Nome Técnico: EXECUÇÃO DE INSPEÇÃO TÉCNICA E COLETAGEM DE AMOSTRA PARA CARACTERIZAÇÃO DA COMPOSIÇÃO QUÍMICA DO LODO E DO LÍQUIDO
Treinamento Profissionalizante Noções Básicas – Referência: 226155
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Qual o objetivo do Laudo de Amostragem?
O laudo de amostragem do lodo e do líquido gerado no processo de secagem tem como objetivo principal identificar as características físico-químicas, químicas e microbiológicas desses materiais, a fim de classificá-los ambientalmente, avaliar seu potencial de periculosidade e verificar sua conformidade com as normas técnicas e exigências legais vigentes.
Quais análises são realizadas no Laudo de Amostragem?
Para o líquido percolado, analisa-se a carga orgânica (DBO, DQO), nutrientes, metais, óleos e compostos tóxicos, sendo os resultados comparados aos limites da Resolução CONAMA nº 430/2011, conforme o corpo hídrico receptor.
O laudo também avalia o risco de contaminação ambiental e subsidia decisões técnicas quanto à necessidade de tratamento prévio, viabilidade de reuso (como biossólido), tipo de transporte adequado e forma de destinação final.
Por fim, o documento atende a exigências legais relacionadas a licenciamento ambiental, plano de gerenciamento de resíduos, emissão de CADRI, MTR, fichas de emergência e processos de auditoria ou fiscalização ambiental.
Classificação do lodo segundo a ABNT NBR 10004
A partir dos resultados laboratoriais, o lodo é classificado conforme a ABNT NBR 10004:2024 como:
- Resíduo Classe I (perigoso);
- Classe II-A (não inerte);
- Classe II-B (inerte).
Para isso, a elaboração do Laudo de Amostragem considera fatores como presença de metais pesados, pH, toxicidade e inflamabilidade.
O Que é Laudo de Amostragem?
O laudo de amostragem é um documento técnico-científico que apresenta os resultados das análises físico-químicas, microbiológicas ou ambientais. Portanto, realizadas sobre amostras coletadas de lodo e/ou líquido provenientes de processos como secagem, tratamento, centrifugação ou desaguamento.
Ele é usado para identificar a composição, perigos e características técnicas do material, com base em normas técnicas da ABNT e legislações ambientais.

Amostragem controlada de líquido gerado na secagem de lodo para análise físico-química. Etapa essencial para classificação do efluente e avaliação de parâmetros críticos como DQO, pH e metais pesados.
Quais Tipos de Amostragem?
Existem diversos tipos de laudos de amostragem, e a escolha depende do meio amostrado, finalidade técnica e normas aplicáveis. Abaixo estão os principais tipos, usados em contextos ambientais, ocupacionais, industriais e laboratoriais, todos com valor jurídico e técnico quando assinados com ART:
Solo – Avalia contaminações no solo por metais, solventes ou hidrocarbonetos, geralmente para diagnóstico ambiental.
Água – Verifica potabilidade, qualidade de água bruta ou subterrânea, e conformidade com padrões legais.
Efluente Líquido – Caracteriza o líquido descartado por processos industriais ou sanitários (pH, DBO, metais, etc.).
Ar (Interno ou Externo) – Mede poluentes ou qualidade do ar em ambientes ocupacionais, internos (QAI) ou externos (ambiental).
Lodo e Resíduos Sólidos – Identifica a composição e periculosidade de resíduos, conforme a NBR 10004.
Microbiológico – Detecta microrganismos em água, superfícies, alimentos ou ar (bactérias, fungos, coliformes).
Materiais Perigosos – Analisa amostras com suspeita ou risco de contaminação química aguda ou acidental.
Ocupacional – Avalia a exposição dos trabalhadores a agentes químicos, físicos e biológicos conforme a NR 9.
Sedimentos e Drenos – Verifica poluição acumulada no fundo de corpos d’água, valas ou canais.
Emissões Atmosféricas – Mede poluentes emitidos por fontes fixas como chaminés, fornos e caldeiras.
Para que Serve o Laudo de Amostragem?
Laudo de Amostragem
EXECUÇÃO DE INSPEÇÃO TÉCNICA E COLETAGEM DE AMOSTRA PARA CARACTERIZAÇÃO DA COMPOSIÇÃO QUÍMICA DO LODO E DO LÍQUIDO
Objetivo do Laudo
Determinar as características físico-químicas e a composição do lodo e do líquido gerado no processo de secagem, com vistas à avaliação ambiental, definição de tratamento, transporte, descarte ou reuso, conforme legislações ambientais aplicáveis.
Referências Normativas e Técnicas
ABNT NBR 10004:2020 – Classificação de resíduos quanto ao potencial de periculosidade
ABNT NBR 10006:2004 – Amostragem de resíduos sólidos
ABNT NBR 9898:2015 – Preservação e técnicas de amostragem de efluentes líquidos
ABNT NBR 10707 – Preparo de extrato solubilizado
ABNT NBR 10719 – Determinação de metais
Resolução CONAMA 430/2011 – Condições e padrões de lançamento de efluentes
Resolução CONAMA 357/2005 – Classificação dos corpos d’água
Legislação estadual específica (ex: COPAM, CETESB, IAT, FEPAM)
Metodologia de Amostragem
Amostragem de:
Lodo úmido (leito, fundo de tanque ou centrífuga)
Líquido percolado (efluente livre ou coletado de dreno)
Frascos adequados (vidro âmbar, PEAD, esterilizado, com conservantes quando necessário)
Preservação em gelo e transporte até o laboratório
Registro fotográfico e identificação do ponto
Número da amostra, data/hora, responsável técnico
Parâmetros Analisados
Para o lodo (sólido úmido):
Umidade (%)
pH
Matéria orgânica (voláteis totais)
DBO/DQO de extrato
Metais pesados (Hg, Pb, Cd, Cr, Cu, Zn, Ni, As)
Nitrogênio total, amônio
Fósforo total
Sólidos totais, fixos e voláteis
Óleos e graxas (se aplicável)
Potencial de fertilizante (em caso de reuso)
Para o líquido (efluente ou drenado):
pH, temperatura
Cor aparente e turbidez
DQO, DBO
Sólidos totais, suspensos e dissolvidos
Nitrogênio total, amoniacal e nitratos
Fósforo
Metais pesados (listados acima)
Óleos e graxas
Cloretos, sulfetos, surfactantes (quando aplicável)
Classificação Técnica
Lodo classificado como: Resíduo Classe II-A – Não inerte
Efluente: Requer pré-tratamento antes de descarte
Conclusão Técnica
Exemplo:
“O lodo apresenta teor significativo de matéria orgânica e níveis moderados de metais, sendo classificado como resíduo não perigoso (Classe II-A), com potencial para tratamento ou co-processamento. O líquido gerado no processo apresenta carga orgânica elevada, necessitando de tratamento físico-químico e/ou biológico antes de qualquer lançamento ou reuso.”
Responsável Técnico
Nome completo, número de registro (CRQ/CREA)
Empresa executora/analisadora (laboratório)
Assinatura e ART da amostragem e do laudo
Anexos
Fotografias dos pontos de coleta
Laudos laboratoriais completos
Mapa de localização
ART e certificados de calibração
Ficha de segurança do resíduo (quando aplicável)
NOTA:
É facultado à nossa Equipe Multidisciplinar Atualizar, adequar, alterar e/ou excluir itens, conforme inspeção e sempre que for necessário, bem como efetuar a exclusão ou inserção de Normas, Leis, Decretos ou parâmetros técnicos que julgarem aplicáveis, estando relacionados ou não no Escopo Normativo ficando a Contratante responsável por efetuar os devidos atendimentos no que dispõem as Legislações pertinentes.
Laudo de Amostragem




