Nome Técnico: CURSO APRIMORAMENTO ACESSO POR CORDA – NBR 15595 E NBR 15475 – NÍVEL 1 (BÁSICO)
Referência: 110826
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Curso Acesso por Corda 1 NBR 15475
O objetivo do Curso Acesso por Corda 1 NBR 15475 é formar profissionais capazes de compreender integralmente os fundamentos normativos, técnicos e procedimentais estabelecidos pela NBR 15595 e NBR 15475, desenvolvendo uma visão clara sobre segurança, análise de risco, uso correto dos equipamentos, sistemas de ancoragem e lógica de funcionamento das técnicas de ascensão, descensão e progressão vertical. O curso consolida a base conceitual necessária para que o trabalhador reconheça perigos, avalie cenários, identifique inconsistências operacionais e adote decisões seguras dentro dos limites do Nível 1, operando sempre sob supervisão e de acordo com os protocolos exigidos pelas normas vigentes.
Além disso, o curso tem como objetivo ampliar a maturidade profissional do aluno, fortalecendo sua capacidade de interpretar documentos técnicos, compreender critérios de qualificação, integrar-se de forma eficiente às equipes de trabalho e executar rotinas de verificação, inspeção prévia, preparação do sistema e comunicação operacional. Portanto, o foco é garantir que o profissional desenvolva competências sólidas para atuar com segurança em ambientes verticais, entendendo as responsabilidades legais, os requisitos normativos e as práticas adequadas para prevenir acidentes, preservar vidas e manter a integridade do sistema de acesso por corda.

Deslocamento controlado em linha dupla de ancoragem.
Quem é responsável por validar a aptidão do trabalhador para operar no Nível 1 de acesso por corda?
A validação da aptidão do trabalhador no Nível 1 é responsabilidade direta do instrutor autorizado e da entidade certificadora, seguindo os critérios definidos pela NBR 15475. Logo, esse profissional avalia se o aluno compreende os conceitos fundamentais, demonstra consciência situacional, entende as limitações do Nível 1 e possui condições físicas e mentais adequadas para atividades verticais. Assim, a norma determina que nenhum trabalhador pode iniciar operações sem comprovação formal de qualificação teórica alinhada aos requisitos oficiais.
Além disso, cabe ao médico do trabalho confirmar a aptidão física do profissional por meio de exames ocupacionais específicos para atividades com risco de queda, esforço repetitivo e suspensão prolongada. A aptidão só é considerada válida quando ambos os processos estão documentados. Sem isso, o trabalhador não pode integrar uma equipe de acesso por corda.
Como a NBR 15595 define a sequência correta de verificação prévia dos equipamentos de acesso por corda?
Antes de qualquer operação, a NBR 15595 estabelece que o operador deve executar uma verificação prévia completa, garantindo que cada componente está íntegro, certificado e rastreável. Desse modo, a inspeção segue uma lógica pensada para identificar danos estruturais invisíveis, desgaste avançado ou falhas que comprometeriam a segurança do sistema.
Sequência recomendada pela norma:
Cordas semiestáticas: checar abrasão, cortes, desfiamento, rigidez anormal e marcações obrigatórias.
Mosquetões e conectores: verificar trava, deformações, oxidação e funcionamento mecânico.
Cinturão tipo paraquedista: avaliar costuras, fivelas, pontos de ancoragem e etiqueta de identificação.
Dispositivos de ascensão e descensão: testar travamento, dentes, molas, fricção e movimentação livre.
Trava-quedas: inspecionar corpo, sistema de engate, compatibilidade com corda e bloqueio.
Ancoragens: conferir resistência do ponto, torque, posição e redundância.
Acessórios complementares: polias, fitas, talabartes e proteções de borda.
Onde a equipe deve instalar as ancoragens principais quando o local apresenta superfícies frágeis ou estruturas com baixa resistência?
Quando o ambiente apresenta superfícies frágeis, a equipe precisa analisar detalhadamente a resistência estrutural do local antes de instalar qualquer ancoragem. Nesse sentido, a decisão deve priorizar pontos seguros, certificados, com capacidade real de suportar as cargas previstas pelo método de acesso por corda e que permitam redundância adequada.
Tabela de diretrizes para escolha de ancoragens:
| Cenário do Local | Ação Recomendada | Justificativa Técnica |
|---|---|---|
| Superfície frágil ou deteriorada | Utilizar pontos estruturais metálicos ou vigamentos | Resistência garantida e menor risco de colapso |
| Concreto com baixa qualidade | Ancorar em estruturas reforçadas ou pontos já homologados | Evita ruptura ou fissuras durante carga |
| Ausência de pontos seguros | Instalar ancoragem temporária certificada (tipo A, B ou C da NBR 16325) | Garante capacidade mínima e redundância |
| Estruturas com corrosão | Realizar análise prévia e evitar uso direto como ponto de ancoragem | Corrosão reduz drasticamente resistência |
| Altas cargas previstas | Utilizar ancoragens redundantes com equalização | Distribui forças e reduz risco de falha |

Progressão vertical com redundância total do sistema.
Quando o operador deve interromper a atividade e comunicar o supervisor sobre risco crítico durante o trabalho vertical?
O operador deve interromper imediatamente a atividade sempre que identificar qualquer condição que comprometa a integridade do sistema, como desgaste inesperado da corda, ancoragem instável, mau funcionamento do descensor, falhas de trava-quedas ou comportamentos ambientais que representem ameaça direta, como ventos intensos, queda de objetos, proximidade de eletricidade ou estruturas em colapso. A NBR 15595 reforça que o operador Nível 1 não atua por julgamento próprio: ele identifica, interrompe e reporta.
Além disso, a atividade deve ser paralisada quando houver sinais de esgotamento físico, sintomas de tontura, desconforto súbito ou qualquer condição que indique incapacidade operacional. O operador tem obrigação normativa de comunicar imediatamente o supervisor, que é quem decide a retomada ou cancelamento da operação. Segurança é prioridade absoluta e a interrupção não é opcional.
Por que a redundância do sistema (linha de trabalho + linha de segurança) é considerada obrigatória em qualquer operação com cordas?
A redundância é o princípio central da segurança em acesso por corda. A técnica não se apoia em “confiança” nos equipamentos, mas na garantia de que uma falha isolada não leva o operador à queda. Por isso a NBR 15595 determina que toda operação seja realizada com duas linhas independentes.
Razões técnicas da obrigatoriedade da redundância:
Mitigação de falhas: se a linha de trabalho falhar, a linha de segurança interrompe a queda.
Proteção contra cortes: bordas vivas ou abrasão podem danificar cordas rapidamente.
Estabilidade operacional: dois sistemas reduzem oscilação e melhoram posicionamento.
Conformidade normativa: a própria estrutura da atividade exige redundância por definição.
Controle de energia: a segunda linha permite absorver carga de forma controlada.
Prevenção de acidentes graves: praticamente todos os acidentes fatais ocorrem por ausência de redundância.
Como o fator de queda influencia a escolha dos dispositivos de trava-queda e de métodos de progressão?
O fator de queda determina a severidade do impacto que o sistema precisa suportar durante uma eventual queda. Quanto maior o fator, maior a energia transferida ao trabalhador, à corda e às ancoragens. Por isso a escolha de dispositivos deve seguir cálculos e limites expressos em norma, evitando sobrecarga dos componentes.
Tabela de influência do fator de queda:
| Fator de Queda | Impacto no Sistema | Escolha do Dispositivo / Método |
|---|---|---|
| 0 | Baixíssimo | Uso de trava-quedas guiados e descensores comuns |
| 0,5 | Moderado | Requer dispositivos com amortecimento adequado |
| 1 | Alto | Exige trava-quedas certificados para impacto elevado |
| >1 | Crítico | Proibido em acesso por corda – método deve ser reconfigurado |
| >2 | Fatal | Situação totalmente incompatível com o método |
Onde se aplicam as técnicas de fracionamento e desvio em estruturas industriais com geometrias irregulares?
As técnicas de fracionamento são aplicadas em trechos onde a corda precisa ser dividida em segmentos para aliviar o atrito, contornar arestas ou distribuir cargas ao longo da descida. Esse método é essencial em estruturas industriais com curvas, variações de relevo, chapas metálicas deformadas ou trechos onde o contato direto com a estrutura aumentaria drasticamente o desgaste da corda. Desse modo, o fracionamento também melhora o controle de progressão e reduz o esforço do operador.
Os desvios afastam a corda de obstáculos, tubulações expostas, cantos vivos ou superfícies de risco. Logo, o desvio permite reposicionar a linha sem alterar o ponto de ancoragem principal, mantendo a trajetória segura e evitando danos por abrasão. Em ambientes industriais complexos o desvio é a técnica que garante continuidade segura do trajeto vertical.

Operadores executando trabalho em fachada com técnicas de acesso por corda.
Qual a importância do Curso Acesso Por Corda 1 NBR 15475?
A importância do Curso Acesso por Corda 1 NBR 15475 está em formar profissionais capazes de atuar com segurança em ambientes verticais complexos, onde a margem para erro é zero. A técnica de acesso por corda exige domínio normativo, entendimento profundo dos riscos, capacidade de identificar falhas nos sistemas e criteriosa análise das ancoragens. Logo, sem esse conhecimento, o trabalhador fica vulnerável a quedas, falhas de equipamento, erros de montagem e decisões equivocadas, que podem resultar em acidentes graves ou fatais. Portanto, o curso consolida exatamente o que a norma exige: consciência situacional, responsabilidade operacional e entendimento técnico para integrar equipes de forma segura e padronizada.
Além disso, o curso é essencial para a conformidade legal das operações. A NBR 15595 e a NBR 15475 estabelecem requisitos obrigatórios de qualificação e certificação, e empresas que operam sem profissionais capacitados incorrem em responsabilidade civil, criminal e trabalhista. Bem como, a formação garante que o profissional esteja apto a seguir protocolos normativos, interpretar riscos, realizar verificações técnicas e participar de equipes certificadas. Desse modo, na prática, é o curso que transforma a operação vertical de uma atividade improvisada para uma atividade controlada, auditável e 100% alinhada às exigências da engenharia de segurança.
Clique no Link: Critérios para Emissão de Certificados conforme as Normas
Certificado de conclusão
Curso Acesso por Corda 1 NBR 15475
CURSO APRIMORAMENTO ACESSO POR CORDA – NBR 15595 E NBR 15475 – NÍVEL 1 (BÁSICO)
Carga Horária: 40 Horas
MÓDULO 1 – Fundamentos, Terminologia e Estruturas Normativas (4 Horas)
Terminologia oficial da NBR 15595 e NBR 15475.
Princípios do trabalho por cordas: cultura de prevenção, sistema redundante e controle de energia.
Diferenças entre acesso por corda, escalada industrial e trabalho em altura.
Classificação das técnicas, limitações e premissas de segurança.
Responsabilidades legais, ética profissional e limites operacionais do Nível 1.
MÓDULO 2 – Qualificação Pessoal, Profissional e Aptidão Física (4 Horas)
Critérios de elegibilidade para operadores Nível 1.
Requisitos mínimos de habilidades cognitivas, psicomotoras e comportamentais.
Avaliação física necessária: resistência, flexibilidade, coordenação e avaliação médica conforme normas.
Perfil profissional seguro: disciplina, consciência situacional, comunicação e tomada de decisão.
MÓDULO 3 – Análise de Risco e Composição de Equipes (4 Horas)
Estrutura da Análise Preliminar de Risco (APR) específica para acesso por cordas.
Identificação de perigos: altura, suspensão inerte, corrosão, impacto, vibração, bordas, clima, esforços repetitivos.
Matriz de risco alinhada às normas.
Organização da equipe: funções, hierarquia, supervisor, operador e apoio em solo.
Critérios para número mínimo de profissionais e comunicação operacional.
MÓDULO 4 – Equipamentos de Acesso por Corda I: Identificação e Conformidade (4 Horas)
Tipos de cordas: estáticas, semiestáticas, classificação e características.
Conectores, mosquetões, freios, descensores, trava-quedas e dispositivos complementares.
Requisitos normativos para marcação, certificação e rastreabilidade.
Vida útil, envelhecimento dos materiais e incompatibilidades.
MÓDULO 5 – Equipamentos de Acesso por Corda II: Verificação e Critérios Normativos (4 Horas)
Inspeção visual e documental: etiqueta, nº de série, certificação, lote, desgaste e deformações.
Lista oficial de itens a verificar conforme NBR 15595 e 15475.
Critérios para descarte, quarentena e bloqueio.
Verificação de pré-utilização: sequência lógica, limites e rejeição.
MÓDULO 6 – Ancoragens, Estruturas e Métodos de Fixação (4 Horas)
Tipos de ancoragens: naturais, artificiais, estruturais e móveis.
Propriedades de resistência, redundância, ângulos e distribuição de carga.
Critérios normativos para instalação segura.
Análises fundamentais: flecha, tensão, direção de carga, ponto crítico e fator de queda.
Considerações sobre superfícies metálicas, concreto e estruturas mistas.
MÓDULO 7 – Técnicas de Ascensão, Descensão e Progressões (4 Horas)
Fundamentos mecânicos da ascensão por cordas.
Princípios de descensão controlada e sistemas limitadores.
Técnicas de fracionamento e quando utilizá-las.
Métodos de desvio e suas aplicabilidades.
Procedimentos teóricos para transferência de corda.
Conceito de troca de movimentação (ascensão ⇄ descensão).
Passagem de nó, obstruções e pontos críticos.
Progressão com talabartes: sequências seguras e lógica normativa.
MÓDULO 8 – Proteção Individual, Proteção Coletiva e Gestão do Sistema (4 Horas)
EPIs obrigatórios para Nível 1: especificação técnica e limites de uso.
Equipamentos de proteção coletiva aplicáveis ao ambiente: guarda-corpos, linhas de vida, sinalização e bloqueios.
Aplicação dos sistemas combinados (EPI + EPC) conforme exigências normativas.
Proteção contra queda, suspensão prolongada e efeitos fisiológicos.
MÓDULO 9 – Sistemas Mecânicos, Redução de Esforço e Movimentação de Cargas (4 Horas)
Conceitos de polias, multiplicadores de força, atrito e ganho mecânico.
Cálculo teórico da carga aplicada no sistema.
Movimentação de equipamentos, ferramentas e pessoas.
Instalação teórica de linhas para deslocamento horizontal e planos inclinados.
MÓDULO 10 – Resgate por Corda: Estruturas Conceituais e Protocolos (4 Horas)
Princípios gerais de resgate em acesso por corda.
Planejamento antecipado de resgate e prevenção de suspensão inerte.
Protocolos de comunicação para emergências.
Sistemas passivos e ativos — visão teórica.
Interfaces entre resgate, supervisor e equipe de apoio.
Finalização e Certificação:
Exercícios Práticos (quando contratado);
Registro das Evidências;
Avaliação Teórica;
Avaliação Prática (Quando contratada);
Certificado de Participação.
NOTA:
Ressaltamos que o Conteúdo Programático Normativo Geral do Curso ou Treinamento poderá ser alterado, atualizado, acrescentando ou excluindo itens conforme necessário pela nossa Equipe Multidisciplinar. É facultado à nossa Equipe Multidisciplinar atualizar, adequar, alterar e/ou excluir itens, bem como a inserção ou exclusão de Normas, Leis, Decretos ou parâmetros técnicos que julgarem aplicáveis, estando relacionados ou não, ficando a Contratante responsável por efetuar os devidos atendimentos no que dispõem as Legislações pertinentes.
Curso Acesso por Corda 1 NBR 15475



