Nome Técnico: EXECUÇÃO DE INSPEÇÃO TÉCNICA, TESTES, ENSAIOIS E AVALIAÇÃO QUANTITATIVA EM VASOS DE PRESSÃO E UNIDADES DE PROCESSO – NR 13, ELABORAÇÃO DO RELATÓRIO TÉCNICO COM EMISSÃO DA ART
Referência: 791
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Laudo Vasos de Pressão
O Laudo de Vasos de Pressão tem como objetivo comprovar a integridade estrutural, a segurança operacional e a conformidade legal dos equipamentos, em atendimento à NR 13 e normas técnicas complementares. Ele assegura que o vaso pode operar dentro dos limites de segurança, prevenindo falhas que poderiam gerar acidentes graves, perdas patrimoniais e riscos à vida humana.
Além de atestar condições de uso seguro, o laudo garante rastreabilidade técnica por meio da ART (Anotação de Responsabilidade Técnica), fornece subsídios para manutenção preventiva e retrofits, e prolonga a vida útil dos vasos de pressão. Assim, cumpre papel essencial não apenas para o cumprimento legal, mas também para a confiabilidade operacional e a redução de custos em processos industriais.

Bateria de vasos de pressão em operação contínua. Cada equipamento deve possuir prontuário atualizado, laudo técnico e ART conforme NR 13
O que é o Laudo de Vasos de Pressão?
O laudo de vasos de pressão é um documento técnico elaborado por engenheiro habilitado que atesta a integridade estrutural e a condição de operação segura desses equipamentos. Ele reúne inspeções visuais, ensaios não destrutivos e cálculos normativos, consolidando informações em conformidade com a NR 13 e normas complementares.
Além de cumprir exigência legal, o laudo serve como registro formal da condição operacional do vaso, oferecendo respaldo jurídico e técnico para gestores, órgãos fiscalizadores e seguradoras.
Quando o laudo deve ser emitido?
Inicial: no comissionamento ou instalação do vaso, antes da operação.
Periódico: conforme prazos definidos pela categoria do vaso na NR 13.
Extraordinário: após qualquer reparo, substituição de parte estrutural ou alteração no processo.
Fiscalização/Auditoria: quando exigido por órgãos reguladores, seguradoras ou clientes em contratos.
Tabela de periodicidade (exemplo conforme NR 13):
| Categoria do Vaso | Inspeção Interna | Teste Hidrostático |
|---|---|---|
| Categoria I (alto risco) | A cada 2 anos | A cada 4 anos |
| Categoria II | A cada 4 anos | A cada 8 anos |
| Categoria III | A cada 6 anos | A cada 12 anos |
Por que a NR 13 é fundamental para vasos de pressão?
A NR 13 estabelece critérios legais para operação, manutenção, inspeção e integridade estrutural dos vasos de pressão. Ela padroniza procedimentos e responsabiliza tecnicamente os profissionais envolvidos.
Sem a NR 13, cada empresa poderia adotar critérios diferentes, aumentando riscos e diminuindo a confiabilidade do sistema. Por isso, a norma é reconhecida como a espinha dorsal da segurança em equipamentos pressurizados no Brasil.

Inspeção técnica em andamento: engenheiro responsável e equipe de manutenção discutindo parâmetros de segurança dos vasos de pressão, com registros digitais em tempo real.
Quais ensaios são aplicados na inspeção de vasos de pressão?
Os principais ensaios são: ultrassom (espessura do costado e tampos), teste hidrostático (estanqueidade e resistência sob pressão) e líquido penetrante (verificação de trincas superficiais em soldas). Em casos específicos, ensaios não destrutivos adicionais são recomendados.
Cada ensaio complementa a avaliação, formando um conjunto robusto que permite diagnosticar tanto falhas internas quanto externas.
Onde o laudo de vasos de pressão é exigido?
Indústrias petroquímicas: reatores e vasos sob alta pressão.
Hospitais e clínicas: autoclaves e compressores de oxigênio.
Setor alimentício: pasteurizadores, tanques pressurizados e câmaras de vapor.
Construção civil: compressores de ar de grande porte.
Energia: caldeiras e vasos auxiliares em usinas termoelétricas.
Mesmo um compressor de ar pequeno pode enquadrar-se na NR 13 e exigir laudo se operar acima dos limites de pressão e volume definidos.
Como se garante a segurança de um vaso de pressão?
A segurança é garantida por meio de inspeções periódicas, ensaios não destrutivos (END) e manutenção preventiva. Além disso, cada vaso deve ter dispositivos de alívio, prontuário atualizado, registro de segurança e laudos emitidos com ART.
Esses requisitos não são meramente burocráticos: funcionam como barreiras técnicas para reduzir falhas, prolongar a vida útil e prevenir acidentes graves.

Engenheiro realizando inspeção com auxílio de recursos digitais. O laudo de vasos de pressão consolida dados visuais, ensaios e cálculos normativos, garantindo segurança e conformidade legal.
Consequência da ausência do Laudo de Vasos de Pressão
A ausência de inspeção resulta em risco direto de acidentes, podendo causar explosões, incêndios e mortes. Do ponto de vista legal, gera multas, interdições e responsabilização criminal de gestores e técnicos.
Além disso, a falta de inspeção invalida apólices de seguro e compromete contratos, já que a maioria exige laudos periódicos atualizados conforme NR 13.
Laudo de Vasos de Pressão
EXECUÇÃO DE INSPEÇÃO TÉCNICA, TESTES, ENSAIOIS E AVALIAÇÃO QUANTITATIVA EM VASOS DE PRESSÃO E UNIDADES DE PROCESSO – NR 13, ELABORAÇÃO DO RELATÓRIO TÉCNICO COM EMISSÃO DA ART
OBJETIVO
Estabelecer o escopo técnico-normativo para execução de inspeções em vasos de pressão e unidades de processo, em conformidade com a NR 13 (Portaria 3214/78 – MTE), com emissão de Relatório Técnico e respectiva Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), garantindo rastreabilidade, segurança operacional e atendimento aos requisitos legais e normativos.
ETAPAS DO SERVIÇO
VISITA TÉCNICA E PLANEJAMENTO
Estabelecer cronograma de inspeção e periodicidade conforme categoria do vaso.
Verificar documentação técnica existente: prontuário do equipamento, certificados de calibração e registros de inspeções anteriores.
INSPEÇÃO VISUAL
Avaliação das condições externas do vaso de pressão, suportes, conexões, soldas aparentes e acessórios de segurança.
Análise da integridade da instalação quanto a corrosão, deformações, vazamentos e integridade estrutural.
ENSAIOS E TESTES TÉCNICOS
Ultrassom (UT): medição da espessura de tampos e costado para verificar perda de material e integridade da chaparia.
Teste Hidrostático (TH): quando requerido ou contratado, realizado em conformidade com a NR 13, com registro das pressões aplicadas e comportamento do equipamento.
Líquido Penetrante (LP): aplicado em regiões de solda ou áreas reparadas/modificadas, para detecção de trincas e descontinuidades superficiais.
Ensaios Não Destrutivos (END): aplicação complementar (quando pertinente) em conformidade com requisitos da NR 12.
SEGURANÇA OPERACIONAL
Limpeza e esvaziamento do equipamento antes do teste hidrostático.
Disponibilização de ponto de captação de água e sistemas de enchimento.
Sinalização e isolamento da área com barreiras visuais e fitas zebradas.
Registro fotográfico e documental de todas as etapas.
CÁLCULOS E ENGENHARIA
Cálculo da PMTA (Pressão Máxima de Trabalho Admissível).
Projeto de instalação e atualização de documentação técnica.
Avaliação qualitativa e quantitativa das condições do equipamento.
Retrofit e recomendações de modernização quando necessário.
REGISTRO E IDENTIFICAÇÃO
Abertura ou atualização do Registro de Segurança (livro numerado).
Placas de identificação do equipamento (quando inexistentes).
Tagueamento de máquinas e equipamentos para rastreabilidade.
ANÁLISE COMPLEMENTAR
Verificação de manuais de operação.
Confronto com Plano de Inspeção e Manutenção (NR 12).
Relatório Técnico com ART da máquina/equipamento.
Teste de carga, quando aplicável, conforme NR 12.
Elaboração de APR (Análise Preliminar de Risco).
DISPOSIÇÕES FINAIS
Registro fotográfico e das evidências coletadas.
Conclusão do PLH – Plano de Linha de Horizonte (cronograma de manutenções futuras).
Proposta de melhorias corretivas.
Emissão de ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) e, quando pertinente, CRT (Certificação de Responsabilidade Técnica).
TESTES, ENSAIOS E AVALIAÇÃO QUANTITATIVA QUANDO PERTINENTES E CONTRATADOS:
A NR 13 exige não apenas inspeções visuais, mas também ensaios complementares e avaliações quantitativas que atestem a integridade estrutural e a segurança operacional. Esses procedimentos ampliam a confiabilidade do laudo técnico, assegurando rastreabilidade e base sólida para emissão da ART.
ENSAIOS E TESTES
Ultrassom (UT) – Medição de Espessura
Permite determinar perdas de material em costado e tampos.
Quantifica corrosão e desgaste progressivo.
Teste Hidrostático (TH)
Avalia a resistência do vaso sob pressão superior à de operação.
Identifica vazamentos e fragilidades estruturais.
Líquido Penetrante (LP)
Detecta trincas superficiais e descontinuidades em regiões de solda.
Usado em áreas reparadas, soldadas ou com histórico de falha.
Partículas Magnéticas (PM) – quando o material é ferromagnético.
Evidencia trincas superficiais e subsuperficiais.
Útil em inspeções de soldas críticas.
Radiografia Industrial (RX)
Identifica defeitos internos, como falta de fusão ou porosidade em soldas.
Aplicável em vasos de maior criticidade.
Ensaios Não Destrutivos (END) complementares
Conforme necessidade e histórico operacional.
Alinhados com NR 13, NR 12 e ABNT NBR 15417.
AVALIAÇÃO QUANTITATIVA
A avaliação quantitativa é indispensável e envolve:
Cálculo da PMTA (Pressão Máxima de Trabalho Admissível) baseado na espessura residual.
Taxa de corrosão média e remanescente de vida útil.
Projeção do horizonte de manutenção (PLH) com base em medições reais.
Modelos matemáticos de confiabilidade para gestão de risco.
CONCLUSÃO:
O serviço de inspeção em vasos de pressão não se limita à inspeção visual. Ele exige testes práticos, ensaios não destrutivos e análises quantitativas, que fornecem evidências objetivas da integridade estrutural. Isso garante que o laudo técnico seja robusto, normativo e juridicamente válido, além de prolongar a vida útil do equipamento com segurança.
Laudo de Vasos de Pressão



