Nome Técnico: Curso Protocolos de Qualificação (QI, QO, QP) – Protocolos e Relatórios Auditáveis
Referência: 238938
Ministramos Cursos e Treinamentos; Realizamos Traduções e Versões em Idioma Técnico: Português, Inglês, Espanhol, Francês, Italiano, Mandarim, Alemão, Russo, Sueco, Holandês, Hindi, Japonês e outros consultar
CURSO PROTOCOLOS DE QUALIFICAÇÃO (QI QO QP)
O objetivo do curso qualificação (qi qo qp) é capacitar o participante a estruturar, redigir e organizar protocolos e relatórios técnicos auditáveis, aplicando método, rastreabilidade e controle documental, alinhados ao conceito de prevenção e gerenciamento de riscos ocupacionais. Em termos práticos, o curso ensina a transformar requisitos do equipamento em critérios verificáveis, testes documentados e evidências objetivas, fortalecendo a gestão interna de segurança, confiabilidade e controle de risco da organização, em coerência com a lógica de prevenção prevista nas Normas Regulamentadoras, especialmente a NR-01 (GRO/PGR).
Além disso, o curso tem como objetivo desenvolver competência para padronizar a documentação técnica do ciclo de qualificação (QI – instalação, QO – operação, QP – performance), garantindo que as etapas estejam sustentadas por procedimentos formais, registros íntegros e evidências rastreáveis, reduzindo inconsistências e vulnerabilidades em inspeções e auditorias. O treinamento reforça que se trata de curso livre de aperfeiçoamento profissional, ou seja, não habilita o aluno a assinar ART, laudos ou documentos com responsabilidade legal: a responsabilidade técnica permanece com profissional habilitado e registrado no conselho competente.
Certificado de conclusão
CURSO DE APERFEIÇOAMENTO QUALIFICAÇÃO DE EQUIPAMENTOS (QI, QO, QP) E VALIDAÇÃO DE PROCESSOS
Carga Horária Total: 60 Horas
MÓDULO 1: FUNDAMENTOS REGULATÓRIOS E CONCEITUAIS (8 horas)
Introdução ao Ambiente Regulado ANVISA
Papel da ANVISA, FDA (EUA), EMA (Europa).
Leis, Decretos, RDCs, INs, Guias.
Análise aprofundada da RDC 658/2022: Principais mudanças e impactos.
O que significa ser o “responsável técnico” na prática.
Responsabilidade civil, criminal e administrativa em caso de falha.
Análise de um caso real de interdição pela ANVISA por falha de validação.
O Ciclo de Vida da Validação (VMP, QD, QI, QO, QP)
Como estruturar um VMP do zero: política, escopo, cronograma.
Análise de Risco (ICH Q9) para priorizar sistemas e equipamentos.
Criação de uma matriz de risco para um sistema farmacêutico.
Qualificação de Desenho (QD) e URS (User Requirement Specification):
Como traduzir a necessidade do processo em requisitos técnicos claros.
A importância do URS para evitar falhas de projeto.
Análise de um URS para um sistema de água purificada (PW).
Como os resultados da QI impactam a QO.
Como a QO prepara o terreno para a QP.
O conceito de “rastreabilidade” de requisitos ao longo do ciclo.
Documentação e Rastreabilidade em BPF
Data Integrity (Integridade de Dados): O Princípio ALCOA+
Atribuível, Legível, Contemporâneo, Original, Acurado (e Completo, Consistente, Duradouro, Disponível).
Como garantir ALCOA+ em registros manuais e eletrônicos.
Protocolos vs. Relatórios:
A estrutura de um protocolo que “não deixa pontas soltas”.
Como escrever um relatório que conta a “história” da qualificação, incluindo desvios.
Ferramentas de investigação de causa raiz (Ishikawa, 5 Porquês).
O que é um CAPA (Ação Corretiva e Preventiva) eficaz.
MÓDULO 2: QUALIFICAÇÃO DE INSTALAÇÃO (QI) (12 horas)
Planejamento e Protocolo de QI
Do URS ao Protocolo de QI:
Como transformar cada requisito do URS em um teste de verificação na QI.
Matriz de Rastreabilidade de Requisitos (RTM).
Como definir critérios claros e mensuráveis (ex: “material deve ser aço inox 316L com certificado de material” vs. “verificar material”).
Elaboração de um protocolo de QI para uma autoclave, incluindo verificação de soldas orbitais e rugosidade de superfície.
Verificação de Componentes Críticos
Checagem de TAGs, faixas de operação e certificados de calibração (RBC/Inmetro).
Análise de certificados de materiais (aço inox, vedações de EPDM/PTFE).
Verificação de passivação e tratamento de superfície.
Checagem de versão, checksum e documentação do fornecedor.
Execução e Relatório de QI
Como documentar evidências (fotos, rubricas, anexos).
O que fazer quando um item não pode ser verificado (gestão de pendências).
Como consolidar centenas de verificações em um relatório conclusivo.
Análise de um relatório de QI com desvios e seu plano de ação.
MÓDULO 3: QUALIFICAÇÃO DE OPERAÇÃO (QO) (16 horas)
Desenvolvimento do Protocolo de QO
Como testar o “cérebro” do equipamento (CLP/PLC).
Verificação de lógicas de intertravamento (ex: porta não abre com câmara pressurizada).
Como simular falhas para testar alarmes (visuais e sonoros) e paradas de emergência.
Desenho de um plano de testes de QO para um sistema HVAC, incluindo testes de diferencial de pressão e contagem de partículas.
Testes de Operação e Análise de Dados
Uso de termopares e data loggers.
Como definir o número e a posição dos sensores (baseado em análise de risco).
Cálculo de letalidade (F0) para autoclaves.
Análise de Dados de QO:
Como tratar os dados brutos dos sensores.
Cálculo de estabilidade, uniformidade e desvio padrão.
Uso de planilhas (Excel) para análise e geração de gráficos.
Execução e Relatório de QO
Como apresentar dados complexos (mapas térmicos) de forma clara.
Justificativa técnica para aceitação ou rejeição de resultados.
Análise de um relatório de QO reprovado e o plano de ação para correção.
MÓDULO 4: QUALIFICAÇÃO DE PERFORMANCE (QP) (16 horas)
Estratégia de QP e Pior Caso
Testes com produto real vs. placebo.
Como definir o “pior caso” (worst case) de forma defensável para uma auditoria.
Ex: Carga máxima com produto de maior densidade em um reator.
Como variar intencionalmente os parâmetros (temperatura, pressão, velocidade) para encontrar os limites do processo.
Definição de um plano de testes de QP para um processo de liofilização.
Análise Estatística de Dados de Performance
Capabilidade de Processo (Cp, Cpk): O processo é capaz de atender às especificações?
Cartas de Controle (CEP): O processo está estável ao longo do tempo?
Análise de Variância (ANOVA): Quais fatores mais impactam o resultado?
Introdução ao Minitab para análise de dados de validação.
Execução e Relatório de QP
Como consolidar os dados de 3 bateladas consecutivas (ou mais).
A conclusão que libera o equipamento para uso rotineiro.
Definição do plano de monitoramento contínuo.
MÓDULO 5: TÓPICOS AVANÇADOS E ENCERRAMENTO (8 horas)
Requalificação e Controle de Mudanças
Do formulário de solicitação à avaliação de impacto e aprovação.
Como classificar uma mudança (maior, menor, crítica) e definir o plano de ação.
Como definir a frequência (anual, bienal) com base em análise de risco.
Validação de Sistemas Computadorizados (VSC)
GAMP 5 na Prática:
Como aplicar a abordagem baseada em risco para cada categoria de software.
Foco em 21 CFR Part 11: Requisitos para trilha de auditoria (audit trail), assinaturas eletrônicas e segurança de dados.
Estudo de Caso Prático e Avaliação Final
Análise de um pacote de validação completo de um equipamento complexo (ex: sistema de envase asséptico).
Os alunos recebem um URS e devem esboçar o Plano Mestre de Validação e os protocolos de QI, QO e QP.
AVISO DE EXTREMA IMPORTÂNCIA: Todo conteúdo numérico apresentado (cálculos, fórmulas, simulações, estimativas e demonstrações) possui finalidade exclusivamente didática e explicativa, sendo utilizado apenas para ilustrar conceitos e facilitar a compreensão técnica, não configurando capacitação profissionalizante, treinamento habilitante ou autorização para execução de atividades regulamentadas; em conformidade com as diretrizes aplicáveis a cursos livres e respeitando as atribuições dos sistemas CONFEA/CREA e CFT/CRT, fica expressamente estabelecido que este material não concede qualificação legal, não habilita emissão de ART/TRT e não pode ser utilizado como comprovação de competência para projetos, laudos, dimensionamentos, análises técnicas, pareceres ou qualquer atividade sujeita à responsabilidade técnica, sendo vedada sua aplicação prática fora do contexto educacional, sob responsabilidade exclusiva do usuário.





