Nome Técnico: CURSO APRIMORAMENTO PROTEÇÃO, PARAMETRIZAÇÃO E ENSAIOS DE RELÉS
Referência: 191050
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Curso Parametrização Ensaios Relés
O objetivo do Curso Parametrização Ensaios Relés é desenvolver no profissional a capacidade de compreender, interpretar e estruturar sistemas de proteção elétrica com domínio técnico sobre funções ANSI, filosofia de proteção, coordenação de relés e requisitos normativos, com base na IEC 60255, sem improviso e sem achismo. Logo, o aluno passa a entender o comportamento do sistema em condições normais e em situação de falta, com leitura lógica de diagramas, registros e parâmetros.
Além disso, o curso forma uma mentalidade analítica para parametrização responsável, prevenção de atuações indevidas e diagnóstico técnico de falhas, garantindo que o profissional atue com segurança, confiabilidade e precisão em ambientes industriais e de potência, assumindo decisões técnicas com base normativa e engenharia real, não em tentativa e erro.

Quem é o profissional responsável por definir a filosofia de proteção em um sistema elétrico industrial?
O profissional responsável é o engenheiro eletricista ou engenheiro de proteção, com domínio técnico em sistemas de potência, coordenação de relés e análise de risco elétrico. Desse modo, ele precisa compreender profundamente o comportamento do sistema elétrico, os níveis de curto-circuito, a seletividade entre dispositivos e os impactos que uma atuação incorreta pode gerar para a planta.
Além disso, esse profissional não atua apenas como projetista, mas como estrategista da proteção. Ele define como o sistema vai reagir diante de cada tipo de falha, garantindo que o desligamento seja seletivo, confiável e tecnicamente justificado, conforme as normas e a criticidade do processo industrial.
Curso Parametrização Ensaios Relés: Como a parametrização correta dos relés influencia na seletividade e na confiabilidade do sistema de proteção?
A parametrização define o comportamento do relé diante de qualquer situação anormal no sistema elétrico, sendo um dos pilares da seletividade e da confiabilidade operacional. Portanto, quando bem executada, ela garante que apenas a zona afetada seja desligada, preservando o restante da instalação.
Impactos diretos da parametrização correta
Definição adequada dos tempos de atuação
Ajuste coerente das correntes de pick-up
Coordenação temporal entre relé principal e de retaguarda
Configuração correta das funções ANSI
Prevenção de atuações indevidas em regimes transitórios
Estabilidade da proteção em cenários de partida e energização
Onde os relés de proteção devem ser aplicados em uma instalação para garantir segurança e continuidade operacional?
A correta localização dos relés de proteção depende da filosofia adotada e da análise das zonas de proteção do sistema. Desse modo, cada ponto da instalação elétrica apresenta riscos e níveis de criticidade diferentes, exigindo posicionamento estratégico para garantir seletividade e confiabilidade.
| Local de Aplicação | Finalidade da Proteção | Função Principal |
|---|---|---|
| Cabine primária | Proteção do alimentador principal | Sobrecorrente e diferencial |
| Painéis de média tensão | Proteção de cargas críticas | Sobrecorrente e falta à terra |
| Subestações industriais | Proteção geral do sistema | Distância e direcional |
| Centros de distribuição | Garantia de continuidade local | Sobrecorrente temporizada |

Quando uma coordenação de proteção é considerada tecnicamente falha, mesmo que todos os relés estejam funcionando?
Uma coordenação é considerada falha quando a lógica de seletividade não é respeitada, mesmo que os dispositivos estejam em perfeito funcionamento. Isso acontece quando um equipamento que deveria atuar como proteção de retaguarda age antes da proteção primária, ampliando indevidamente a área desligada.
Além disso, ocorre falha quando os tempos de atuação estão mal coordenados, os ajustes são incompatíveis com os níveis de curto-circuito ou quando as curvas de proteção se sobrepõem de forma que não garantem a correta discriminação entre zonas adjacentes.
Por que a interpretação correta das funções ANSI é essencial na análise de falhas elétricas?
A interpretação das funções ANSI é a base para entender como o relé processa a informação elétrica e toma decisões de atuação. Logo, sem esse domínio, o profissional não compreende o comportamento real do sistema durante uma falta.
Principais razões técnicas
Identificação do tipo e da natureza da falha
Leitura correta dos registros de eventos
Interpretação precisa das oscilografias
Correlação entre atuação do relé e condição real do sistema
Diagnóstico técnico confiável sem dependência exclusiva de software
Curso Parametrização Ensaios Relés: Como ocorre a integração entre relés de proteção e sistemas de supervisão em subestações e cabines primárias?
A integração entre relés e sistemas de supervisão permite que as informações de proteção sejam monitoradas, registradas e analisadas em tempo real, permitindo ação rápida, rastreabilidade operacional e tomada de decisão baseada em evidência.
| Elemento | Função no Sistema | Resultado Operacional |
|---|---|---|
| Relé de proteção | Detecção e processamento de falhas | Atuação sobre disjuntores |
| Sistema de supervisão | Monitoramento e controle remoto | Visão em tempo real |
| IEDs | Integração de sinais e eventos | Comunicação e registro |
| Protocolos de comunicação | Tráfego de dados de proteção | Coordenação e resposta rápida |
Onde e quando um erro de parametrização pode gerar uma atuação indevida com impacto em toda a planta industrial?
O erro de parametrização pode se manifestar em qualquer ponto onde exista interdependência entre zonas de proteção, principalmente em sistemas de média tensão, cabines primárias e alimentadores críticos da planta. Um simples ajuste incorreto em um desses pontos pode gerar cascata de desligamentos.
Isso ocorre especialmente durante manobras operacionais, energizações, partidas de grandes cargas ou falhas temporárias na rede. Desse modo, nessas situações, um pequeno erro de lógica ou tempo de resposta transforma um evento controlável em uma parada geral do sistema industrial.

Qual a importância do Curso Parametrização Ensaios Relés?
A importância do Curso Parametrização Ensaios Relés está em transformar conhecimento elétrico genérico em capacidade técnica especializada. Nesse sentido, ele prepara o profissional para atuar em um dos pontos mais críticos das instalações elétricas: o sistema de proteção, onde um erro de ajuste ou interpretação não causa só prejuízo, causa apagão, queima de equipamentos e parada de produção, em conformidade com a IEC 60255. Além disso, o curso eleva o nível de responsabilidade técnica do participante, desenvolvendo visão de engenharia, leitura de risco, domínio das funções ANSI e aplicação coerente das normas. Em vez de operar por tentativa, ele passa a atuar por lógica, critério e método, garantindo segurança operacional, confiabilidade do sistema e proteção real do patrimônio e das pessoas.
Clique no Link: Critérios para Emissão de Certificados conforme as Normas
Certificado de conclusão
Curso Parametrização Ensaios Relés
CURSO APRIMORAMENTO PROTEÇÃO, PARAMETRIZAÇÃO E ENSAIOS DE RELÉS
Carga Horária: 40 Horas
Módulo 1 – Fundamentos de Sistemas de Proteção Elétrica (5 Horas)
Conceito de sistemas de proteção em redes de potência
Finalidade da proteção no sistema elétrico
Interação entre proteção, disjuntores e sistemas de supervisão
Classificação dos esquemas de proteção
Conceito de seletividade, sensibilidade, rapidez e confiabilidade
Hierarquia de proteção primária e secundária
Introdução às filosofias de proteção em sistemas industriais
Módulo 2 – Funções ANSI e Lógica de Proteção (5 Horas)
Sistema de codificação ANSI para proteção de relés
Princípios de funcionamento das principais funções ANSI
Sobrecorrente (50/51)
Diferencial (87)
Subtensão e sobretensão (27/59)
Direcional (67)
Frequência (81)
Proteção de distância (21)
Tabela ANSI completa e sua interpretação
Correlação entre funções ANSI e filosofias de proteção
Módulo 3 – Interpretação de Diagramas e Esquemas de Proteção (4 Horas)
Leitura e interpretação de diagramas unifilares
Análise de diagramas de proteção de cabines primárias
Identificação de zonas de proteção
Diagramas de interligação de relés
Fluxo de sinal entre sensores, relés e disjuntores
Arquitetura funcional dos sistemas de proteção
Módulo 4 – Tipos de Relés de Proteção (4 Horas)
Fundamentos dos relés eletromecânicos
Princípios dos relés estáticos
Arquitetura dos relés numéricos
Comparação funcional entre tecnologias
Critérios técnicos de escolha conforme aplicação
Impacto da evolução tecnológica na confiabilidade do sistema
Módulo 5 – Seleção e Dimensionamento de Relés (5 Horas)
Critérios técnicos de seleção de relés
Dimensionamento conforme tipo de instalação
Parâmetros elétricos de projeto
Ajustes teóricos iniciais
Coordenação entre proteção principal e de retaguarda
Seletividade temporal e amperimétrica
Aplicação em painéis e subestações industriais
Módulo 6 – Requisitos Normativos para Proteção e Relés (4 Horas)
Aplicação técnica da ABNT NBR 5410 – Instalações elétricas de baixa tensão
Aplicação técnica da ABNT NBR 14039 – Instalações elétricas de média tensão
Interpretação da IEC 60255 – Relés de proteção
Critérios normativos de desempenho e confiabilidade
Ensaios normativos sob visão conceitual
Compatibilidade eletromagnética em sistemas de proteção
Módulo 7 – Parametrização Teórica de Relés Comerciais (5 Horas)
Arquitetura lógica da parametrização em relés modernos
Estrutura conceitual de menus e funções internas
Parametrização teórica em relés ABB
Parametrização teórica em relés Schneider
Parametrização teórica em relés Siemens
Parametrização teórica em relés Pextron
Comparativo entre plataformas e filosofias de configuração
Firmware, banco de dados de proteção e lógica interna
Módulo 8 – Ensaios Conceituais e Análise de Registros (4 Horas)
Fundamentos teóricos dos ensaios segundo IEC 60255
Princípios conceituais das maletas de teste
Ensaios secundários sob abordagem teórica
Leitura e interpretação de registros oscilográficos
Eventos, lógicas de trip e análise de faltas
Diagnóstico lógico de falhas em sistemas de proteção
Módulo 9 – Gestão de Manutenção em Sistemas de Proteção (2 Horas)
Fundamentos teóricos de manutenção preventiva
Estratégias de manutenção corretiva
Planejamento teórico de inspeções em sistemas de proteção
Análise de criticidade de ativos de proteção
Organização de rotinas de monitoramento
Módulo 10 – Segurança e Responsabilidade Técnica (2 Horas)
Princípios normativos de segurança em sistemas energizados
Fundamentos teóricos de procedimentos de bloqueio e etiquetagem
Interpretação de riscos em atividades com sistemas de proteção
Contexto teórico de uso de EPI em atividades elétricas
Responsabilidade técnica sobre parametrização e ajustes
Finalização e Certificação:
Exercícios Práticos (quando contratado);
Registro das Evidências;
Avaliação Teórica;
Avaliação Prática (Quando contratada);
Certificado de Participação.
NOTA:
Ressaltamos que o Conteúdo Programático Normativo Geral do Curso ou Treinamento poderá ser alterado, atualizado, acrescentando ou excluindo itens conforme necessário pela nossa Equipe Multidisciplinar. É facultado à nossa Equipe Multidisciplinar atualizar, adequar, alterar e/ou excluir itens, bem como a inserção ou exclusão de Normas, Leis, Decretos ou parâmetros técnicos que julgarem aplicáveis, estando relacionados ou não, ficando a Contratante responsável por efetuar os devidos atendimentos no que dispõem as Legislações pertinentes.
Curso Parametrização Ensaios Relés
Curso Parametrização Ensaios Relés
Participantes sem experiência:
Carga horária mínima = 80 horas/aula
Participantes com experiência:
Carga horária mínima = 40 horas/aula
Atualização (Reciclagem):
Carga horária mínima = 20 horas/aula
Atualização (Reciclagem): O empregador deve realizar treinamento periódico Anualmente e sempre que ocorrer quaisquer das seguintes situações:
a) mudança nos procedimentos, condições ou operações de trabalho;
b) evento que indique a necessidade de novo treinamento;
c) retorno de afastamento ao trabalho por período superior a noventa dias;
d) mudança de empresa;
e) Troca de máquina ou equipamento.
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Curso Parametrização Ensaios Relés
CURIOSIDADES TÉCNICAS – CURSO PARAMETRIZAÇÃO ENSAIOS RELÉS:
Tempo de atuação invisível dos relés modernos
Relés numéricos atuais conseguem atuar em tempos inferiores a 20 milissegundos em faltas críticas, muitas vezes mais rápido que a percepção humana de um evento elétrico. Isso é decisivo para evitar danos em transformadores, geradores e cabines primárias, reduzindo drasticamente o custo de uma falha.
O erro mais comum na proteção não é técnico, é filosófico
A maioria das falhas em sistemas de proteção não ocorre por defeito no relé, mas por erro de filosofia de proteção. Um sistema mal coordenado pode funcionar tecnicamente, mas atuar de forma incorreta e provocar desligamentos indevidos.
Oscilografias revelam falhas invisíveis ao olho humano
Os registros oscilográficos capturados pelos relés permitem identificar curtos-circuitos, transitórios, rejeição de carga e até falhas intermitentes que não seriam percebidas apenas por medições convencionais ou inspeção visual.
O nosso projeto pedagógico segue as diretrizes impostas pela Norma Regulamentadora nº1.
Após a efetivação do pagamento, Pedido de Compra, Contrato assinado entre as partes, ou outra forma de confirmação de fechamento, o material didático será liberado em até 72 horas úteis (até 9 dias), devido à adaptação do conteúdo programático e adequação às Normas Técnicas aplicáveis ao cenário expresso pela Contratante; bem como outras adequações ao material didático, realizadas pela nossa Equipe Multidisciplinar para idioma técnico conforme a nacionalidade do aluno e Manuais de Instrução Técnica Operacional e de Manutenção especifícos das atividades que serão exercidas.
OUTROS ELEMENTOS QUANDO PERTINENTES E CONTRATADOS:
Introdução aos sistemas de proteção elétrica;
Funções ANSI e seus princípios de funcionamento;
Tabela ANSI;
Interpretação de diagramas unifilares e de proteção;
Tipos de relés de proteção e suas aplicações;
Seleção e dimensionamento de relés conforme a aplicação;
Requisitos normativos para sistemas de proteção;
Cálculo da proteção de uma cabine primária;
Filosofia de proteção e coordenação de relés;
Relés eletromecânicos: fundamentos e características;
Relés numéricos: arquitetura e comunicação;
Parametrização de relés de proteção ABB;
Parametrização de relés de proteção Schneider;
Parametrização de relés de proteção Siemens;
Parametrização de relés de proteção Pextron;
Ensaios e testes de comissionamento de relés;
Utilização de maleta de teste para verificação;
Interpretação de registros oscilográficos;
Análise de falhas e diagnóstico de problemas;
Manutenção preventiva de sistemas de proteção;
Manutenção corretiva de sistemas de proteção;
Práticas seguras de trabalho em sistemas energizados;
Utilização adequada de EPI’s em atividades práticas;
Procedimentos de bloqueio e etiquetagem;
Aplicação das normas NBR 5410 e NBR 14039;
Aplicação da norma IEC 60255 para relés;
Elaboração de relatórios técnicos e laudos;
Demonstração de raciocínio lógico;
Atenção a detalhes no comissionamento;
Organização e planejamento das atividades.
Complementos para Máquinas e Equipamentos quando for o caso:
Conscientização da Importância:
Manual de Instrução de Operação da Máquina ou Equipamento;
Plano de Inspeção e Manutenção da Máquina ou Equipamento seguindo a NR 12;
Relatório Técnico com ART da Máquina ou Equipamento conforme NR 12;
Teste de Carga (com ART) conforme NR 12;
END (Ensaios Não Destrutivos) conforme NR 12;
Ensaios Elétricos NR 10;
Tagueamento de Máquinas e Equipamentos;
RETROFIT – Processo de Modernização;
Checklist Diário;
Manutenções pontuais ou cíclicas.
Complementos da Atividade – Conscientização da Importância:
APR (Análise Preliminar de Riscos);
PE (Plano de Emergência);
PGR (Plano de Gerenciamento de Riscos);
GRO (Gerenciamento de Riscos Ocupacionais);
Compreensão da necessidade da Equipe de Resgate – NBR 16710;
A Importância do conhecimento da tarefa;
Prevenção de acidentes e noções de primeiros socorros;
Proteção contra incêndios – NBR 14276;
Percepção dos riscos e fatores que afetam as percepções das pessoas;
Impacto e fatores comportamentais na segurança: Fator medo;
Como descobrir o jeito mais rápido e fácil para desenvolver Habilidades;
Como controlar a mente enquanto trabalha;
Como administrar e gerenciar o tempo de trabalho;
Porque equilibrar a energia durante a atividade a fim de obter produtividade;
Consequências da Habituação do Risco;
Causas de acidente de trabalho;
Noções sobre Árvore de Causas;
Entendimentos sobre Ergonomia, Análise de Posto de Trabalho e Riscos Ergonômicos.
Noções básicas de:
HAZCOM – Hazard Communication Standard (Padrão de Comunicação de Perigo);
HAZMAT – Hazardous Materials (Materiais Perigosos);
HAZWOPER – Hazardous Waste Operations and Emergency Response (Operações de Resíduos Operações Perigosas e Resposta a Emergências);
Ciclo PDCA (Plan-Do-Check-Act) – ISO 45001;
FMEA – Failure Mode and Effect Analysis (Análise de modos e efeitos de falha);
SFMEA – Service Failure Mode and Effect Analysis (Análise de modos e efeitos de falha de serviços);
PFMEA – Process of Failure Mode and Effects Analysis (Análise de modos e efeitos de falha de Processos);
DFMEA – Design Failure Mode and Effect Analysis (Análise de modos e efeitos de falha de Design);
Análise de modos, efeitos e criticidade de falha (FMECA);
Ferramenta Bow Tie (Análise do Processo de Gerenciamento de Riscos);
Ferramenta de Análise de Acidentes – Método TRIPOD;
Padrão de Comunicação e Perigo (HCS (Hazard Communication Standard) – OSHA;
Escala Hawkins (Escala da Consciência);
Exercícios Práticos:
Registro das Evidências;
Avaliação Teórica e Prática;
Certificado de Participação.
Curso Parametrização Ensaios Relés
Saiba Mais: Curso Parametrização Ensaios Relés
5.3.4.1 Dispositivos que garantem simultaneamente a proteção contra correntes de sobrecarga e contra correntes de curto-circuito
Esses dispositivos de proteção devem poder interromper qualquer sobrecorrente menor ou igual à corrente de curto-circuito presumida no ponto em que o dispositivo está instalado. Tais dispositivos podem ser disjuntores acionados através de relés secundários com as funções 50 e 51, fase e neutro (onde é fornecido o neutro). Não são aceitos relés com princípio de funcionamento com retardo a líquido.
NOTAS
1 Quando forem utilizados relés com as funções 50 e 51 do tipo microprocessado, digital, auto-alimentados ou não, deve ser garantida, na falta de energia, uma fonte de alimentação de reserva, com autonomia mínima de 2 h, que garanta a sinalização dos eventos ocorridos e o acesso à memória de registro dos relés.
2 Os transformadores para instrumentos conectados aos relés secundários devem ser instalados sempre a montante do disjuntor ou chave a ser atuado(a), garantindo assim a proteção contra falhas do próprio dispositivo.
3 Para qualquer tipo de relé, deve ser instalado um dispositivo exclusivo que garanta a energia necessária ao acionamento da bobina de abertura do disjuntor, que permita teste individual, recomendando-se o uso de fonte capacitiva.
4 O sistema geral de proteção da unidade consumidora deve permitir coordenação com o sistema de proteção da concessionária, ser dimensionado e ajustado de modo a permitir adequada seletividade entre os dispositivos de proteção da instalação.
5.3.4.2 Dispositivos que garantem apenas a proteção contra correntes de curto-circuito
Tais dispositivos podem ser utilizados quando a proteção contra sobrecargas for realizada por outros meios ou quando se admitir a omissão da proteção contra sobrecargas. Esses dispositivos devem poder interromper qualquer corrente de curto-circuito menor ou igual à corrente de curto-circuito presumida. Não são aceitos relés com princípio de funcionamento com retardo a líquido. Podem ser utilizados:
a) disjuntores acionados através de relés com a função 50;
b) dispositivos fusíveis limitadores de corrente, conforme a IEC 60281-1, e do tipo expulsão, conforme a ABNT NBR 7282, para uso exclusivo em instalações externas.
5.4 Proteção contra sobretensões
As sobretensões nas instalações elétricas de média tensão não devem comprometer a segurança das pessoas, nem a integridade das próprias instalações e dos equipamentos servidos.
NOTA O uso adequado de para-raios de resistência não linear é considerado uma medida de proteção contra sobretensão de origem atmosférica.
5.5 Proteção contra mínima e máxima tensão e falta de fase
5.5.1 Devem ser consideradas medidas de proteção quando uma queda de tensão significativa (ou sua falta total) e o posterior restabelecimento desta forem suscetíveis de criar perigo para pessoas e bens ou de perturbar o bom funcionamento da instalação.
NOTA No caso da proteção contra quedas e faltas de tensão, normalmente são utilizados relés de subtensão acoplados a dispositivos de seccionamento.
5.5.2 Quando aplicável, a proteção de máxima tensão deve atuar no dispositivo de seccionamento apropriado.
5.6 Proteção contra inversão de fase
Quando aplicável, as instalações devem ser protegidas contra inversão de fase, de forma que o relé de proteção correspondente atue no dispositivo de seccionamento apropriado.
F: NBR 14039
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