Nome técnica: EXECUÇÃO DE INSPEÇÃO TÉCNICA, TESTES ENSAIOS E AVALIAÇÃO QUANTITATIVA DE S.P.D.A. (SISTEMA DE PROTEÇÃO CONTRA DESCARGAS ATMOSFÉRICAS) ELABORAÇÃO DO RELATÓRIO TÉCNICO COM EMISSÃO DE A.R.T.
Referência: 814
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LAUDO SPDA
O objetivo do Laudo SPDA (Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas) é comprovar, de forma técnica e documentada, a eficiência e a conformidade do sistema instalado em uma edificação ou instalação industrial. Assim, esse laudo atesta que o SPDA foi projetado, executado e mantido conforme as normas técnicas vigentes, principalmente a NBR 5419 e a NR 10, garantindo a proteção de pessoas, estruturas e equipamentos contra os efeitos diretos e indiretos de raios.
Além de validar a conformidade normativa, o laudo tem a função de identificar riscos, falhas e necessidades de adequações no sistema. Por isso, ele serve como instrumento jurídico e técnico, com a ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) vinculada ao engenheiro responsável, conferindo validade perante fiscalizações, auditorias, seguros e órgãos competentes. Em resumo, o objetivo central do laudo SPDA é assegurar a segurança elétrica e patrimonial, reduzindo a probabilidade de acidentes graves e garantindo que a instalação opere dentro dos padrões exigidos.

Linhas de transmissão avaliadas durante testes e ensaios do SPDA
Laudo SPDA: O que é um SPDA?
O Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA) é um conjunto de dispositivos projetados para receber a descarga elétrica de um raio e direcioná-la até o solo de forma controlada. Ele inclui captores instalados no topo da edificação, condutores de descida, anéis de equipotencialização e o sistema de aterramento.
Sua função é evitar que a energia percorra caminhos perigosos dentro da estrutura, minimizando riscos de incêndio, danos em equipamentos e acidentes com pessoas. Assim, o SPDA transforma um fenômeno natural devastador em uma corrente elétrica dissipada de forma segura.
O que significa equipotencialização em um SPDA?
A equipotencialização é um dos pilares do SPDA. Sem ela, mesmo com captores e descidas eficientes, a edificação permanece vulnerável a centelhamentos internos.
Princípio técnico: consiste em interligar eletricamente todas as partes metálicas da estrutura (tubulações, carcaças de máquinas, trilhos, ferragens e armaduras) ao subsistema de aterramento.
Finalidade: impedir diferenças de potencial entre pontos distintos da edificação durante uma descarga, reduzindo riscos de choques e incêndios internos.
Benefício direto: assegura que toda a edificação fique sob o mesmo potencial elétrico no momento da descarga, criando uma blindagem invisível que protege vidas e equipamentos sensíveis.
Diferença do SPDA externo do interno
Captores, condutores de descida e aterramento formam o SPDA externo e recebem a descarga atmosférica, conduzindo-a com segurança. Já o SPDA interno protege os sistemas elétricos e eletrônicos da edificação contra surtos induzidos, utilizando dispositivos como os DPS (Dispositivos de Proteção contra Surtos).
Essa distinção garante uma proteção completa: o externo preserva a estrutura física contra impactos diretos do raio, enquanto o interno evita que surtos elétricos causem falhas em equipamentos sensíveis e prejuízos tecnológicos.

Estrutura elétrica verificada em laudo técnico do SPDA com ART.
Qual a diferença entre Laudo SPDA e Relatório de Inspeção Comum?
Antes de entender as diferenças, é importante perceber que ambos os documentos fazem parte da gestão da segurança elétrica, mas possuem propósitos e pesos legais distintos. Enquanto o relatório de inspeção pode servir como registro técnico ou informativo, o laudo SPDA é o documento oficial com valor jurídico, exigido por normas, seguradoras e órgãos fiscalizadores.
Relatório de inspeção comum:
Tem caráter descritivo e informativo, registrando observações feitas durante a vistoria.
Pode conter medições e análises simples, mas não está vinculado a responsabilidade técnica legal.
É útil para acompanhamento interno, gestão de manutenção e registros históricos, mas não substitui o laudo oficial.
Laudo SPDA:
Reúne dados técnicos completos, resultados de medições, análises normativas e recomendações detalhadas.
Deve ser assinado por engenheiro eletricista habilitado e acompanhado da ART (Anotação de Responsabilidade Técnica).
Tem caráter oficial e vinculante, servindo como prova legal de que o SPDA foi avaliado e, assim, está em conformidade com a NBR 5419.
É aceito em auditorias, fiscalizações, processos de seguro e como defesa jurídica em caso de acidentes.
Como o solo influencia na eficiência do SPDA?
O solo é um elemento determinante na eficiência do aterramento do SPDA. Assim, solos argilosos apresentam baixa resistividade, permitindo rápida dissipação da energia do raio. Já solos arenosos ou rochosos dificultam a dispersão elétrica, exigindo projetos de aterramento mais robustos, como o uso de malhas maiores, múltiplas hastes ou aditivos químicos.
Durante a inspeção, a medição da resistividade do solo permite avaliar se o aterramento está adequado às condições locais. Sendo assim, esse fator garante a dissipação da descarga de forma segura e controlada.
Um SPDA pode proteger contra todos os tipos de descargas atmosféricas?
Embora extremamente eficaz, o SPDA não é um sistema absoluto, pois a variabilidade da energia e do comportamento dos raios é muito alta.
Limitações naturais: o SPDA reduz riscos, mas não elimina completamente a possibilidade de falha em eventos extremos.
Critério normativo: a NBR 5419 define níveis de proteção que reduzem o risco a valores toleráveis, equilibrando segurança e viabilidade econômica.
Integração essencial: a proteção só é robusta quando o SPDA externo é aliado a DPS internos e inspeções regulares.
Diferença entre inspeção visual e ensaios elétricos no SPDA
A inspeção visual foca no estado físico do sistema: verifica se captores estão íntegros, condutores bem fixados, conexões livres de oxidação e se a geometria de proteção atende ao projeto ou norma. Além disso, muitas vezes, só esse olhar já detecta falhas que comprometeriam o funcionamento do sistema em uma descarga real.
Já os ensaios elétricos acrescentam objetividade ao diagnóstico, com medições de continuidade elétrica, resistência de aterramento e desempenho dos DPS. Assim, eles transformam a análise qualitativa em números mensuráveis, eliminando dúvidas sobre a real condição do SPDA. A combinação das duas etapas é indispensável para garantir confiabilidade.

Componentes e isoladores inspecionados para emissão de laudo SPDA.
Qual a Importância do Laudo SPDA?
O Laudo SPDA é o documento técnico que comprova a conformidade do Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas com as normas vigentes. Sendo assim, ele não é apenas um papel burocrático: é a garantia de que a estrutura foi avaliada por profissional habilitado, que as inspeções e ensaios foram executados corretamente e que a edificação está protegida contra riscos de descargas atmosféricas.
Segurança de pessoas e patrimônio: o laudo atesta que o sistema funciona de forma adequada, reduzindo riscos de incêndio, explosões, falhas em equipamentos e acidentes fatais.
Validade legal: ART (Anotação de Responsabilidade Técnica), o documento ganha reconhecimento jurídico e serve como prova de conformidade em fiscalizações, auditorias e processos judiciais.
Exigência normativa e securitária: seguradoras, órgãos de fiscalização e auditorias de qualidade exigem o laudo atualizado para liberar coberturas, autorizações de funcionamento e certificações.
Gestão preventiva: o relatório identifica falhas, recomenda correções e cria histórico técnico, permitindo planejamento de manutenção e evitando gastos emergenciais maiores.
Laudo de Instalação SPDA com A.R.T.
EXECUÇÃO DE INSPEÇÃO TÉCNICA, TESTES ENSAIOS E AVALIAÇÃO QUANTITATIVA DE RUÍDO DO S.P.D.A. (SISTEMA DE PROTEÇÃO CONTRA DESCARGAS ATMOSFÉRICAS) ELABORAÇÃO DO RELATÓRIO TÉCNICO COM EMISSÃO DE A.R.T.
OBJETO DO SERVIÇO
O serviço tem como objetivo realizar a inspeção técnica completa do SPDA (Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas) instalado em edificações ou estruturas, verificando sua conformidade com os requisitos normativos, funcionais e de segurança. O trabalho contempla análise documental, avaliação in loco e emissão de Relatório Técnico conclusivo, acompanhado da devida ART (Anotação de Responsabilidade Técnica).
ESCOPO DO SERVIÇO
Análise Documental
Levantamento de projetos executivos e memoriais descritivos do SPDA.
Verificação de registros anteriores de inspeções, medições de resistência ôhmica e relatórios técnicos.
Conferência de ARTs vinculadas a projetos e manutenções anteriores.
Inspeção Técnica in loco
Verificação física dos subsistemas: captores, condutores de descida, anéis de equalização, aterramento e conexões equipotenciais.
Ensaios de continuidade elétrica e medições ôhmicas: resistência de aterramento, integridade de conexões e condutividade das descidas.
Avaliação do estado de conservação, presença de corrosão, rompimentos ou falhas de fixação.
Conferência da existência de interligações equipotenciais com estruturas metálicas e sistemas elétricos.
Inspeção do posicionamento de captores e da geometria de proteção, comparando com o projeto ou, quando inexistente, com parâmetros normativos.
Identificação de não conformidades visuais e funcionais, apontando riscos potenciais.
Ensaios complementares (quando aplicável)
Medição de continuidade elétrica entre captores, descidas e anéis de equalização.
Ensaios de integridade das conexões e elementos de fixação.
Testes em dispositivos de proteção adicionais (dispositivos de proteção contra surtos – DPS) quando integrados ao SPDA.
Elaboração do Relatório Técnico
Registro fotográfico das inspeções realizadas.
Descrição detalhada da condição do SPDA em todos os subsistemas.
Apontamento de não conformidades e recomendações técnicas corretivas.
Laudo conclusivo quanto à conformidade ou necessidade de adequação.
Anexação dos resultados de ensaios e medições.
Emissão de ART, garantindo a rastreabilidade e responsabilidade técnica da inspeção.
RESULTADOS ENTREGUES
Relatório Técnico oficial do SPDA com fundamentação técnica, registros fotográficos e tabelas de medições.
Emissão de ART junto ao CREA/CAU, atestando a execução da inspeção conforme legislação vigente.
Orientações técnicas para adequações, quando aplicável.
TESTES, ENSAIOS E AVALIAÇÃO QUANTITATIVA QUANDO PERTINENTES E CONTRATADOS:
Para SPDA, testes, ensaios e avaliação quantitativa são aplicáveis, e obrigatórios
ENSAIOS & AVALIAÇÕES APLICÁVEIS AO SPDA
Análise Quantitativa de Risco (NBR 5419-2)
Cálculo do risco R vs. risco tolerável RT (cenários de perda de vida, serviços, patrimônio).
Definição/validação do Nível de Proteção contra Raios (LPL I–IV), densidade de descargas Ng, área de coleta, frequência esperada de impactos, classe do LPS e necessidade/coordenação de DPS.
Cálculo do “s” (separation distance) para evitar centelhamentos internos.
Verificação Geométrica do LPS Externo (NBR 5419-3)
Cobertura por esfera rolante / ângulo de proteção / malha (modelo aplicado ao projeto).
Checagem dimensional de captores, descidas, malhas e anéis equipotenciais.
Inspeção Visual Estruturada
Integridade mecânica: captores, suportes, condutores, conexões, soldas, fixações, corrosão.
Continuidade física do caminho de corrente (sem cortes, estreitamentos indevidos, curvas agressivas).
Equalização de potenciais: interligações com massas metálicas, estruturas e SPDA interno (DPS).
Medições Elétricas – Aterramento e Continuidade
Resistência de aterramento do(s) eletrodo(s)
Métodos aceitos: Queda de Potencial (3 pontas, “62%”), Wenner para resistividade do solo (quando necessário ao diagnóstico), pinça amperimétrica seletiva (em malhas interligadas).
Referenciais técnicos: ABNT NBR 15749 (medição de resistência de aterramento e potenciais de terra).
Resistência/continuidade das descidas e anéis
Medição com micro-ohmímetro (DLRO) ou método equivalente para avaliar baixa resistência de junções e conexões.
Ensaios nos Dispositivos de Proteção contra Surtos (DPS) – LPS Interno (NBR 5419-4)
Inspeção técnica e aferições elétricas: tensão nominal Uc, classe/nível de proteção (Up), corrente nominal de descarga (In), Imax, estado do indicador de fim de vida, continuidade do condutor de PE.
Coordenação de DPS em cascata (quadro geral → subquadros → cargas sensíveis).
Ensaios Complementares (quando agregam diagnóstico)
Torque em conexões: verificação com torquímetro conforme especificação do fabricante.
Termografia: útil para identificar mau contato em barramentos/equipotenciais (quando há carga); não substitui as medições elétricas.
Espessura de revestimentos / corrosão: medidor de espessura e inspeção de galvanização onde aplicável.
Avaliação Documental & Rastreabilidade
Conferência do projeto (ou validação por retroengenharia quando não existe).
Histórico de medições e ARTs anteriores, registros de manutenção e de eventos.
Laudo de Instalação SPDA com A.R.T.



