Nome Técnico: CURSO DE APRIMORAMENTO EM NOÇÕES BASICAS DE RADIAÇÃO NÃO IONIZANTES
Referência: 238548
Ministramos Cursos e Treinamentos; Realizamos Traduções e Versões em Idioma Técnico: Português, Inglês, Espanhol, Francês, Italiano, Mandarim, Alemão, Russo, Sueco, Holandês, Hindi, Japonês e outros consultar
Curso radiações não ionizantes
O Curso radiações não ionizantes capacita o participante para reconhecer fontes emissoras em ambientes ocupacionais e interpretar tecnicamente seus efeitos e limites de exposição com laudo técnico. O conteúdo desenvolve entendimento aplicado sobre propagação, atenuação por distância, interferências ambientais e criticidade operacional, permitindo avaliar cenários com campos elétricos e magnéticos, radiofrequência, micro ondas, infravermelho e ultravioleta, além de radiação óptica por laser (RF UV IV). Além disso, o curso orienta critérios de controle e prevenção, com foco em delimitação de áreas, sinalização, medidas de engenharia e suporte à elaboração de registros e relatórios técnicos, garantindo rastreabilidade e tomada de decisão baseada em evidências.
Além disso, o Curso radiações não ionizantes fornece base para apoiar medidas de prevenção e gerenciamento de riscos ocupacionais, com foco na delimitação e sinalização de áreas, definição de zonas controladas, critérios de afastamento, priorização de medidas de engenharia e seleção técnica de EPC e EPI quando aplicável. O participante aprende a sustentar decisões com rastreabilidade e evidências, contribuindo para inspeções rotineiras, avaliação de condições de operação e suporte técnico a programas de higiene ocupacional, com maior conformidade normativa, redução de exposição e fortalecimento do GRO.
Como identificar, avaliar e controlar tecnicamente a exposição ocupacional às radiações não ionizantes em ambientes de trabalho?
Para avaliar radiações não ionizantes, o profissional deve primeiro identificar a fonte emissora, o tipo de radiação, a faixa de frequência ou comprimento de onda e o modo de operação do equipamento. Em seguida, deve mapear distâncias, tempo de exposição, barreiras existentes e condições ambientais que influenciam a propagação do campo. Essa análise define o nível de criticidade e direciona a inspeção técnica de forma objetiva.
Depois disso, o controle deve priorizar medidas de engenharia, como blindagens, enclausuramento, redução de potência e intertravamentos, além de delimitação e sinalização de áreas. Na sequência, aplica-se gestão operacional com procedimentos e restrição de acesso. Por fim, quando necessário, seleciona-se EPI adequado e valida-se a eficácia por medições periódicas e registros técnicos.

Profissional aplicando isolamento com fita de segurança e sinalização de advertência. A imagem reforça a necessidade de delimitação de área, sinalização preventiva e controle de circulação em locais com fontes emissoras e exposição potencial.
Quem é o profissional responsável por identificar fontes de radiação não ionizante no ambiente de trabalho?
O profissional responsável é aquele que possui capacitação técnica para reconhecer agentes físicos e interpretar riscos ocupacionais, como o técnico de segurança do trabalho, engenheiro de segurança, higienista ocupacional ou profissional designado no GRO. Ele identifica a fonte emissora, entende o tipo de emissão e correlaciona com a atividade executada no local.
Além disso, esse profissional deve avaliar as condições de operação dos equipamentos emissores e as rotinas de exposição. Quando ele atua de forma preventiva, reduz a probabilidade de exposição desnecessária e garante que a empresa mantenha conformidade com medidas de controle, sinalização e restrição de acesso.
Quando a medição de campo eletromagnético deve ser realizada para avaliação ocupacional?
A medição deve ocorrer sempre que houver risco potencial de exposição acima do esperado, mudança de processo ou operação em áreas críticas. O objetivo é confirmar níveis reais e validar se o controle implementado funciona.
| Situação | Quando medir | Objetivo técnico |
|---|---|---|
| Instalação de novo equipamento emissor | Antes do início da operação | Estabelecer linha base de exposição |
| Alteração de potência, antena ou layout | Imediatamente após mudança | Validar novo cenário de risco |
| Rotina em área com RF ou micro-ondas | Periodicamente conforme plano | Monitorar tendência de exposição |
| Reclamação ou suspeita de exposição | Assim que identificado | Confirmar ou descartar risco |
| Auditoria, inspeção ou investigação | Durante avaliação técnica | Evidenciar controle e rastreabilidade |
Qual é o fator técnico mais crítico para determinar o risco de exposição a radiações não ionizantes?
O risco não depende apenas do equipamento. Ele aumenta ou reduz conforme variáveis específicas que controlam propagação, intensidade e tempo de exposição.
Tipo de fonte emissora e faixa de frequência ou comprimento de onda
Intensidade do campo ou potência irradiada
Distância do trabalhador em relação à fonte
Tempo de permanência no campo
Direcionalidade e posição do emissor
Barreiras e blindagens existentes
Condições ambientais e reflexão do campo

Ambiente externo sinalizado com risco biológico e trabalhador usando traje de proteção. Embora o símbolo seja mais associado a risco biológico, a cena reforça o conceito de zona controlada e restrição de acesso, que também se aplica a áreas com risco físico por radiação não ionizante.
Por que a radiação não ionizante pode representar risco ocupacional mesmo sem causar ionização?
No Curso radiações não ionizantes vemos que em campos elétricos, magnéticos, radiofrequência e micro ondas, os principais mecanismos envolvem indução de correntes e aquecimento tecidual, com elevação térmica localizada e risco de alterações fisiológicas, principalmente em atividades próximas a fontes emissoras intensas. Por isso, a avaliação do risco deve integrar o GRO previsto na NR 01, com identificação da fonte, análise de tarefa, tempo de exposição, distância, barreiras e condições ambientais. Além disso, quando houver impacto sobre condições de conforto e agentes físicos correlatos, aplica-se integração com a NR 09 e critérios de controle.
Além disso, radiações ópticas como ultravioleta, infravermelho e laser geram riscos diretos por exposição ocular e cutânea, podendo causar queimaduras, lesões de retina, queratites e danos cumulativos. Assim, o controle deve priorizar medidas de engenharia e proteção coletiva, incluindo enclausuramento, blindagens, intertravamentos, zonas controladas e sinalização, reduzindo acesso e permanência no campo. Nesse cenário, a NR 06 se torna fundamental para seleção e uso correto de EPI, enquanto a NR 15 orienta o entendimento de agentes físicos e condições de exposição ocupacional em ambientes críticos. Adicionalmente, quando houver atividades com proximidade de instalações elétricas e equipamentos energizados, a NR 10 deve ser considerada como referência complementar.

Placa de alerta de radiação com identificação textual. Apesar do termo “radioactive” remeter a radiação ionizante, a imagem funciona como referência visual de comunicação de risco e sinalização, tema essencial em ambientes com radiações não ionizantes e controle ocupacional.
Onde devem ser instaladas sinalizações e delimitações para controle de risco por radiações não ionizantes?
A sinalização deve existir onde há possibilidade real de exposição, principalmente em áreas acessíveis. Ela orienta a equipe, limita circulação e sustenta o controle operacional.
| Local | Aplicação | Finalidade |
|---|---|---|
| Entrada de sala técnica RF ou micro-ondas | Placa de advertência e acesso controlado | Impedir entrada não autorizada |
| Área próxima a antenas e transmissores | Zona delimitada com distância segura | Reduzir exposição por proximidade |
| Bancadas com fontes UV ou infravermelho | Sinalização e barreiras físicas | Evitar exposição direta |
| Setores com laser industrial | Identificação de classe e regras | Prevenir lesão ocular grave |
| Perímetro de equipamentos emissores | Marcação visual e procedimentos | Estabilizar rotina segura |
Quando o EPI deve ser aplicado no controle de exposição a radiações não ionizantes?
O EPI nunca deve ser a primeira opção. Ele entra quando a empresa já aplicou medidas de engenharia e controle operacional, mas ainda existe risco residual.
Quando o risco residual permanece após medidas coletivas
Quando há manutenção e inspeções em áreas próximas ao emissor
Quando a exposição depende da tarefa e não é eliminável
Quando não é possível enclausurar ou blindar totalmente
Quando há uso de laser ou UV com risco direto aos olhos e pele
Quando o plano de controle exige proteção adicional temporária
Quem deve definir e manter registros de controle de exposição e monitoramento técnico?
A empresa deve definir esse controle por meio do responsável técnico pelo sistema de gestão de segurança e saúde, alinhado ao GRO. Normalmente, essa responsabilidade recai sobre engenharia de segurança, SESMT ou consultoria técnica, que estabelece critérios de avaliação, periodicidade, zonas controladas e requisitos de registro.
Além disso, o responsável deve manter evidências de conformidade, como relatórios de medição, mapas de risco, registros de inspeção e treinamentos. Quando a organização mantém rastreabilidade técnica, reduz passivos trabalhistas, fortalece auditorias e garante que as decisões de controle sejam sustentadas por dados, e não por opinião.
Qual a importancia do Curso radiações não ionizantes?
A importância do Curso radiações não ionizantes está em desenvolver consciência técnica sobre riscos presentes em ambientes industriais e de telecom, muitas vezes ignorados. O curso ensina a identificar fontes como RF, micro-ondas, UV, infravermelho e laser, compreender a propagação do campo e reconhecer zonas críticas de exposição. Além disso, capacita o profissional a medir, interpretar limites, delimitar áreas, sinalizar, definir procedimentos e priorizar proteção coletiva antes do uso de EPI. Assim, reduz exposição ocupacional, previne lesões oculares e térmicas, fortalece o GRO e evita passivos e autuações.
Treinamento Livre Profissionalizante Noções Básicas (Não substitui Formação Acadêmica ou Ensino Técnico)Certificado de conclusão
Curso Radiação não Ionizantes
CURSO DE APRIMORAMENTO EM NOÇÕES BASÍCAS DE RADIAÇÃO NÃO IONIZANTE
Carga Horária Total: 60 Horas
MÓDULO 1: FUNDAMENTOS DAS RADIAÇÕES NÃO IONIZANTES (8 HORAS)
Ao final deste módulo, o participante será capaz de diferenciar as radiações ionizantes das não ionizantes com base em suas propriedades energéticas, classificar os diferentes tipos de radiação não ionizante dentro do espectro eletromagnético e compreender as grandezas físicas e unidades de medida utilizadas para quantificar a exposição. Esta fundamentação teórica é essencial para a compreensão dos módulos subsequentes que abordam os riscos, as normas e as técnicas de medição.
O módulo inicia com uma apresentação abrangente do espectro eletromagnético, desde as ondas de rádio de baixa frequência até os raios gama de alta energia, estabelecendo a radiação não ionizante como aquela que não possui energia suficiente para remover elétrons dos átomos. Será explorada a fronteira energética que separa as radiações ionizantes das não ionizantes, utilizando o limiar da radiação ultravioleta como referência prática. Os participantes aprenderão a diferenciar os mecanismos de interação de cada tipo de radiação com a matéria, compreendendo que enquanto a radiação ionizante causa alterações na estrutura atômica, a radiação não ionizante causa principalmente excitação eletrônica e aquecimento molecular.
A classificação detalhada das radiações não ionizantes abrangerá os campos de baixa frequência (ELF) gerados por sistemas de energia elétrica, a radiofrequência e as micro-ondas utilizadas em telecomunicações, a radiação infravermelha com suas aplicações térmicas, a luz visível, a radiação ultravioleta com suas três subdivisões (UV-A, UV-B e UV-C) e os sistemas laser. Para cada tipo de radiação, serão apresentadas as fontes naturais e artificiais, as faixas de frequência ou comprimento de onda características e as aplicações industriais e comerciais relevantes.
O módulo dedica atenção especial às grandezas físicas e unidades de medida que serão utilizadas ao longo do curso. Os participantes aprenderão a relação fundamental entre frequência, comprimento de onda e velocidade da luz, compreenderão a diferença entre campo próximo e campo distante de uma fonte de radiofrequência e dominarão as unidades práticas para campo elétrico (V/m), campo magnético (A/m ou µT), densidade de potência (W/m²), irradiância (W/m² ou mW/cm²) e a Taxa de Absorção Específica (SAR) em W/kg, grandeza dosimétrica fundamental para avaliação da exposição a radiofrequências.
Análise crítica da natureza da radiação com base em suas propriedades físicas
Classificação técnica das diferentes formas de RNI e identificação de suas fontes
Compreensão e correlação das grandezas e unidades de medida de campos eletromagnéticos
Exercício de classificação de fontes de radiação (forno de micro-ondas, aparelho de raio-X, antena de celular, lâmpada de solda, sol) como ionizantes ou não ionizantes
Cálculos de conversão entre frequência e comprimento de onda para situar diferentes fontes no espectro eletromagnético
Discussão em grupo sobre as fontes de RNI presentes no cotidiano profissional e pessoal dos participantes
MÓDULO 3: LEGISLAÇÃO E NORMAS BRASILEIRAS (10 HORAS)
Ao final deste módulo, o participante deverá dominar o arcabouço legal e normativo brasileiro que rege a exposição humana às radiações não ionizantes, com capacidade de interpretar e aplicar praticamente a Lei Federal 11.934/2009, as regulamentações da ANATEL, o Anexo 7 da NR-15 e as principais normas da ABNT, orientando clientes e garantindo a conformidade das atividades comerciais e operacionais.
Este módulo representa o núcleo regulatório do curso, fornecendo aos participantes o domínio completo da legislação brasileira aplicável às radiações não ionizantes. A Lei Federal 11.934 de 2009 será analisada artigo por artigo, com foco nos dispositivos mais relevantes para a prática profissional. Os participantes aprenderão que a lei estabelece limites à exposição humana a campos elétricos, magnéticos e eletromagnéticos até 300 GHz, abrangendo tanto estações transmissoras de radiocomunicação quanto sistemas de energia elétrica. A análise detalhada das definições legais (área crítica, estação transmissora, relatório de conformidade, Taxa de Absorção Específica) é fundamental para a correta aplicação da lei.
A decisão estratégica do Brasil de adotar os limites da ICNIRP (via recomendação da OMS) será discutida, destacando o alinhamento do país com as melhores práticas globais. Os participantes compreenderão as obrigações das prestadoras de serviços de telecomunicações e das concessionárias de energia, incluindo a necessidade de realizar medições periódicas de conformidade a cada cinco anos, o que representa uma demanda recorrente e significativa por serviços e equipamentos de medição.
As regulamentações da ANATEL serão estudadas em profundidade, com foco na Resolução nº 700/2018 (que substituiu a Resolução 303/2002) e nos atos complementares que estabelecem os procedimentos técnicos para avaliação da exposição. Os participantes aprenderão a estrutura e o conteúdo obrigatório dos relatórios de conformidade que devem ser submetidos à agência, incluindo dados da estação, metodologia de medição ou cálculo, resultados e conclusões. O Sistema de Controle de Exposição (SICE) da ANATEL será apresentado como a plataforma online onde esses relatórios são submetidos e podem ser consultados publicamente.
O Anexo 7 da NR-15 será analisado com foco em sua aplicação prática para a caracterização de insalubridade. Os participantes compreenderão que este anexo não estabelece limites de tolerância numéricos, mas sim um critério qualitativo baseado na existência ou não de proteção adequada para trabalhadores expostos a micro-ondas, ultravioleta e laser. O papel central do laudo técnico, elaborado por profissional habilitado (Engenheiro de Segurança ou Médico do Trabalho), será enfatizado, bem como a necessidade de medições quantitativas para embasar tecnicamente a conclusão do perito. Estudos de caso práticos abordarão cenários típicos como operadores de máquinas de corte a laser, soldadores expostos a UV e trabalhadores em manutenção de antenas de radar.
As normas ABNT relevantes serão apresentadas, com destaque para a ABNT NBR 15195 (exposição a campos de 50/60 Hz de sistemas elétricos) e a série ABNT NBR IEC 60825 (segurança de produtos a laser). Os participantes aprenderão a utilizar essas normas para identificar a classe de um laser, determinar os riscos associados e especificar as medidas de controle necessárias.
Conformidade regulatória através da análise e aplicação de requisitos legais e normativos
Interpretação de normas técnicas e tradução em procedimentos operacionais
Assessoria técnica qualificada a clientes sobre obrigações legais relacionadas à exposição a RNI
Workshop de documentação com preenchimento de modelos de Relatório de Conformidade da ANATEL e Laudo Técnico para NR-15
Análise de cenário legal de instalação de antena de celular em área crítica, listando todas as obrigações e passos para avaliação de conformidade
Simulação de consultoria onde um participante atua como cliente e outro como consultor, explicando obrigações da NR-15 e justificando a locação de equipamentos
Ao final deste módulo, o participante será capaz de identificar as principais fontes de radiofrequência e micro-ondas no setor de telecomunicações, compreender as características técnicas das tecnologias de comunicação sem fio (incluindo 5G) e aplicar os conhecimentos normativos para avaliar a exposição em cenários práticos envolvendo Estações Rádio-Base.
O módulo explora o universo das telecomunicações, que representa o principal mercado para equipamentos de medição de radiofrequência. Os participantes aprenderão sobre os diferentes tipos de antenas utilizadas (painéis setoriais, omnidirecionais, parabólicas) e compreenderão o conceito fundamental de diagrama de irradiação, que mostra que a energia não é emitida igualmente em todas as direções. Esta informação é crucial para desmistificar a exposição em edifícios onde as antenas estão instaladas, pois os níveis de RF na base da torre ou no telhado são tipicamente muito baixos devido ao direcionamento vertical do feixe principal.
A evolução das tecnologias celulares será apresentada, desde o 2G até o 5G. A tecnologia 5G receberá atenção especial, com discussão sobre suas três principais bandas de frequência (baixas, médias e altas/mmWave), a tecnologia de beamforming (formação de feixe) que direciona ativamente o sinal para o usuário e as antenas MIMO massivo. Os desafios específicos para a medição da exposição de sistemas 5G, devido à sua natureza dinâmica e ao uso de ondas milimétricas que são absorvidas de forma mais superficial pela pele, serão abordados.
Os participantes aprenderão a avaliar a exposição em torno de Estações Rádio-Base, compreendendo os fenômenos de propagação do sinal (reflexão, difração, atenuação) e identificando as zonas de exposição (zona de exclusão em frente à antena e áreas acessíveis ao público). O desafio específico dos locais multiusuários, onde múltiplas operadoras compartilham a mesma infraestrutura, será discutido, enfatizando que a avaliação de conformidade deve considerar a soma das contribuições de todas as fontes presentes.
O protocolo de medição da ANATEL para avaliações de conformidade será apresentado passo a passo, incluindo a seleção de pontos de medição, o procedimento de medição com sondas de 3 eixos, o cálculo da média espacial e a extrapolação para a condição de potência máxima teórica da estação.
Conhecimento tecnológico para diferenciar tecnologias de comunicação sem fio e suas implicações para exposição
Análise de cenário em ambientes com múltiplas fontes de RF
Aplicação prática de normas para planejar e interpretar medições de conformidade em ERBs
Análise de diagrama de irradiação de antena setorial para identificar zonas de maior e menor intensidade
Simulação de medição (tabletop exercise) com planejamento de campanha de medição em área urbana com ERB
Estudo de caso de instalação de antena 5G mmWave em poste de rua, debatendo desafios de avaliação
O módulo inicia com uma revisão do princípio de funcionamento do laser (Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation) e de suas propriedades únicas que concentram a energia: coerência, monocromaticidade e colimação. Os principais tipos de lasers industriais serão apresentados, incluindo laser de CO₂ (infravermelho distante, ideal para materiais não metálicos), laser de fibra (infravermelho próximo, altamente eficiente para metais), laser de Nd:YAG (versátil para solda, corte e marcação) e laser de diodo (ampla gama de aplicações).
Os riscos associados à operação de lasers serão analisados em profundidade. O risco ocular será enfatizado como o perigo principal, explicando como a córnea e o cristalino podem focar um feixe de laser na retina, aumentando sua intensidade em até 100.000 vezes, com potencial de dano instantâneo e permanente. Os participantes aprenderão a diferenciar os danos à retina (causados por lasers visíveis e infravermelho próximo) dos danos à córnea e ao cristalino (causados por lasers ultravioleta e infravermelho distante). Outros riscos como queimaduras cutâneas, incêndio, choque elétrico e geração de contaminantes do ar também serão abordados.
As medidas de controle serão apresentadas seguindo a hierarquia de controles, com ênfase nos controles de engenharia como a medida mais eficaz. O enclausuramento do feixe será destacado como a proteção mais importante, explicando que um sistema laser Classe 4 pode se tornar um sistema Classe 1 se o feixe estiver totalmente enclausurado. Os intertravamentos (interlocks) que desligam o laser automaticamente quando uma porta de segurança é aberta serão apresentados como complemento essencial ao enclausuramento.
Os controles administrativos (sinalização, procedimentos operacionais padrão, treinamento, designação de Oficial de Segurança Laser) e os equipamentos de proteção individual serão discutidos como camadas adicionais de proteção. A seleção de óculos de proteção para laser receberá atenção especial, enfatizando que esses EPIs não são universais e devem ser especificados para o comprimento de onda e a potência específicos do laser em uso, com base na Densidade Óptica (OD) adequada.
Análise de risco específica para sistemas laser com base em classe, potência e comprimento de onda
Implementação de controles de engenharia (enclausuramentos, intertravamentos, barreiras)
Seleção correta de EPI para laser com base em especificações técnicas
Workshop de seleção de EPI com escolha de óculos de proteção adequados para diferentes tipos de laser
Auditoria de segurança simulada em célula de solda a laser, identificando medidas de controle e não conformidades
Estudo de caso de acidente com laser industrial, identificando causas raízes e ações corretivas
MÓDULO 7: RADIAÇÃO ULTRAVIOLETA (UV) E INFRAVERMELHO (IV) (4 HORAS)
Ao final deste módulo, o participante será capaz de identificar as fontes industriais e naturais de radiação UV e IV, compreender os riscos associados à exposição aguda e crônica e conhecer as principais medidas de controle e proteção com base nos limites de exposição ocupacional e nas diretrizes da NR-15.
O módulo explora as radiações ultravioleta e infravermelha, que representam riscos ocupacionais significativos em diversos setores industriais. A radiação ultravioleta será subdividida em UV-A (315-400 nm, associado ao envelhecimento da pele), UV-B (280-315 nm, principal causa de queimaduras solares e câncer de pele) e UV-C (100-280 nm, o mais energético, geralmente absorvido pela camada de ozônio mas presente em fontes artificiais).
As fontes ocupacionais de UV serão identificadas, com destaque para a soldagem a arco como a fonte mais intensa no ambiente industrial, emitindo em todas as três faixas. Lâmpadas germicidas, processos de cura UV e exposição solar para trabalhadores a céu aberto também serão abordados. Os efeitos biológicos nos olhos (fotoceratite, fotoconjuntivite, catarata, pterígio) e na pele (eritema, fotoenvelhecimento, câncer) serão detalhados.
A radiação infravermelha será apresentada no contexto de suas fontes ocupacionais (fornos industriais, metais fundidos, vidro quente, lâmpadas de aquecimento) e seus efeitos (catarata térmica, queimaduras, contribuição para estresse térmico). As medidas de proteção serão discutidas com base na NR-15, incluindo controles de engenharia (enclausuramento, biombos, cortinas de solda) e EPIs (máscaras de solda com filtros adequados, óculos com absorção de UV/IV, vestimentas de manga longa).
O módulo incluirá discussão sobre o uso de radiômetros de UV para quantificar a irradiância e comparar com limites de exposição ocupacional, bem como a especificação correta de filtros de proteção para diferentes aplicações.
Identificação de fontes de UV e IV em ambientes de trabalho
Avaliação de risco específica para olhos e pele
Aplicação de medidas de controle e especificação de EPIs para mitigar riscos
Estudo de caso de posto de trabalho de soldagem, identificando fontes de radiação e listando medidas de controle para atender à NR-15
Demonstração de diferentes tipos de óculos de proteção e máscaras de solda, explicando especificações das lentes
O módulo apresenta a hierarquia de controles como a abordagem fundamental para a gestão de riscos, priorizando as medidas mais eficazes: eliminação/substituição, controles de engenharia (blindagem, enclausuramento, distanciamento, intertravamentos), controles administrativos (sinalização, limitação de tempo, POPs, treinamento) e EPIs como última barreira de defesa.
A estruturação de um programa de proteção contra RNI será apresentada incluindo política de segurança, designação de responsabilidades, inventário de fontes, avaliação de riscos, plano de ação, programa de treinamento e monitoramento/auditoria para verificar a eficácia do programa e garantir conformidade contínua.
Desenvolvimento de programas de segurança com políticas, procedimentos e responsabilidades
Aplicação da hierarquia de controles para seleção de medidas eficazes
Gestão de treinamento para trabalhadores expostos a RNI
Workshop de hierarquia de controles: proposição de soluções para cenário de risco aplicando cada nível da hierarquia
Desenvolvimento de mini-programa de proteção contra RNI para pequena empresa hipotética
O módulo explora o mercado de medição de RNI no Brasil, mapeando os principais clientes (setor de telecomunicações, indústria, energia, consultorias de segurança do trabalho, laboratórios) e os drivers do mercado (legislação, novas tecnologias como 5G, conscientização sobre riscos).
O processo de venda e locação será detalhado, incluindo a qualificação do cliente (entender a aplicação para oferecer o equipamento correto), a especificação da solução (traduzir necessidade em conjunto de equipamentos), os contratos de locação (cláusulas importantes sobre responsabilidade, seguro, calibração, suporte) e a gestão de inventário e logística.
A prestação de suporte técnico de excelência será enfatizada como diferencial competitivo, incluindo treinamento do cliente, auxílio na interpretação de resultados, troubleshooting básico e o posicionamento do vendedor/consultor como parceiro que ajuda o cliente a resolver problemas de conformidade e segurança.
Visão de negócio para identificar oportunidades de mercado
Comunicação com o cliente traduzindo necessidades em especificações técnicas
Solução de problemas através de suporte técnico qualificado
Role-playing de vendas: simulação de atendimento a cliente com necessidade específica
Simulação de chamado de suporte: resposta a problema comum de cliente com explicação técnica clara



