Análise laboratorial de Trichinella por método de digestão artificial, com preparo de amostra muscular e avaliação microscópica para detecção de larvas viáveis, garantindo segurança sanitária e rastreabilidade do resultado. Análise laboratorial de Trichinella por método de digestão artificial, com preparo de amostra muscular e avaliação microscópica para detecção de larvas viáveis, garantindo segurança sanitária e rastreabilidade do resultado.
F: FPK

Curso de Análise de Trichinella

Análise laboratorial de Trichinella por método de digestão artificial, com preparo de amostra muscular e avaliação microscópica para detecção de larvas viáveis, garantindo segurança sanitária e rastreabilidade do resultado.

Nome Técnico: CURSO APRIMORAMENTO COMO EXECUTAR ANÁLISE DE TRICHINELLA

Referência: 144773

Ministramos Cursos e Treinamentos; Realizamos Traduções e Interpretações em Idioma Técnico: Português, Inglês, Espanhol, Mandarim, Alemão, Hindi, Japonês, Árabe e outros consultar.

Curso de Análise de Trichinella

O objetivo do curso de análise de Trichinella é capacitar profissionais para compreender, interpretar e aplicar, de forma técnica e responsável, os princípios que regem a análise de Trichinella, desde os fundamentos biológicos do parasita até os métodos laboratoriais. Ele abrange os pontos críticos da inspeção de suínos. Dessa forma, o participante desenvolve domínio conceitual sobre amostragem, identificação do agente e métodos clássicos e avançados de detecção e gestão sanitária. Isso garante que suas decisões estejam alinhadas à segurança alimentar e à proteção da saúde pública.

Além disso, o curso tem como finalidade estruturar a atuação profissional sob uma base normativa sólida. Existe um destaque para a NR 01 , que orienta a identificação, a avaliação e o controle dos riscos presentes nas atividades de inspeção e análise laboratorial. Assim, o conteúdo fortalece a capacidade de atuação técnica. Isso melhora a tomada de decisão e assegura conformidade legal, rastreabilidade e responsabilidade sanitária em todas as etapas do processo.

Quem é o profissional legalmente responsável por executar e validar a análise de Trichinella?

O profissional legalmente responsável por executar e validar a análise de Trichinella é aquele que possui formação compatível com atividades de inspeção sanitária, análise laboratorial e controle de produtos de origem animal. Ele atua dentro de suas atribuições técnicas e legais. Em regra, essa responsabilidade recai sobre profissionais habilitados como médicos-veterinários, biólogos ou biomédicos, conforme a natureza da atividade, o vínculo institucional e o enquadramento do serviço perante os órgãos de inspeção.

Além disso, esse profissional assume responsabilidade direta pelos resultados analíticos emitidos, devendo assegurar rastreabilidade, conformidade metodológica e aderência às exigências sanitárias vigentes. Dessa forma, a validação da análise não se limita ao ensaio em si. Envolve a garantia de que todo o processo, desde a amostragem até o registro do resultado, esteja tecnicamente correto e juridicamente defensável.

Exame técnico de amostra de músculo suíno em meio digestivo, com apoio de microscopia e controle visual ampliado, etapa essencial para validação da análise de Trichinella em programas de inspeção oficial.
Exame técnico de amostra de músculo suíno em meio digestivo, com apoio de microscopia e controle visual ampliado, etapa essencial para validação da análise de Trichinella em programas de inspeção oficial.

Quando a análise de Trichinella se torna obrigatória no contexto da inspeção sanitária?

Antes de responder objetivamente, é fundamental compreender que a obrigatoriedade da análise de Trichinella está diretamente associada à avaliação de risco sanitário, ao sistema de produção adotado e às exigências dos programas oficiais de inspeção.

Situação avaliada Condição para obrigatoriedade
Sistema de produção não controlado Análise obrigatória
Abate informal ou sem rastreabilidade Análise obrigatória
Presença de risco epidemiológico regional Análise obrigatória
Programas oficiais de vigilância sanitária Análise obrigatória
Sistemas controlados com certificação reconhecida Pode haver dispensa condicionada

Assim, a análise se torna obrigatória sempre que houver risco potencial à saúde pública, ausência de controle sanitário comprovado ou exigência expressa dos órgãos oficiais. Mesmo em regiões sem registros recentes, a vigilância ativa permanece como medida preventiva essencial.

Por essa razão, a digestão artificial é adotada como método de referência em programas oficiais, pois combina confiabilidade, viabilidade operacional e correlação direta com o risco real de transmissão.

Por que a correta seleção do ponto de amostragem muscular influencia o resultado?

A correta seleção do ponto de amostragem muscular influencia diretamente a sensibilidade da análise. Isso ocorre porque a Trichinella não se distribui de forma homogênea no organismo do hospedeiro. O parasita apresenta predileção por músculos mais ativos, bem irrigados e metabolicamente exigidos, o que torna determinados tecidos mais representativos para detecção.

A escolha inadequada do local de coleta pode resultar em falsos negativos, mesmo quando o animal está infectado. Por isso, a padronização da amostragem não é uma recomendação opcional. É um requisito técnico essencial para garantir validade sanitária, confiabilidade do laudo e proteção efetiva da saúde pública.

Onde ocorrem os principais pontos críticos de controle na cadeia produtiva de suínos?

Para responder a essa questão, é necessário observar a cadeia produtiva como um sistema contínuo. Nele, falhas em etapas iniciais impactam diretamente a segurança do produto final.

Etapa da cadeia Ponto crítico de controle
Recepção de suínos Verificação sanitária e rastreabilidade
Condução e insensibilização Redução de estresse e contaminação
Abate em zona suja Controle de contaminação cruzada
Evisceração Integridade das vísceras
Divisão da carcaça Avaliação visual e sanitária
Coleta de amostras Representatividade para análise
Liberação sanitária Validação documental e técnica

Assim, os pontos críticos se distribuem ao longo de todo o processo, exigindo controle contínuo e integração entre inspeção, análise laboratorial e gestão sanitária.

Por que métodos clássicos apresentam limitações frente à digestão artificial?

Antes de listar essas limitações, é importante compreender que métodos clássicos foram desenvolvidos em contextos de menor exigência sanitária e tecnológica.

Principais limitações
Baixa sensibilidade para infecções leves
Dependência excessiva da observação visual
Incapacidade de detectar larvas em baixa densidade
Maior risco de falso negativo

Em contraste, a digestão artificial libera as larvas do tecido muscular, aumentando significativamente a chance de detecção e reduzindo a margem de erro sanitário.

Identificação de larvas de Trichinella em material digerido sob triquinoscópio, integrando observação direta, controle instrumental e interpretação técnica no processo de inspeção de produtos de origem animal.
Identificação de larvas de Trichinella em material digerido sob triquinoscópio, integrando observação direta, controle instrumental e interpretação técnica no processo de inspeção de produtos de origem animal.

Quando a ausência de casos não justifica a suspensão da vigilância?

A ausência de registros recentes de triquinelose não justifica a suspensão da vigilância porque a doença está diretamente relacionada ao relaxamento dos controles sanitários. Historicamente, surtos reaparecem justamente em regiões que interrompem programas de monitoramento com base em dados temporários.

Além disso, a vigilância contínua funciona como ferramenta preventiva, não reativa. Portanto, manter a análise de Trichinella mesmo sem casos confirmados assegura proteção à saúde pública, preserva a credibilidade do sistema de inspeção e evita consequências sanitárias e legais decorrentes de falhas evitáveis.

Qual a Importância do Curso de Análise de Trichinella ?

A importância do curso reside no fato de que a análise de Trichinella ocupa uma posição crítica na proteção da saúde pública e na segurança dos alimentos de origem animal. Ao aprofundar o conhecimento técnico sobre o parasita, seus ciclos, os métodos analíticos e os pontos críticos da inspeção de suínos, o curso fortalece a capacidade do profissional de atuar de forma preventiva, reduzindo o risco de liberação de carcaças contaminadas e evitando surtos de triquinelose associados a falhas no controle sanitário.

Além disso, o curso é relevante porque estrutura a atuação profissional com base na NR 01 – Disposições Gerais e Gerenciamento de Riscos Ocupacionais. Ela estabelece a obrigatoriedade da identificação, avaliação e controle dos riscos presentes nas atividades de trabalho. Dessa maneira, o participante passa a compreender a análise de Trichinella não apenas como um procedimento técnico, mas como parte de um sistema integrado de gerenciamento de riscos. Isso assegura conformidade legal, rastreabilidade das decisões e responsabilidade sanitária em todas as etapas do processo.

Clique no Link: Critérios para Emissão de Certificados conforme as Normas

Treinamento Livre Profissionalizante Noções Básicas (Não substitui Formação Acadêmica ou Ensino Técnico)

Carga horária: 40 Horas

Certificado de conclusão

Pré-Requisito: Alfabetização


Curso Análise de Trichinella

MÓDULO 1 – TRIQUINELOSE: CONCEITOS, DISTRIBUIÇÃO E IMPORTÂNCIA SANITÁRIA (4 Horas)
Definição de triquinelose
Distribuição mundial da doença
Importância em saúde pública e inspeção de alimentos
Impactos sanitários, econômicos e legais
Relação entre consumo de carne contaminada e risco humano

MÓDULO 2 – MORFOLOGIA, FISIOLOGIA E PATOGENIA (6 Horas)
Morfologia geral do gênero Trichinella
Fêmea adulta: características e função biológica
Macho adulto: características e papel reprodutivo
Larva encistada no músculo estriado
Fisiologia do parasita
Espécies de Trichinella e diferenças patogênicas
Patogenia associada à infecção

MÓDULO 3 – HOSPEDEIROS, EPIDEMIOLOGIA E CICLO BIOLÓGICO (6 Horas)

Hospedeiros domésticos e silvestres
Epidemiologia da triquinelose
Ciclo biológico doméstico
Ciclo de vida completo da Trichinella
Pontos críticos de controle no ciclo produtivo

MÓDULO 4 – TRANSMISSÃO, DIAGNÓSTICO E PROGNÓSTICO (6 Horas)
Vias de transmissão
Diagnóstico parasitológico e laboratorial
Diagnóstico diferencial
Prognóstico da infecção em humanos
Relação entre falhas de inspeção e surtos

MÓDULO 5 – IDENTIFICAÇÃO DO AGENTE E MÉTODOS CLÁSSICOS (4 Horas)
Identificação do agente etiológico
Triquinoscópio
Método de compressão
Limitações dos métodos clássicos
Critérios de confiabilidade do resultado

MÓDULO 6 – AMOSTRAGEM E MÉTODOS LABORATORIAIS AVANÇADOS (8 Horas)
Princípios de amostragem
Método de digestão artificial
Digestão e recuperação de larvas
Testes sorológicos: fundamentos e limitações
Reação em Cadeia da Polimerase (PCR):
Fundamentos
Aplicação teórica
Vantagens e restrições
Ampola de separação para posterior análise de Trichinella spirallis

MÓDULO 7 – PROFILAXIA E TRATAMENTO EM HUMANOS (4 Horas)
Medidas profiláticas
Controle sanitário na cadeia produtiva
Tratamento da triquinelose em humanos
Responsabilidade do sistema de inspeção

MÓDULO 8 – INSPEÇÃO DE SUÍNOS E PROCESSO DE ABATE (8 Horas)
Recepção de suínos e critérios sanitários
Necropsia e avaliação sanitária
Condução para o abate e insensibilização
Abate em zona suja e zona limpa
Sangria, escaldagem e depilação
Processo de chamuscagem para redução da contaminação bacteriana
Extração e oclusão do reto
Desarticulação da cabeça e inspeção
Evisceração e análise de vísceras
Divisão longitudinal da carcaça e verificação
Retirada de gordura em rama e miúdos externos
Coleta para teste de Trichinella spirallis

MÓDULO 9 – CONTROLE OFICIAL E GESTÃO SANITÁRIA (4 Horas)
Boletim sanitário
Uso de gás carbônico e critérios de gramas
Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal
Trânsito animal
Relação com agricultura, pecuária e abastecimento
Programas de treinamento sanitário

Curso Análise de Trichinella

Curso Análise de Trichinella

Participantes sem experiência:
Carga horária mínima = 80 horas/aula

Participantes com experiência:
Carga horária mínima = 40 horas/aula

Atualização (Reciclagem):
Carga horária mínima = 20 horas/aula

Atualização (Reciclagem): O empregador deve realizar treinamento periódico Anualmente e sempre que ocorrer quaisquer das seguintes situações:
a) mudança nos procedimentos, condições ou operações de trabalho;
b) evento que indique a necessidade de novo treinamento;
c) retorno de afastamento ao trabalho por período superior a noventa dias;
d) mudança de empresa;
e) Troca de máquina ou equipamento.

Curso Análise de Trichinella

Curso Análise de Trichinella

Referências Normativas quando for o caso aos dispositivos aplicáveis e suas atualizações:

NR 01 – Disposições Gerais e Gerenciamento de Riscos Ocupacionais
ABNT NBR 15532 – Suínos para abate – Terminologia
ABNT NBR ISO/CIE 8995 – Iluminação de ambientes de trabalho (norma de apoio)
ISO 10015 – Gestão da qualidade – Diretrizes para gestão da competência e desenvolvimento de pessoas
ISO 45001 – Sistemas de gestão de saúde e segurança ocupacional – Requisitos com orientação para uso
Decreto nº 9.013, de 29 de março de 2017 – Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (RIISPOA)
Nota: Este Serviço atende exclusivamente as exigências da MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) quando se tratar de atendimento a outros Órgãos, informe no ato da solicitação.

Curso Análise de Trichinella

Curso Análise de Trichinella

CURIOSIDADES TÉCNICAS – CURSO ANÁLISE DE TRICHINELLA

A Trichinella não é detectável por inspeção visual convencional

Mesmo carcaças aparentemente normais podem conter larvas viáveis de Trichinella encistadas no músculo. Por isso a análise laboratorial é indispensável. A ausência de lesões macroscópicas não significa segurança sanitária.

Métodos clássicos ainda são usados por limitação operacional

O triquinoscópio e o método de compressão continuam presentes em alguns contextos por simplicidade e custo, mesmo sendo menos sensíveis que a digestão artificial. Isso explica diferenças de confiabilidade entre sistemas de inspeção.

A análise de Trichinella é um ponto crítico de rastreabilidade

Cada amostra analisada deve ser rastreável até a carcaça de origem. Sem rastreabilidade, o resultado perde valor sanitário e legal, mesmo que tecnicamente correto.

O nosso projeto pedagógico segue as diretrizes impostas pela Norma Regulamentadora nº1.

Após a efetivação do pagamento, Pedido de Compra, Contrato assinado entre as partes, ou outra forma de confirmação de fechamento, o material didático será liberado em até 72 horas úteis (até 9 dias), devido à adaptação do conteúdo programático e adequação às Normas Técnicas aplicáveis ao cenário expresso pela Contratante; bem como outras adequações ao material didático, realizadas pela nossa Equipe Multidisciplinar para idioma técnico conforme a nacionalidade do aluno e Manuais de Instrução Técnica Operacional e de Manutenção específicos das atividades que serão exercidas.

OUTROS ELEMENTOS QUANDO PERTINENTES E CONTRATADOS:

Definição de triquinelose e distribuição mundial;
Morfologia e fisiologia;
Hospedeiros e epidemiologia;
Espécies de trichinella e patogenia;
Transmissão e diagnóstico e prognóstico;
Identificação do agente e triquinoscópio ou método de compressão;
Método de digestão artificial e amostragem;
Digestão, recuperação e teste sorológicos;
Reação em cadeia de Polimerase PCR;
Profilaxia e tratamento em humanos;
Fêmea e macho adultos;
Larva encistada no músculo;
Ciclo biológico doméstico e ciclo de vida do trichinella;
Programas de treinamento;
Saúde, segurança e meio ambiente;
Recepção de suínos e necropsia;
Abate em zona suja e limpa;
Condução para o Abate e insensibilização;
Sangria, escaldagem e depilação;
Extração e oclusão do reto;
Desarticulação da cabeça e inspeção;
Evisceração e análise de vísceras;
Divisão longitudinal da carcaça e verificação;
Coleta para teste de trichinella spirallis;
Retirada de gordura em rama e miúdos externos;
Boletim sanitário, gás carbônico e gramas;
Departamento de inspeção de produtos de origem animal;
Trânsito animal, agricultura, pecuária e abastecimento;
Processo de Chamuscagem, para diminuir a contaminação bacteriana;
Ampola de Separação, para posterior análise de Trichinella spirallis;

Complementos da Atividade:
Conscientização da Importância:
APR (Análise Preliminar de Riscos);
PAE (Plano de Ação de Emergência;
PGR (Plano de Gerenciamento de Riscos);
Compreensão da necessidade da Equipe de Resgate;
A Importância do conhecimento da tarefa;
Prevenção de acidentes e noções de primeiros socorros;
Proteção contra incêndios;
Percepção dos riscos e fatores que afetam as percepções das pessoas;
Impacto e fatores comportamentais na segurança;
Fator medo;
Como descobrir o jeito mais rápido e fácil para desenvolver Habilidades;
Como controlar a mente enquanto trabalha;
Como administrar e gerenciar o tempo de trabalho;
Porque equilibrar a energia durante a atividade afim de obter produtividade;
Consequências da Habituação do Risco;
Causas de acidente de trabalho;
Noções sobre Árvore de Causas;
Noções sobre Árvore de Falhas;
Entendimentos sobre Ergonomia;
Análise de Posto de Trabalho;
Riscos Ergonômicos;
Padrão de Comunicação e Perigo (HCS (Hazard Communiccation Standard) – OSHA;

Exercícios Práticos ( Quando Pertinentes e Contratados) :
Registro das Evidências;

MÓDULO 1 – TRIQUINELOSE: CONCEITOS, DISTRIBUIÇÃO E IMPORTÂNCIA SANITÁRIA (4 Horas)
Definição de triquinelose
Distribuição mundial da doença
Importância em saúde pública e inspeção de alimentos
Impactos sanitários, econômicos e legais
Relação entre consumo de carne contaminada e risco humano

MÓDULO 2 – MORFOLOGIA, FISIOLOGIA E PATOGENIA (6 Horas)
Morfologia geral do gênero Trichinella
Fêmea adulta: características e função biológica
Macho adulto: características e papel reprodutivo
Larva encistada no músculo estriado
Fisiologia do parasita
Espécies de Trichinella e diferenças patogênicas
Patogenia associada à infecção

MÓDULO 3 – HOSPEDEIROS, EPIDEMIOLOGIA E CICLO BIOLÓGICO (6 Horas)

Hospedeiros domésticos e silvestres
Epidemiologia da triquinelose
Ciclo biológico doméstico
Ciclo de vida completo da Trichinella
Pontos críticos de controle no ciclo produtivo

MÓDULO 4 – TRANSMISSÃO, DIAGNÓSTICO E PROGNÓSTICO (6 Horas)
Vias de transmissão
Diagnóstico parasitológico e laboratorial
Diagnóstico diferencial
Prognóstico da infecção em humanos
Relação entre falhas de inspeção e surtos

MÓDULO 5 – IDENTIFICAÇÃO DO AGENTE E MÉTODOS CLÁSSICOS (4 Horas)
Identificação do agente etiológico
Triquinoscópio
Método de compressão
Limitações dos métodos clássicos
Critérios de confiabilidade do resultado

MÓDULO 6 – AMOSTRAGEM E MÉTODOS LABORATORIAIS AVANÇADOS (8 Horas)
Princípios de amostragem
Método de digestão artificial
Digestão e recuperação de larvas
Testes sorológicos: fundamentos e limitações
Reação em Cadeia da Polimerase (PCR):
Fundamentos
Aplicação teórica
Vantagens e restrições
Ampola de separação para posterior análise de Trichinella spirallis

MÓDULO 7 – PROFILAXIA E TRATAMENTO EM HUMANOS (4 Horas)
Medidas profiláticas
Controle sanitário na cadeia produtiva
Tratamento da triquinelose em humanos
Responsabilidade do sistema de inspeção

MÓDULO 8 – INSPEÇÃO DE SUÍNOS E PROCESSO DE ABATE (8 Horas)
Recepção de suínos e critérios sanitários
Necropsia e avaliação sanitária
Condução para o abate e insensibilização
Abate em zona suja e zona limpa
Sangria, escaldagem e depilação
Processo de chamuscagem para redução da contaminação bacteriana
Extração e oclusão do reto
Desarticulação da cabeça e inspeção
Evisceração e análise de vísceras
Divisão longitudinal da carcaça e verificação
Retirada de gordura em rama e miúdos externos
Coleta para teste de Trichinella spirallis

MÓDULO 9 – CONTROLE OFICIAL E GESTÃO SANITÁRIA (4 Horas)

Boletim sanitário
Uso de gás carbônico e critérios de gramas
Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal
Trânsito animal
Relação com agricultura, pecuária e abastecimento
Programas de treinamento sanitário

Avaliação Teórica e Prática;
Certificado de Participação.

Curso Análise de Trichinella

Saiba Mais: Curso Análise de Trichinella

Triquinelose é uma enfermidade parasitária, causada pelo nematódeo Trichinella sp. Por ser uma enfermidade zoonótica, a triquinelose é uma doença parasitária de importância para a saúde pública. O homem adquire a infecção por meio da ingestão de carne infectada, insuficientemente cozida, geralmente de suíno, equino ou urso. Além do homem, suíno, equino e do urso, outros animais carnívoros, onívoros e roedores também são susceptíveis à infecção natural por Trichinella sp. Os mais acometidos são: homem, animais domésticos (suíno, cão, gato, roedores e equinos), animais selvagens (raposa, javali, lobo, urso, porco selvagem, hiena, chacal, leão, etc.). A Organização Mundial de Sanidade Animal — OIE classifica as enfermidades animais baseada na significância relativa socioeconômica ou de saúde pública. A OIE coloca a Triquinelose na Lista de Enfermidades de Declaração Obrigatória, o que significa dizer que os países que possuem esta enfermidade podem ter seus produtos rejeitados no comércio internacional. Segundo a 01E, os Países Membros podem declarar-se a si mesmos livres de enfermidades para as quais ainda não existe um procedimento especifico, para que a OIE faça um reconhecimento oficial do status do país membro com respeito a essa enfermidade. Neste caso, deve-se fazer chegar aos países importadores os dados epidemiológicos necessários para convencê-los da pertinência de sua posição. Para este efeito, o país interessado deve se apoiar nas disposições normativas que figuram o Código Sanitário para os Animais Terrestres, reconhecido pela Organização Mundial do Comercio — OMC. No Brasil, fazem-se constantes testes para detecção de Trichinella spiralis no rebanho suíno e não existem registros da presença deste nematódeo. E nunca foi registrado nenhum surto de tal enfermidade. A carne mais incriminada em casos de surtos é a carne equina. No entanto, muitos mercados dificultam as exportações brasileiras de carne suína, exigindo vários testes, o que aumenta o custo desta carne.
A saúde animal e a saúde humana estão intimamente interligadas em diferentes formas. Os animais podem transmitir direta ou indiretamente enfermidades para os seres humanos, e da mesma forma, existem enfermidades como a febre aftosa que pode ocasionar grandes perdas, reduzindo a disponibilidade de alimentos e culminando em grande prejuízo econômico. O Brasil é o quarto maior produtor e exportador de carne suína com 3,344 e 505 mil toneladas respectivamente. O estado de Santa Catarina é o maior produtor de carne suína correspondendo a 26,35 % do abate no Brasil. Estima-se que no ano 2023, o consumo mundial de carne suína seja de 129 milhões de toneladas e que a produção atinja 129,4 milhões de toneladas no mesmo ano. Esses valores representarão crescimento do setor em tomo de 12,2% durante o período. Com o aumento da renda per capita em vários países em desenvolvimento, observa-se um aumento pela busca de proteína de origem animal e, dentre elas, a carne suína. Em face ao aumento de consumo, o sistema de produção familiar foi substituído gradualmente (extensivo e intensivo com efetivos baixos), por sistemas de produção de animais confinados, apresentando uma densidade elevada de suínos em igual área disponível. O Serviço de Inspeção Federal, conhecido mundialmente pela sigla S.I.F. e vinculado ao Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal — DIPOA, é o responsável por assegurar a qualidade de produtos de origem animais comestíveis e não comestíveis destinados ao mercado interno e externo, bem como de produtos importados. O estágio curricular obrigatório realizado no SIF de uma agroindústria multinacional possibilita acompanhar a rotina de um grande abatedouro frigorífico e a rotina de fiscalização dos produtos, a fim de garantir produtos de excelência ao consumidor.
Recepções de Suínos O descarregamento dos animais é realizado logo após a chegada por caminhões no pátio da empresa, evitando ao máximo a permanência dos mesmos dentro do caminhão. O local é coberto evitando o contato direto dos suínos com intempéries como sol forte e chuva, que podem leva-los a quadro de estresse agudo. Os animais somente são descarregados após a verificação rigorosa de Boletins Sanitários, Guia de Trânsito Animal (GTAs), e Declaração de Vacina para Castração Imunológica (Imunocastração). O caminhão aproxima-se da rampa de descarregamento e coloca-se uma espécie de “ponte” que liga o caminhão a rampa, para evitar uma possível contusão nos animais. Os animais são conduzidos através do uso de ar comprimido e com um remo de plástico que faz barulho, por dois ou três funcionários, ao entrar na balança o animal recebe um carimbo no lado direito que representa seu lote, e ao sair da balança recebe o mesmo carimbo no lado esquerdo, possibilitando a rastreabilidade do animal. Durante o transporte devido à alta densidade, ao estresse agudo, ao calor ou até mesmo alguma doença já existente no animal, eles podem vir a óbito caso isso aconteça os animais são levados por carrinhos hidráulicos até a sala de necropsia, exame realizado por um médico veterinário. O desembarque dos animais os auxiliares devem ficam atentos à possibilidade de haver animais contundidos, doentes, ou com alguma anormalidade e os direcionar a pocilga de sequestro. Os demais animais seguem as pocilgas de matança. Os animais permanecem nas pocilgas do frigorífico durante um período mínimo de descanso e dieta hídrica de 3 horas. A recomendação ao produtor é retirar a ração 6 horas antes do carregamento, somados com as horas de transporte, obtém-se um período de jejum e dieta hídrica no mínimo de 12 horas a 16 horas, ideal para uma evisceração sem contaminações, e bem como para diminuir o estresse do animal Caso ultrapasse as 24 horas de jejum, é ofertado alimento (ração) ao animal, que permanecerá mais 6 horas em jejum e será conduzido para o abate. Durante a permanência dos animais nas pocilgas, quando a temperatura ambiental excede 10 °C é autorizado o uso dos aspersores, no presente estabelecimento alguns lotes de suínos apresentam grande quantidade de matéria orgânica e o uso dos aspersores diminui a carga orgânica dos animais. Segundo a Portaria 711° uso dos aspersores tem como objetivo o conforto térmico dos animais. Os auxiliares de inspeção acompanham todos os desembarques na integra, avaliando as condições dos animais, caminhões e funcionários do frigorífico, além de avaliarem as documentações de cada lote. Um destes documentos de muita importância é o Guia de Trânsito Animal (GTA), documento oficial fornecido pela Defesa Agropecuária Estadual. Neste documento deve-se verificar nome do produtor, estabelecimento, origem, código da propriedade, quantidade de animais no caminhão, no caso da unidade em questão “suínos sem ractopamina” e o número do 5W. Em casos que o número de animais não condiz com o descrito no GTA, deve ser gerado um Registro de Ocorrência de Trânsito (ROT) para analisar se a propriedade possui saldo ou não de animais. Caso não possuir saldo, o abate não poderá ser autorizado.

Curso Análise de Trichinella: Consulte – nos.