Nome Técnico: EXECUÇÃO DE INSPEÇÃO TÉCNICA, TESTES, ENSAIOS E AVALIAÇÃO QUANTITATIVA DE ILUMINÂNCIA, ELABORAÇÃO DO RELATÓRIO TÉCNICO COM EMISSÃO DA ART
Referência: 798
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Laudo de Iluminância
O objetivo principal do Laudo de Iluminância é avaliar e comprovar tecnicamente os níveis de iluminância (lux) em ambientes internos ou externos, garantindo que estejam em conformidade com os parâmetros exigidos pelas normas ABNT NBR 5413 e NR-17, por exemplo . Ele serve como instrumento oficial de verificação, diagnóstico e orientação técnica, com respaldo jurídico e normativo, para evitar riscos ocupacionais, problemas ergonômicos, desperdício de energia e não conformidades legais.

Ajustar não é improvisar. Cada luminária instalada deve respeitar critérios técnicos. O laudo avalia ângulo, intensidade e refletância – tudo com precisão milimétrica e responsabilidade técnica.
O que é um Laudo de Iluminância e por que ele vai além de uma simples medição de luz?
O Laudo de Iluminância é um documento técnico oficial, com embasamento normativo, que mensura e analisa os níveis de iluminância (em lux) em ambientes de trabalho, comerciais ou institucionais. Diferente de um simples “teste de luz”, esse laudo avalia a relação entre luz, segurança, produtividade e ergonomia, traduzindo medições em recomendações corretivas eficazes.
Sua função transcende o técnico: ele protege juridicamente o empregador, comprova conformidade legal, embasa projetos luminotécnicos e ainda pode impactar diretamente no conforto e saúde ocupacional dos trabalhadores. Então, é um instrumento de gestão e não apenas um relatório.
Quando é obrigatório realizar um Laudo de Iluminância em empresas?
A luz, quando negligenciada, deixa de ser aliada e se transforma em risco invisível. A legislação brasileira trata a iluminância como um fator ergonômico crítico, especialmente em ambientes laborais. Não se trata de estética ou conforto subjetivo, mas de segurança, produtividade e conformidade legal. Por isso, entender quando o Laudo de Iluminância se torna obrigatório não é uma escolha administrativa, mas uma ação estratégica e preventiva.
O laudo torna-se obrigatório sempre que houver:
Exigência da NR-17 (Ergonomia) para avaliação do conforto visual;
Fiscalização trabalhista ou auditorias de saúde e segurança;
Projetos de readequação luminotécnica ou troca de sistemas convencionais para LED;
Implantação de PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos) conforme NR-01;
Ações trabalhistas que envolvam insalubridade por baixa iluminação.
Além disso, ele é essencial para ambientes com atividade contínua e atenção visual crítica, como escritórios, laboratórios, escolas, hospitais e indústrias de precisão.
Onde a execução do laudo de iluminância faz mais diferença em termos de impacto direto?
Ambientes com exigência de concentração, leitura e detalhamento fino, bem como escritórios, bancadas de montagem eletrônica, laboratórios clínicos e centros cirúrgicos, são os mais sensíveis. Neles, qualquer oscilação na iluminação compromete a acuidade visual, reduz a produtividade e aumenta a probabilidade de erros operacionais.
| Tipo de ambiente | Iluminância mínima recomendada |
|---|---|
| Escritório geral | 500 lux |
| Sala de aula | 300 lux |
| Indústria de precisão | 1000 lux |
| Circulação interna | 100 lux |
A análise criteriosa do laudo permite adaptar cada ambiente à sua finalidade real, evitando desperdício de energia ou negligência técnica.

A engenharia luminotécnica começa na medição. O Laudo de Iluminância transforma ideias em dados normatizados, garantindo ambientes produtivos e seguros desde a planta até a execução.
Por que o laudo de iluminância é crucial para evitar passivos trabalhistas invisíveis?
Porque baixa iluminação é uma causa silenciosa de doenças ocupacionais como LER/DORT, fadiga ocular e cefaleias. Quando um colaborador processa a empresa alegando ambiente insalubre, o laudo técnico com ART se torna prova incontestável de conformidade (ou de que algo precisa ser corrigido com urgência).
Empresas que não realizam esse laudo preventivamente expõem-se a riscos jurídicos e financeiros desnecessários, mesmo tendo instalado luminárias de última geração.
Para que serve o laudo de iluminância em auditorias, certificações e perícias técnicas?
O laudo é um requisito técnico estratégico em auditorias ISO (9001, 14001, 45001), certificações de sustentabilidade (LEED, GBC) e programas de ergonomia. Portanto, também é um instrumento pericial utilizado por engenheiros e técnicos de segurança para fundamentar ações judiciais, laudos periciais e relatórios de insalubridade.
Além disso, o documento pode ser solicitado por corpos de bombeiros, prefeituras, CREA, CFT e seguradoras, dependendo do tipo de empreendimento.
Diferença entre medição de iluminância e avaliação luminotécnica completa
A medição de iluminância quantifica apenas os níveis de luz (lux) em determinado ponto. Assim, já a avaliação luminotécnica interpreta os dados coletados, relaciona-os com as normas vigentes, avalia a qualidade das lâmpadas, o layout do espaço, e entrega recomendações técnicas de adequação e eficiência energética.
Portanto, o laudo não é apenas uma planilha de números. É uma ferramenta de decisão estratégica.

Iluminância é diferença quando um único ponto de luz se destaca, ele revela a importância de medir e distribuir corretamente a iluminação. No laudo técnico, o equilíbrio entre luz e função é o que valida o ambiente.
Como o laudo de iluminância contribui para a eficiência energética e redução de custos?
Ao mapear excessos e deficiências de luz, o laudo permite redimensionar sistemas de iluminação, trocar luminárias obsoletas por LED com melhor desempenho, e equilibrar eficiência luminosa x consumo energético.
O retorno pode ser direto:
Menor consumo de energia;
Menos calor gerado no ambiente (reduzindo uso de ar-condicionado);
Vida útil maior das lâmpadas com controle sobre sobrecarga e subutilização.
Laudo de Iluminância
EXECUÇÃO DE INSPEÇÃO TÉCNICA, TESTES, ENSAIOS E AVALIAÇÃO QUANTITATIVA DE ILUMINÂNCIA, ELABORAÇÃO DE RELATÓRIO TÉCNICO COM EMISSÃO DA ART
OBJETIVO GERAL
Este escopo normativo define as diretrizes técnicas, metodológicas e documentais para a execução da inspeção técnica, testes, ensaios e avaliação quantitativa de iluminância em ambientes internos e externos. O processo visa garantir a adequação luminotécnica conforme os parâmetros estabelecidos nas normas da ABNT e demais legislações aplicáveis, com elaboração de relatório técnico conclusivo e emissão de ART, TRT e/ou CRT se contratado.
ESCOPO OPERACIONAL
Levantamento de Campo
Inspeção técnica do(s) ambiente(s) a serem avaliados;
Identificação das atividades realizadas nos locais para definição dos requisitos de iluminância mínimos;
Mapeamento de pontos de medição baseado no layout, com marcação física e em planta/croqui;
Avaliação dos elementos interferentes: mobiliário, aberturas, luminárias, materiais refletivos e opacos;
Registro fotográfico técnico e georreferenciado.
Equipamentos Utilizados
Emprego de luxímetros digitais calibrados, com rastreabilidade metrológica válida (INMETRO ou RBC);
Inclusão da documentação técnica dos equipamentos: certificado de calibração, faixa de operação, resolução, precisão e data de validade;
Utilização de equipamentos de apoio (trenas, laser de distância, termômetro de bulbo seco/molhado, se aplicável) para controle de variáveis ambientais.
Metodologia de Medição
Aplicação da metodologia conforme ABNT NBR 5461 – Avaliação da iluminância;
Procedimentos:
Medições com ambiente estabilizado (sem variações súbitas de luz);
Altura padrão de medição: plano de trabalho (aprox. 0,75 m) ou conforme uso do espaço;
Realização de múltiplas leituras por ponto com cálculo da média aritmética;
Avaliação de uniformidade, contraste e sombreamento;
Testes e ensaios pontuais de desempenho luminotécnico, quando aplicável.
TRATAMENTO DE DADOS E AVALIAÇÃO
Tratamento dos Dados
Correções aplicadas com base nas especificações do fabricante dos instrumentos;
Consolidação dos dados em planilhas técnicas;
Normalização dos valores conforme exigido por NBR 5461;
Interpretação segundo parâmetros estabelecidos na ABNT NBR 5413 e NR-17 (para ambientes laborais).
Avaliações Complementares
Eficiência energética das fontes de luz e luminárias;
Condições físicas e estruturais das luminárias, reatores e refletores;
Avaliação qualitativa e quantitativa das lâmpadas instaladas (tipo, potência, fluxo luminoso, IRC, temperatura de cor);
Análise crítica de laudos anteriores, quando disponíveis, para confronto histórico e tendência.
ELABORAÇÃO DO RELATÓRIO TÉCNICO
O relatório técnico será elaborado de forma completa, objetiva e normativa, contendo:
Introdução e justificativa técnica da inspeção;
Apresentação da metodologia aplicada e dos equipamentos utilizados;
Descrição dos ambientes avaliados e suas atividades;
Tabelas com resultados das medições por ponto e médias por setor;
Diagramas, croquis e/ou mapas de calor ilustrando os níveis de iluminância;
Comparação com os requisitos legais e normativos (conformidade x não conformidade);
Fotografias técnicas com legenda e georreferência, quando necessário;
Conclusão técnica com identificação das não conformidades e impactos operacionais;
Recomendações de melhoria, substituições e ajustes técnicos, incluindo plano de ações corretivas, se aplicável;
Anexos com certificados de calibração, checklist de verificação e ARTs.
DISPOSIÇÕES FINAIS
Entrega de Caderno Técnico com:
Relatório formal;
Planta com marcação dos pontos;
Certificados dos equipamentos;
Registros fotográficos e evidências técnicas.
Identificação dos responsáveis técnicos (nome, CREA/CFT/Registro CNDP-BR);
Inclusão da conclusão de Plano Luminotécnico Harmonizado (PLH) quando solicitado;
Emissão (se contratado) dos seguintes documentos obrigatórios:
ART – Anotação de Responsabilidade Técnica (CREA-SP);
TRT – Termo de Responsabilidade Técnica (CFT);
CRT – Certificado de Responsabilidade Técnica (CNDP BRASIL);
Manutenção do arquivo técnico pelo período mínimo estabelecido pela legislação vigente.
TESTES, ENSAIOS E AVALIAÇÃO QUANTITATIVA QUANDO PERTINENTES E CONTRATADOS:
A execução de testes, ensaios e avaliação quantitativa no Laudo de Iluminância não é opcional, é o que transforma opinião em evidência técnica. Esses elementos garantem precisão, respaldo normativo e validade legal, assegurando que as medições não sejam apenas números, mas decisões fundamentadas em critérios objetivos.
TESTES
Teste de uniformidade luminosa: avalia se a luz está distribuída de forma homogênea no ambiente.
Teste de ofuscamento (quando aplicável): identifica excesso de brilho direto ou refletido.
Teste de influência da luz natural: verifica variações causadas pela iluminação externa.
Teste de estabilidade luminosa: analisa se a intensidade da luz se mantém após aquecimento da lâmpada (especialmente em LED e fluorescente).
ENSAIOS
Ensaio fotométrico (quando previsto): valida características da luminária como fluxo luminoso e ângulo de abertura.
Ensaio de eficiência energética: relaciona potência consumida x iluminância gerada (lux/watt).
Ensaio comparativo entre tipos de lâmpadas: mede desempenho real de tecnologias diferentes (ex: LED x fluorescente).
AVALIAÇÃO QUANTITATIVA
Medições com luxímetro calibrado: registro técnico dos níveis de iluminância por ponto (em lux).
Cálculo da média aritmética por ambiente: identifica conformidade com NBR 5413.
Cálculo da razão entre iluminância mínima e máxima: determina o grau de homogeneidade da luz.
Comparação com normas vigentes: análise dos dados coletados frente aos limites normativos.
NOTA:
É facultado à nossa Equipe Multidisciplinar a inserção de normas, leis, decretos ou parâmetros técnicos que julgarem aplicáveis, sendo relacionados ou não ao escopo de serviço negociado, ficando a Contratante responsável por efetuar os devidos atendimentos no que dispõem as legislações, conforme estabelecido nas mesmas.
Laudo de Iluminância



