Nome Técnico: CURSO APRIMORAMENTO COMO EXECUTAR ANÁLISE DE TRICHINELLA
Referência: 144773
Ministramos Cursos e Treinamentos; Realizamos Traduções e Interpretações em Idioma Técnico: Português, Inglês, Espanhol, Mandarim, Alemão, Hindi, Japonês, Árabe e outros consultar.
Curso de Análise de Trichinella
O objetivo do curso de análise de Trichinella é capacitar profissionais para compreender, interpretar e aplicar, de forma técnica e responsável, os princípios que regem a análise de Trichinella, desde os fundamentos biológicos do parasita até os métodos laboratoriais. Ele abrange os pontos críticos da inspeção de suínos. Dessa forma, o participante desenvolve domínio conceitual sobre amostragem, identificação do agente e métodos clássicos e avançados de detecção e gestão sanitária. Isso garante que suas decisões estejam alinhadas à segurança alimentar e à proteção da saúde pública.
Além disso, o curso tem como finalidade estruturar a atuação profissional sob uma base normativa sólida. Existe um destaque para a NR 01 , que orienta a identificação, a avaliação e o controle dos riscos presentes nas atividades de inspeção e análise laboratorial. Assim, o conteúdo fortalece a capacidade de atuação técnica. Isso melhora a tomada de decisão e assegura conformidade legal, rastreabilidade e responsabilidade sanitária em todas as etapas do processo.
Quem é o profissional legalmente responsável por executar e validar a análise de Trichinella?
O profissional legalmente responsável por executar e validar a análise de Trichinella é aquele que possui formação compatível com atividades de inspeção sanitária, análise laboratorial e controle de produtos de origem animal. Ele atua dentro de suas atribuições técnicas e legais. Em regra, essa responsabilidade recai sobre profissionais habilitados como médicos-veterinários, biólogos ou biomédicos, conforme a natureza da atividade, o vínculo institucional e o enquadramento do serviço perante os órgãos de inspeção.
Além disso, esse profissional assume responsabilidade direta pelos resultados analíticos emitidos, devendo assegurar rastreabilidade, conformidade metodológica e aderência às exigências sanitárias vigentes. Dessa forma, a validação da análise não se limita ao ensaio em si. Envolve a garantia de que todo o processo, desde a amostragem até o registro do resultado, esteja tecnicamente correto e juridicamente defensável.

Quando a análise de Trichinella se torna obrigatória no contexto da inspeção sanitária?
Antes de responder objetivamente, é fundamental compreender que a obrigatoriedade da análise de Trichinella está diretamente associada à avaliação de risco sanitário, ao sistema de produção adotado e às exigências dos programas oficiais de inspeção.
| Situação avaliada | Condição para obrigatoriedade |
|---|---|
| Sistema de produção não controlado | Análise obrigatória |
| Abate informal ou sem rastreabilidade | Análise obrigatória |
| Presença de risco epidemiológico regional | Análise obrigatória |
| Programas oficiais de vigilância sanitária | Análise obrigatória |
| Sistemas controlados com certificação reconhecida | Pode haver dispensa condicionada |
Assim, a análise se torna obrigatória sempre que houver risco potencial à saúde pública, ausência de controle sanitário comprovado ou exigência expressa dos órgãos oficiais. Mesmo em regiões sem registros recentes, a vigilância ativa permanece como medida preventiva essencial.
Por essa razão, a digestão artificial é adotada como método de referência em programas oficiais, pois combina confiabilidade, viabilidade operacional e correlação direta com o risco real de transmissão.
Por que a correta seleção do ponto de amostragem muscular influencia o resultado?
A correta seleção do ponto de amostragem muscular influencia diretamente a sensibilidade da análise. Isso ocorre porque a Trichinella não se distribui de forma homogênea no organismo do hospedeiro. O parasita apresenta predileção por músculos mais ativos, bem irrigados e metabolicamente exigidos, o que torna determinados tecidos mais representativos para detecção.
A escolha inadequada do local de coleta pode resultar em falsos negativos, mesmo quando o animal está infectado. Por isso, a padronização da amostragem não é uma recomendação opcional. É um requisito técnico essencial para garantir validade sanitária, confiabilidade do laudo e proteção efetiva da saúde pública.
Onde ocorrem os principais pontos críticos de controle na cadeia produtiva de suínos?
Para responder a essa questão, é necessário observar a cadeia produtiva como um sistema contínuo. Nele, falhas em etapas iniciais impactam diretamente a segurança do produto final.
| Etapa da cadeia | Ponto crítico de controle |
|---|---|
| Recepção de suínos | Verificação sanitária e rastreabilidade |
| Condução e insensibilização | Redução de estresse e contaminação |
| Abate em zona suja | Controle de contaminação cruzada |
| Evisceração | Integridade das vísceras |
| Divisão da carcaça | Avaliação visual e sanitária |
| Coleta de amostras | Representatividade para análise |
| Liberação sanitária | Validação documental e técnica |
Assim, os pontos críticos se distribuem ao longo de todo o processo, exigindo controle contínuo e integração entre inspeção, análise laboratorial e gestão sanitária.
Por que métodos clássicos apresentam limitações frente à digestão artificial?
Antes de listar essas limitações, é importante compreender que métodos clássicos foram desenvolvidos em contextos de menor exigência sanitária e tecnológica.
Principais limitações
Baixa sensibilidade para infecções leves
Dependência excessiva da observação visual
Incapacidade de detectar larvas em baixa densidade
Maior risco de falso negativo
Em contraste, a digestão artificial libera as larvas do tecido muscular, aumentando significativamente a chance de detecção e reduzindo a margem de erro sanitário.

Quando a ausência de casos não justifica a suspensão da vigilância?
A ausência de registros recentes de triquinelose não justifica a suspensão da vigilância porque a doença está diretamente relacionada ao relaxamento dos controles sanitários. Historicamente, surtos reaparecem justamente em regiões que interrompem programas de monitoramento com base em dados temporários.
Além disso, a vigilância contínua funciona como ferramenta preventiva, não reativa. Portanto, manter a análise de Trichinella mesmo sem casos confirmados assegura proteção à saúde pública, preserva a credibilidade do sistema de inspeção e evita consequências sanitárias e legais decorrentes de falhas evitáveis.
Qual a Importância do Curso de Análise de Trichinella ?
A importância do curso reside no fato de que a análise de Trichinella ocupa uma posição crítica na proteção da saúde pública e na segurança dos alimentos de origem animal. Ao aprofundar o conhecimento técnico sobre o parasita, seus ciclos, os métodos analíticos e os pontos críticos da inspeção de suínos, o curso fortalece a capacidade do profissional de atuar de forma preventiva, reduzindo o risco de liberação de carcaças contaminadas e evitando surtos de triquinelose associados a falhas no controle sanitário.
Além disso, o curso é relevante porque estrutura a atuação profissional com base na NR 01 – Disposições Gerais e Gerenciamento de Riscos Ocupacionais. Ela estabelece a obrigatoriedade da identificação, avaliação e controle dos riscos presentes nas atividades de trabalho. Dessa maneira, o participante passa a compreender a análise de Trichinella não apenas como um procedimento técnico, mas como parte de um sistema integrado de gerenciamento de riscos. Isso assegura conformidade legal, rastreabilidade das decisões e responsabilidade sanitária em todas as etapas do processo.
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Treinamento Livre Profissionalizante Noções Básicas (Não substitui Formação Acadêmica ou Ensino Técnico)Certificado de conclusão
Curso Análise de Trichinella
MÓDULO 1 – TRIQUINELOSE: CONCEITOS, DISTRIBUIÇÃO E IMPORTÂNCIA SANITÁRIA (4 Horas)
Definição de triquinelose
Distribuição mundial da doença
Importância em saúde pública e inspeção de alimentos
Impactos sanitários, econômicos e legais
Relação entre consumo de carne contaminada e risco humano
MÓDULO 2 – MORFOLOGIA, FISIOLOGIA E PATOGENIA (6 Horas)
Morfologia geral do gênero Trichinella
Fêmea adulta: características e função biológica
Macho adulto: características e papel reprodutivo
Larva encistada no músculo estriado
Fisiologia do parasita
Espécies de Trichinella e diferenças patogênicas
Patogenia associada à infecção
MÓDULO 3 – HOSPEDEIROS, EPIDEMIOLOGIA E CICLO BIOLÓGICO (6 Horas)
Hospedeiros domésticos e silvestres
Epidemiologia da triquinelose
Ciclo biológico doméstico
Ciclo de vida completo da Trichinella
Pontos críticos de controle no ciclo produtivo
MÓDULO 4 – TRANSMISSÃO, DIAGNÓSTICO E PROGNÓSTICO (6 Horas)
Vias de transmissão
Diagnóstico parasitológico e laboratorial
Diagnóstico diferencial
Prognóstico da infecção em humanos
Relação entre falhas de inspeção e surtos
MÓDULO 5 – IDENTIFICAÇÃO DO AGENTE E MÉTODOS CLÁSSICOS (4 Horas)
Identificação do agente etiológico
Triquinoscópio
Método de compressão
Limitações dos métodos clássicos
Critérios de confiabilidade do resultado
MÓDULO 6 – AMOSTRAGEM E MÉTODOS LABORATORIAIS AVANÇADOS (8 Horas)
Princípios de amostragem
Método de digestão artificial
Digestão e recuperação de larvas
Testes sorológicos: fundamentos e limitações
Reação em Cadeia da Polimerase (PCR):
Fundamentos
Aplicação teórica
Vantagens e restrições
Ampola de separação para posterior análise de Trichinella spirallis
MÓDULO 7 – PROFILAXIA E TRATAMENTO EM HUMANOS (4 Horas)
Medidas profiláticas
Controle sanitário na cadeia produtiva
Tratamento da triquinelose em humanos
Responsabilidade do sistema de inspeção
MÓDULO 8 – INSPEÇÃO DE SUÍNOS E PROCESSO DE ABATE (8 Horas)
Recepção de suínos e critérios sanitários
Necropsia e avaliação sanitária
Condução para o abate e insensibilização
Abate em zona suja e zona limpa
Sangria, escaldagem e depilação
Processo de chamuscagem para redução da contaminação bacteriana
Extração e oclusão do reto
Desarticulação da cabeça e inspeção
Evisceração e análise de vísceras
Divisão longitudinal da carcaça e verificação
Retirada de gordura em rama e miúdos externos
Coleta para teste de Trichinella spirallis
MÓDULO 9 – CONTROLE OFICIAL E GESTÃO SANITÁRIA (4 Horas)
Boletim sanitário
Uso de gás carbônico e critérios de gramas
Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal
Trânsito animal
Relação com agricultura, pecuária e abastecimento
Programas de treinamento sanitário
Curso Análise de Trichinella
Curso Análise de Trichinella
Participantes sem experiência:
Carga horária mínima = 80 horas/aula
Participantes com experiência:
Carga horária mínima = 40 horas/aula
Atualização (Reciclagem):
Carga horária mínima = 20 horas/aula
Atualização (Reciclagem): O empregador deve realizar treinamento periódico Anualmente e sempre que ocorrer quaisquer das seguintes situações:
a) mudança nos procedimentos, condições ou operações de trabalho;
b) evento que indique a necessidade de novo treinamento;
c) retorno de afastamento ao trabalho por período superior a noventa dias;
d) mudança de empresa;
e) Troca de máquina ou equipamento.
Curso Análise de Trichinella
Curso Análise de Trichinella
Referências Normativas quando for o caso aos dispositivos aplicáveis e suas atualizações:
NR 01 – Disposições Gerais e Gerenciamento de Riscos Ocupacionais
ABNT NBR 15532 – Suínos para abate – Terminologia
ABNT NBR ISO/CIE 8995 – Iluminação de ambientes de trabalho (norma de apoio)
ISO 10015 – Gestão da qualidade – Diretrizes para gestão da competência e desenvolvimento de pessoas
ISO 45001 – Sistemas de gestão de saúde e segurança ocupacional – Requisitos com orientação para uso
Decreto nº 9.013, de 29 de março de 2017 – Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (RIISPOA)
Nota: Este Serviço atende exclusivamente as exigências da MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) quando se tratar de atendimento a outros Órgãos, informe no ato da solicitação.
Curso Análise de Trichinella
Curso Análise de Trichinella
CURIOSIDADES TÉCNICAS – CURSO ANÁLISE DE TRICHINELLA
A Trichinella não é detectável por inspeção visual convencional
Mesmo carcaças aparentemente normais podem conter larvas viáveis de Trichinella encistadas no músculo. Por isso a análise laboratorial é indispensável. A ausência de lesões macroscópicas não significa segurança sanitária.
Métodos clássicos ainda são usados por limitação operacional
O triquinoscópio e o método de compressão continuam presentes em alguns contextos por simplicidade e custo, mesmo sendo menos sensíveis que a digestão artificial. Isso explica diferenças de confiabilidade entre sistemas de inspeção.
A análise de Trichinella é um ponto crítico de rastreabilidade
Cada amostra analisada deve ser rastreável até a carcaça de origem. Sem rastreabilidade, o resultado perde valor sanitário e legal, mesmo que tecnicamente correto.
O nosso projeto pedagógico segue as diretrizes impostas pela Norma Regulamentadora nº1.
Após a efetivação do pagamento, Pedido de Compra, Contrato assinado entre as partes, ou outra forma de confirmação de fechamento, o material didático será liberado em até 72 horas úteis (até 9 dias), devido à adaptação do conteúdo programático e adequação às Normas Técnicas aplicáveis ao cenário expresso pela Contratante; bem como outras adequações ao material didático, realizadas pela nossa Equipe Multidisciplinar para idioma técnico conforme a nacionalidade do aluno e Manuais de Instrução Técnica Operacional e de Manutenção específicos das atividades que serão exercidas.
OUTROS ELEMENTOS QUANDO PERTINENTES E CONTRATADOS:
Definição de triquinelose e distribuição mundial;
Morfologia e fisiologia;
Hospedeiros e epidemiologia;
Espécies de trichinella e patogenia;
Transmissão e diagnóstico e prognóstico;
Identificação do agente e triquinoscópio ou método de compressão;
Método de digestão artificial e amostragem;
Digestão, recuperação e teste sorológicos;
Reação em cadeia de Polimerase PCR;
Profilaxia e tratamento em humanos;
Fêmea e macho adultos;
Larva encistada no músculo;
Ciclo biológico doméstico e ciclo de vida do trichinella;
Programas de treinamento;
Saúde, segurança e meio ambiente;
Recepção de suínos e necropsia;
Abate em zona suja e limpa;
Condução para o Abate e insensibilização;
Sangria, escaldagem e depilação;
Extração e oclusão do reto;
Desarticulação da cabeça e inspeção;
Evisceração e análise de vísceras;
Divisão longitudinal da carcaça e verificação;
Coleta para teste de trichinella spirallis;
Retirada de gordura em rama e miúdos externos;
Boletim sanitário, gás carbônico e gramas;
Departamento de inspeção de produtos de origem animal;
Trânsito animal, agricultura, pecuária e abastecimento;
Processo de Chamuscagem, para diminuir a contaminação bacteriana;
Ampola de Separação, para posterior análise de Trichinella spirallis;
Complementos da Atividade:
Conscientização da Importância:
APR (Análise Preliminar de Riscos);
PAE (Plano de Ação de Emergência;
PGR (Plano de Gerenciamento de Riscos);
Compreensão da necessidade da Equipe de Resgate;
A Importância do conhecimento da tarefa;
Prevenção de acidentes e noções de primeiros socorros;
Proteção contra incêndios;
Percepção dos riscos e fatores que afetam as percepções das pessoas;
Impacto e fatores comportamentais na segurança;
Fator medo;
Como descobrir o jeito mais rápido e fácil para desenvolver Habilidades;
Como controlar a mente enquanto trabalha;
Como administrar e gerenciar o tempo de trabalho;
Porque equilibrar a energia durante a atividade afim de obter produtividade;
Consequências da Habituação do Risco;
Causas de acidente de trabalho;
Noções sobre Árvore de Causas;
Noções sobre Árvore de Falhas;
Entendimentos sobre Ergonomia;
Análise de Posto de Trabalho;
Riscos Ergonômicos;
Padrão de Comunicação e Perigo (HCS (Hazard Communiccation Standard) – OSHA;
Exercícios Práticos ( Quando Pertinentes e Contratados) :
Registro das Evidências;
MÓDULO 1 – TRIQUINELOSE: CONCEITOS, DISTRIBUIÇÃO E IMPORTÂNCIA SANITÁRIA (4 Horas)
Definição de triquinelose
Distribuição mundial da doença
Importância em saúde pública e inspeção de alimentos
Impactos sanitários, econômicos e legais
Relação entre consumo de carne contaminada e risco humano
MÓDULO 2 – MORFOLOGIA, FISIOLOGIA E PATOGENIA (6 Horas)
Morfologia geral do gênero Trichinella
Fêmea adulta: características e função biológica
Macho adulto: características e papel reprodutivo
Larva encistada no músculo estriado
Fisiologia do parasita
Espécies de Trichinella e diferenças patogênicas
Patogenia associada à infecção
MÓDULO 3 – HOSPEDEIROS, EPIDEMIOLOGIA E CICLO BIOLÓGICO (6 Horas)
Hospedeiros domésticos e silvestres
Epidemiologia da triquinelose
Ciclo biológico doméstico
Ciclo de vida completo da Trichinella
Pontos críticos de controle no ciclo produtivo
MÓDULO 4 – TRANSMISSÃO, DIAGNÓSTICO E PROGNÓSTICO (6 Horas)
Vias de transmissão
Diagnóstico parasitológico e laboratorial
Diagnóstico diferencial
Prognóstico da infecção em humanos
Relação entre falhas de inspeção e surtos
MÓDULO 5 – IDENTIFICAÇÃO DO AGENTE E MÉTODOS CLÁSSICOS (4 Horas)
Identificação do agente etiológico
Triquinoscópio
Método de compressão
Limitações dos métodos clássicos
Critérios de confiabilidade do resultado
MÓDULO 6 – AMOSTRAGEM E MÉTODOS LABORATORIAIS AVANÇADOS (8 Horas)
Princípios de amostragem
Método de digestão artificial
Digestão e recuperação de larvas
Testes sorológicos: fundamentos e limitações
Reação em Cadeia da Polimerase (PCR):
Fundamentos
Aplicação teórica
Vantagens e restrições
Ampola de separação para posterior análise de Trichinella spirallis
MÓDULO 7 – PROFILAXIA E TRATAMENTO EM HUMANOS (4 Horas)
Medidas profiláticas
Controle sanitário na cadeia produtiva
Tratamento da triquinelose em humanos
Responsabilidade do sistema de inspeção
MÓDULO 8 – INSPEÇÃO DE SUÍNOS E PROCESSO DE ABATE (8 Horas)
Recepção de suínos e critérios sanitários
Necropsia e avaliação sanitária
Condução para o abate e insensibilização
Abate em zona suja e zona limpa
Sangria, escaldagem e depilação
Processo de chamuscagem para redução da contaminação bacteriana
Extração e oclusão do reto
Desarticulação da cabeça e inspeção
Evisceração e análise de vísceras
Divisão longitudinal da carcaça e verificação
Retirada de gordura em rama e miúdos externos
Coleta para teste de Trichinella spirallis
MÓDULO 9 – CONTROLE OFICIAL E GESTÃO SANITÁRIA (4 Horas)
Boletim sanitário
Uso de gás carbônico e critérios de gramas
Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal
Trânsito animal
Relação com agricultura, pecuária e abastecimento
Programas de treinamento sanitário
Avaliação Teórica e Prática;
Certificado de Participação.
Curso Análise de Trichinella
Saiba Mais: Curso Análise de Trichinella
Triquinelose é uma enfermidade parasitária, causada pelo nematódeo Trichinella sp. Por ser uma enfermidade zoonótica, a triquinelose é uma doença parasitária de importância para a saúde pública. O homem adquire a infecção por meio da ingestão de carne infectada, insuficientemente cozida, geralmente de suíno, equino ou urso. Além do homem, suíno, equino e do urso, outros animais carnívoros, onívoros e roedores também são susceptíveis à infecção natural por Trichinella sp. Os mais acometidos são: homem, animais domésticos (suíno, cão, gato, roedores e equinos), animais selvagens (raposa, javali, lobo, urso, porco selvagem, hiena, chacal, leão, etc.). A Organização Mundial de Sanidade Animal — OIE classifica as enfermidades animais baseada na significância relativa socioeconômica ou de saúde pública. A OIE coloca a Triquinelose na Lista de Enfermidades de Declaração Obrigatória, o que significa dizer que os países que possuem esta enfermidade podem ter seus produtos rejeitados no comércio internacional. Segundo a 01E, os Países Membros podem declarar-se a si mesmos livres de enfermidades para as quais ainda não existe um procedimento especifico, para que a OIE faça um reconhecimento oficial do status do país membro com respeito a essa enfermidade. Neste caso, deve-se fazer chegar aos países importadores os dados epidemiológicos necessários para convencê-los da pertinência de sua posição. Para este efeito, o país interessado deve se apoiar nas disposições normativas que figuram o Código Sanitário para os Animais Terrestres, reconhecido pela Organização Mundial do Comercio — OMC. No Brasil, fazem-se constantes testes para detecção de Trichinella spiralis no rebanho suíno e não existem registros da presença deste nematódeo. E nunca foi registrado nenhum surto de tal enfermidade. A carne mais incriminada em casos de surtos é a carne equina. No entanto, muitos mercados dificultam as exportações brasileiras de carne suína, exigindo vários testes, o que aumenta o custo desta carne.
A saúde animal e a saúde humana estão intimamente interligadas em diferentes formas. Os animais podem transmitir direta ou indiretamente enfermidades para os seres humanos, e da mesma forma, existem enfermidades como a febre aftosa que pode ocasionar grandes perdas, reduzindo a disponibilidade de alimentos e culminando em grande prejuízo econômico. O Brasil é o quarto maior produtor e exportador de carne suína com 3,344 e 505 mil toneladas respectivamente. O estado de Santa Catarina é o maior produtor de carne suína correspondendo a 26,35 % do abate no Brasil. Estima-se que no ano 2023, o consumo mundial de carne suína seja de 129 milhões de toneladas e que a produção atinja 129,4 milhões de toneladas no mesmo ano. Esses valores representarão crescimento do setor em tomo de 12,2% durante o período. Com o aumento da renda per capita em vários países em desenvolvimento, observa-se um aumento pela busca de proteína de origem animal e, dentre elas, a carne suína. Em face ao aumento de consumo, o sistema de produção familiar foi substituído gradualmente (extensivo e intensivo com efetivos baixos), por sistemas de produção de animais confinados, apresentando uma densidade elevada de suínos em igual área disponível. O Serviço de Inspeção Federal, conhecido mundialmente pela sigla S.I.F. e vinculado ao Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal — DIPOA, é o responsável por assegurar a qualidade de produtos de origem animais comestíveis e não comestíveis destinados ao mercado interno e externo, bem como de produtos importados. O estágio curricular obrigatório realizado no SIF de uma agroindústria multinacional possibilita acompanhar a rotina de um grande abatedouro frigorífico e a rotina de fiscalização dos produtos, a fim de garantir produtos de excelência ao consumidor.
Recepções de Suínos O descarregamento dos animais é realizado logo após a chegada por caminhões no pátio da empresa, evitando ao máximo a permanência dos mesmos dentro do caminhão. O local é coberto evitando o contato direto dos suínos com intempéries como sol forte e chuva, que podem leva-los a quadro de estresse agudo. Os animais somente são descarregados após a verificação rigorosa de Boletins Sanitários, Guia de Trânsito Animal (GTAs), e Declaração de Vacina para Castração Imunológica (Imunocastração). O caminhão aproxima-se da rampa de descarregamento e coloca-se uma espécie de “ponte” que liga o caminhão a rampa, para evitar uma possível contusão nos animais. Os animais são conduzidos através do uso de ar comprimido e com um remo de plástico que faz barulho, por dois ou três funcionários, ao entrar na balança o animal recebe um carimbo no lado direito que representa seu lote, e ao sair da balança recebe o mesmo carimbo no lado esquerdo, possibilitando a rastreabilidade do animal. Durante o transporte devido à alta densidade, ao estresse agudo, ao calor ou até mesmo alguma doença já existente no animal, eles podem vir a óbito caso isso aconteça os animais são levados por carrinhos hidráulicos até a sala de necropsia, exame realizado por um médico veterinário. O desembarque dos animais os auxiliares devem ficam atentos à possibilidade de haver animais contundidos, doentes, ou com alguma anormalidade e os direcionar a pocilga de sequestro. Os demais animais seguem as pocilgas de matança. Os animais permanecem nas pocilgas do frigorífico durante um período mínimo de descanso e dieta hídrica de 3 horas. A recomendação ao produtor é retirar a ração 6 horas antes do carregamento, somados com as horas de transporte, obtém-se um período de jejum e dieta hídrica no mínimo de 12 horas a 16 horas, ideal para uma evisceração sem contaminações, e bem como para diminuir o estresse do animal Caso ultrapasse as 24 horas de jejum, é ofertado alimento (ração) ao animal, que permanecerá mais 6 horas em jejum e será conduzido para o abate. Durante a permanência dos animais nas pocilgas, quando a temperatura ambiental excede 10 °C é autorizado o uso dos aspersores, no presente estabelecimento alguns lotes de suínos apresentam grande quantidade de matéria orgânica e o uso dos aspersores diminui a carga orgânica dos animais. Segundo a Portaria 711° uso dos aspersores tem como objetivo o conforto térmico dos animais. Os auxiliares de inspeção acompanham todos os desembarques na integra, avaliando as condições dos animais, caminhões e funcionários do frigorífico, além de avaliarem as documentações de cada lote. Um destes documentos de muita importância é o Guia de Trânsito Animal (GTA), documento oficial fornecido pela Defesa Agropecuária Estadual. Neste documento deve-se verificar nome do produtor, estabelecimento, origem, código da propriedade, quantidade de animais no caminhão, no caso da unidade em questão “suínos sem ractopamina” e o número do 5W. Em casos que o número de animais não condiz com o descrito no GTA, deve ser gerado um Registro de Ocorrência de Trânsito (ROT) para analisar se a propriedade possui saldo ou não de animais. Caso não possuir saldo, o abate não poderá ser autorizado.
Curso Análise de Trichinella: Consulte – nos.