporte de fluidos agressivos ou redes de grande diâmetro.
O que são Tubulações em PRFV?
Tubulações em PRFV são sistemas constituídos por materiais compósitos formados pela combinação de resinas termofixas (como poliéster ou epóxi) e reforços de fibra de vidro. Portanto, essa estrutura oferece elevada resistência química, baixo peso e excelente desempenho mecânico, sendo amplamente utilizada em instalações industriais, redes de esgoto, plantas químicas e unidades offshore.
Diferentemente de tubulações metálicas, o PRFV não sofre corrosão eletroquímica e possui propriedades ajustáveis conforme a aplicação, como resistência à tração, compressão e temperatura. Isso o torna altamente eficiente e durável em ambientes agressivos.
O que deve constar obrigatoriamente no checklist de inspeção de instalação de tubulações em PRFV?
A elaboração de um checklist técnico é essencial para garantir a conformidade da instalação. Abaixo está uma tabela com os principais itens obrigatórios:
| Item de Inspeção | Critério Técnico Avaliado |
|---|---|
| Condição da superfície de contato | Limpeza, rugosidade e preparação para laminação/adesão |
| Alinhamento e nivelamento | Desvios angulares e espaçamentos entre suportes |
| Integração de juntas (laminação/manual ou adesiva) | Presença de bolhas, descontinuidades ou falhas de aderência |
| Cure time e controle térmico | Tempo de cura e temperatura conforme especificação técnica |
| Documentação de rastreabilidade | Lote, operador, data e condição do processo |
| Ensaio de estanqueidade | Pressão aplicada e tempo de estabilização |
A inspeção deve ser conduzida por profissional qualificado e registrada com fotos, ensaios e medições compatíveis com o plano de qualidade.
Quais falhas estruturais mais comuns ocorrem em sistemas de PRFV e como diagnosticá-las corretamente?
As falhas mais recorrentes incluem delaminação entre camadas de fibra, trincas por fadiga em curvas ou juntas, falhas por ataque químico localizado e descolamento de uniões adesivas. Tais falhas podem comprometer não apenas a integridade mecânica do sistema, mas também sua segurança operacional.
Para diagnosticá-las com precisão, recomenda-se aplicar inspeção visual ampliada, ensaio ultrassônico de espessura, termografia em operação e testes hidrostáticos conforme NBR 7969. A coleta de dados deve ser documentada tecnicamente para posterior elaboração de relatório conclusivo.
Por que a aplicação de ensaios hidrostáticos é crucial na verificação da integridade de tubos PRFV?
A NBR 7969 estabelece os métodos para verificar a resistência axial à pressão hidrostática interna. Esse ensaio é vital porque permite simular, de forma controlada, a sobrepressão que o tubo poderá sofrer em operação, avaliando sua resistência e detectando possíveis falhas ocultas como microtrincas ou pontos de delaminação.
Além disso, o ensaio serve como critério de aceitação no comissionamento do sistema, garantindo que os parâmetros de projeto (pressão de operação e segurança) foram respeitados. Ignorar essa etapa pode resultar em falhas catastróficas após a entrada em operação.
Como evitar delaminações e falhas por fadiga em sistemas de PRFV submetidos a esforços cíclicos?
A prevenção de delaminações e falhas por fadiga exige atenção desde o projeto até a instalação. Em primeiro lugar, o dimensionamento deve considerar coeficientes de segurança para cargas cíclicas, variações de pressão e vibrações. Em seguida, a execução da laminação manual ou união adesiva deve seguir rigorosamente as recomendações da ISO 14692-4.
Adicionalmente, é necessário prever suportes antivibração, absorvedores de tensão e intervalos de inspeção técnica periódica. Essas ações evitam concentrações de carga e propagação de microtrincas ao longo do tempo.

Verificação de vedação e integridade do anel de borracha durante a preparação para encaixe em sistemas de tubulação – etapa fundamental para garantir estanqueidade em redes de esgoto ou drenagem.
Quais falhas podem ocorrer por má preparação da superfície durante o processo de laminação de PRFV?
Falhas originadas por má preparação da superfície durante o processo de laminação de PRFV são críticas e recorrentes. Isso porque o sucesso da adesão entre camadas depende diretamente da qualidade da interface entre as superfícies envolvidas. Dessa forma, ao negligenciar essa etapa, o instalador compromete diretamente a integridade estrutural e reduz a durabilidade do sistema.
Entre as principais falhas estão:
| Falha Identificada | Causa Direta | Consequência Técnica |
|---|---|---|
| Descolamento entre camadas | Presença de poeira, oleosidade ou umidade | Perda de resistência mecânica e vedação |
| Inclusão de bolhas e vazios | Superfície rugosa irregular ou aplicação com ar retido | Propagação de trincas sob pressão |
| Falha de aderência química | Cura incompleta da base ou ausência de lixamento superficial | Delaminação ao longo do tempo |
| Empacotamento de fibras | Superfícies desniveladas que dificultam compactação uniforme | Áreas frágeis com concentração de tensão |
| Contaminação por agentes químicos | Uso de solventes inadequados ou contaminantes industriais | Inibição da cura da resina e degradação precoce |
Em síntese, a preparação da superfície deve seguir rigorosamente os procedimentos descritos, que prevê lixamento controlado, limpeza com solvente compatível, e inspeção visual antes da aplicação da resina. Ignorar essa etapa equivale a instalar um ponto fraco permanente dentro de um sistema que exige alto desempenho e segurança.
Quais cuidados devem ser adotados na união por laminação manual durante a instalação de linhas?
A laminação manual é um processo crítico que, quando mal executado, compromete todo o sistema. O primeiro cuidado é garantir a correta preparação da superfície: lixamento mecânico, desengraxe com solvente adequado e remoção de impurezas. Em seguida, a aplicação das camadas de manta deve respeitar o tempo de gel e cura da resina, mantendo sobreposição e espessura controladas.
Durante o processo, o ambiente deve ser controlado quanto à umidade, poeira e temperatura. A verificação da ausência de bolhas, descontinuidade e empacotamento de fibras é obrigatória. Por fim, recomenda-se cura forçada (quando aplicável) e emissão de registro técnico com dados da operação.

Tubulações estruturadas para drenagem de alto desempenho: armazenamento e inspeção visual antes da instalação garantem conformidade com projeto e especificações técnicas.
A condução de um plano de manutenção preventiva em redes de PRFV expostas a agentes químicos agressivos exige uma abordagem sistemática, normatizada e baseada em análise de risco. Sendo assim, deve-se mapear todas as variáveis operacionais (tipo de fluido, temperatura, pressão, frequência de operação, histórico de falhas e ambiente externo). Dessa forma, define-se a periodicidade de inspeções visuais e instrumentais, com foco em pontos críticos como juntas, curvas, suportes e regiões submetidas a maior esforço ou acúmulo de produto.
O plano deve incluir, obrigatoriamente:
Inspeção visual detalhada com registro fotográfico e anotação de anomalias (descolamento, trincas, bolhas, delaminações).
Ensaios por ultrassom ou medição de espessura, especialmente em trechos com histórico de degradação química.
Verificação de estanqueidade em seções críticas, com base nos parâmetros da NBR 15536-2 e ISO 14692-4.
Avaliação da integridade de juntas adesivas e laminadas, com reaplicação de reforços quando necessário.
Além disso, é fundamental manter a rastreabilidade documental de cada intervenção preventiva, com registros técnicos assinados por profissional legalmente habilitado (com emissão de ART). Isso assegura a rastreabilidade da manutenção e prepara a rede para fiscalizações e auditorias de segurança.
Clique no Link: Critérios para Emissão de Certificados conforme as Normas
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Certificado de conclusão
Curso Instalação e Manutenção Tubulações em PRFV
CURSO APRIMORAMENTO INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE TUBULAÇÕES EM PRFV – PLÁSTICO REFORÇADO COM FIBRA DE VIDRO E COMO EMITIR RELATORIO TÉCNICO
Carga Horária Total: 40 Horas
Módulo 1 – Tecnologia do PRFV: Material, Estrutura e Desempenho (6 horas)
Composição e engenharia dos sistemas em PRFV: tipos de resinas (epóxi, poliéster, viniléster) e reforços (mat, roving, tecido)
Propriedades físico-químicas e comportamento sob esforços mecânicos e térmicos
Vantagens frente a metais e outros polímeros: resistência à corrosão, leveza e manutenção
Módulo 2 – Planejamento e Especificações para Sistemas em PRFV (6 horas)
Interpretação de diagramas isométricos, fluxogramas e memoriais de cálculo
Compatibilidade química, critérios de seleção de tubulação e acessórios
Condições de projeto: pressões de operação, temperaturas e suportes estruturais
Módulo 3 – Técnicas de Instalação Profissional de Linhas em PRFV (8 horas)
Procedimentos seguros de corte, chanframento e preparação de juntas
Métodos de montagem: união com adesivo, laminação manual, flangeamento e luva colável
Instalações aéreas, subterrâneas e em ambientes industriais agressivos
Controle dimensional, alinhamento e prevenção de tensões residuais
Módulo 4 – Diagnóstico Técnico e Manutenção Especializada (6 horas)
Rotinas de inspeção visual e medição por ultrassom, medição de espessura e estanqueidade
Identificação de falhas: descolamento, trincas por fadiga, ataque químico e delaminações
Técnicas de reparo: laminação estrutural localizada, reforço em campo, encapsulamento
Programas de manutenção preditiva e preventiva com base na vida útil projetada
Módulo 5 – Relatório Técnico e Responsabilidade Profissional (8 horas)
Estruturação de relatório técnico
Descrição do escopo, metodologia, não conformidades e recomendações
Preenchimento correto da ART (CREA/CONFEA) para execução, instalação ou manutenção
Módulo 6 – Aplicações Avançadas e Estudos Dirigidos (6 horas)
Simulação de falhas e diagnósticos práticos em campo
Análise crítica de projetos reais com foco em desvios técnicos e soluções viáveis
Apresentação de estudo de caso completo: instalação, manutenção e emissão de relatório
NOTA:
Ressaltamos que o Conteúdo Programático Geral do Curso ou Treinamento poderá ser alterado, atualizado, acrescentando ou excluindo itens conforme necessário pela nossa Equipe Multidisciplinar.
É facultado à nossa Equipe Multidisciplinar atualizar, adequar, alterar e/ou excluir itens, bem como a inserção ou exclusão de Normas, Leis, Decretos ou parâmetros técnicos que julgarem aplicáveis, estando relacionados ou não, ficando a Contratante responsável por efetuar os devidos atendimentos no que dispõem as Legislações pertinentes.
Curso Instalação e Manutenção Tubulações em PRFV



